Capítulo Quatro - Cecilia

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Acordei depois do almoço, fui atrás do pessoal e estavam todos curtindo o solzão e a piscina.

- Filha!! Até que enfim você acordou. - Meu pai diz.

- Vocês almoçaram sem mim? - Pergunto.

- Sim, fui até o seu quarto, bati na porta até minha mão doer, e nada de você dar sinal de vida. - Ele explica.

- Humm. - Poxa! Eu odeio almoçar sozinha, sacanagem. Mas também quem mandou desmaiar?

- Vem! - James estende a mão para mim.

- Pra onde? - Tento focar nos olhos dele.

- Para a cozinha, vamos comer. - Ele responde.

Hmmm, comer...

Não olhe para baixo!

Não olhe para...

Não olhe...

Não...

Nossa! Que pacote!

Meu Deus, que calor é esse?

Preto virou minha cor favorita.

- Cecilia, o meu rosto é aqui em cima. - Ele diz, e eu quase tenho uma síncope. Droga!

- Sei que o seu rosto é aí, mas eu estava procurando uma parte bonita para olhar. - Respondo.

- E você achou? - Ele passa a mão no cabelo, e depois cruza o braço, me dando um sorriso presunçoso.

- Não, claro que não! Você é feio demais! Devia andar coberto. - Me viro rapidamente e começo a andar para a cozinha. Eu não entendo por que não consigo ficar de boca fechada quando preciso. Ouço ele rindo logo atrás de mim. - Vai comer? - Pergunto ainda de costas para ele, garanto que meu rosto está mais vermelho do que morango.

- Não, só vim te acompanhar. - Ele responde e eu ouço o barulho de um banquinho sendo arrastado.

Faço o meu prato e o levo até o microondas, encaro o aparelho eletrodoméstico como se minha vida dependesse dele. Após três minutos, que para mim foram uma eternidade, ele finalmente apita; retiro meu prato e vou para a bancada.

Me sento o mais longe de James. Ficar muito perto dele está queimando meus neurônios.

Começo a comer, e mantenho o foco na comida, ignorando-o totalmente. Mas um tempo depois, isso está me incomodando.

- Dá pra parar de me olhar? Está me incomodando. - Digo, sem olha-lo.

- Quem disse que eu estou olhando para você? - Ele pergunta.

- Estou sentindo seu olhar sobre mim, minha pele está até formigando. - Corto um pedaço de carne.

- Isso aí, é tesão! - Ele diz e eu congelo a garfada no ar, olhando-o. - Você não está sendo sútil com suas encaradas.

- Já disse que você é feio que dói, né? - Levo a comida à boca.

- Eu tenho espelho em casa, sei que isso é mentira. Sou lindo de doer as vistas. - Ele me dá um sorriso muito convencido e destruidor de calcinhas. A minha já era. Arfo ao sentir aquela sensação esquisita no meio das pernas.

- Você é muito convencido. - Tento manter a postura. Ele se levanta e para na minha frente.

- Eu sou convencido e você uma péssima mentirosa. - Ele franze o cenho. - Estou sentindo o cheiro da sua excitação daqui.

O Melhor Amigo Do Meu IrmãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora