Apesar de ter colocado os fones de ouvido em um rock, para tentar me distrair, foi uma tentativa vã de me fazer esquecer por alguns segundos o corpo másculo de James ao meu lado.
O espaço do banco traseiro, diminuiu consideravelmente, sem querer algumas roçadas de pernas acontecem, abraço os joelhos e continuo a encarar as formas borradas que passam por mim. Meu corpo reclama dessa péssima posição que escolhi para passar quase oito horas de viagem. Sinto tocarem o meu ombro.
Que droga!!! Só porque estava começando a pegar no sono. Abro um olho e depois o outro, e por fim, me viro para encarar o deus grego que se encontra mais parto do que eu imaginava.
- O que foi? - Pergunto, encostando a cabeça no vidro da minha janela, para manter uma distância.
- Seu pai fez uma parada, estou indo comprar algo para comer, quer que eu lhe traga algo? - James me encara com seus lindos olhos verdes.
- Pode deixar, eu vou. - Abro a porta do carro, e com um pulo me encontro do lado de fora, deixando o ar entrar devidamente em meus pulmões.
Percebo que paramos, em uma parada de ônibus, o local está com algumas pessoas que transitam pelo lugar com algum lanche na mão. E é olhando para um delicioso hambúrguer de um cara, no qual passo por ele, é que lembro-me de não ter jantado, apenas comido pipoca caramelada que Derek fez para mim.
Entro no estabelecimento, recebo uma comanda, e sigo pelo local olhando todos os tipos de comida. Visualizo o meu pai, sentado em uma mesa dividindo um prato de waffles com minha mãe; penso em pegar um também, eles comem com uma cara totalmente satisfeita e isso me dá agua na boca, porem lembro que ainda restam quatro horas para chegar, ou seja, irei ficar ao lado de James e só de pensar nisso, meu estomago embrulha. Pego um cappuccino grande de chocolate e um saco de cheetos.
Meus pais estão em uma conversa um tanto animada com James e é por isso que não me junto à eles, estou com sono e provavelmente falarei alguma merda. E tudo que eu menos preciso é passar vergonha na frente do meu pai e principalmente do James. Minha mãe me acompanha com o olhar, enquanto caminho para um banco na varanda do local. Acomodo minha bunda no assento gélido do banco de metal, cruzo as pernas e deposito o salgadinho no meio delas. Beberico o meu cappuccino olhando fixamente para o nada.
Eu quero muito saber se trazer o James conosco foi ideia da desmiolada da minha mãe, se for, ela vai se ver comigo. Ela quer me ver perdendo a cabeça, babando por ele como da última vez em que saímos em família para um clube. Se eu mal consigo enxergar outra coisa quando o JJ está por perto, imagina quando ele está somente de sunga, exibindo aquele peitoral e tanquinho esculpido pelos deuses, e molhado? Isso resulta em uma poça de baba aos meus pés.
- Ceci? - Sua voz me puxa para a realidade, eu o encaro. Ele tem o cenho franzido, fazendo uma careta muito sexy. - Você está bem?
- Eu... - Pigarreio, limpando a garganta. - Estou ótima, por quê?
- Você estava encarando o nada e tava toda paradona. - Ele comenta e eu quase tenho vontade de rir. Eu sei, sou uma completa retardada.
- Ah, tá. - Encaro o copo já vazio em minha mão.
- Seu pai pediu para que eu viesse lhe buscar, eles já foram para o carro. - Ele coloca as mãos no bolso da calça jeans e me olha. - Vamos?
- Claro. - Levanto-me do banco e o sigo. Paramos no caixa para pagar a comanda e seguimos para o carro, quando estamos quase chegando, ele puxa o meu braço, fazendo que eu dê um safanão e me choque contra seu corpo.
- Posso te perguntar uma coisa? - Ele ergue uma sobrancelha para mim, e eu percebo que ao invés de me afastar, eu colei o meu corpo ao seu. Me afasto subitamente.
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O Melhor Amigo Do Meu Irmão
RomanceVocês decidem viver o romance de verão, ela é a mulher certa para você, mas você não é o homem certo para ela. Você o ama com todas as suas forças, não está disposta à abandoná-lo por nada nesse mundo, mas ele não é capaz de amar, um acontecimento...
