Capítulo Oito - Cecilia

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Não consigo me controlar! Agora eu juro que só volto aqui na semana que vem.



Música do capítulo:
Fifth Harmony - Sledgehammer






- Em mim? - Sua voz soa surpresa. Aceno com a cabeça.

- É! Então, quando estava sozinha, desabei por ser uma completa idiota, por me entregar para um estranho somente para provar a você que eu conseguia. - Desabafo. - E depois daquelas palavras, eu só queria me livrar disso e poder me entregar para você, pelo menos uma vez.

- Isso é uma porra. - Ele diz, e eu o encaro, tô aqui me abrindo e ele fala isso. - Cecilia, você realmente merece alguém que seja bom e que cuide de você.

- Mas você é bom e cuida de mim. - Assim que essas palavras são proferidas, percebo o quão desesperada estou. - Você cuida de mim! - Repito.

- Você não entendeu. Não sou o tipo de cara que trata as mulheres do jeito certo, não levo nenhuma mulher em encontros românticos e lhe dou flores.

- Eu não gosto de flores, e nem de encontros. - Repondo.

- Você se quer teve um, para poder dizer se gosta ou não. - Ele fala. - E Cecilia, não piore as coisas, eu sou o melhor amigo do seu irmão.

- Mas você é diferente, James. Esquece esse rótulo.

- Você não me conhece, Ceci. Não dá. - Ele fala com um fio de voz. Um ato de desespero, pulo para o seu colo; seguro o seu rosto e o faço me olhar.

- Então me deixa te conhecer, mostre para mim. Eu me apaixonei pelo James que você sempre foi, agora mostrar-me como você é por completo para que eu possa te amar ainda mais.

- Cecilia, Você está se ouvindo? -Ele joga a cabeça para trás, e eu lhe faço olhar para mim, novamente. - Não quero ser o babaca que partirá seu coração.

- Eu não me importo com isso, desde que você seja você e se permita. O que acontecer comigo saberei lidar.

- Ceci, eu não posso fazer isso. - Ele diz, derrotado.

- Tente, por mim. É só isso que eu te peço. - Ele fecha os olhos e pensa.

- Me prometa uma coisa!

- Você vai tentar? - Retruco.

- Vai prometer?

- Depende do que.

- Que você não vai fazer isso de novo!

- Dar para o Adrian?

- Não Cecilia, que você não vai fazer algo assim novamente, o tal Adrian foi gentil com você, mas terá outros que não serão, e as coisas não podem acabar bem para você. - Ele fala com carinho, e tira o cabelo do meu ombro, jogando-o para trás.

- Isso é inedito! O grande JJ, preocupado. - Deixo um riso escapar de minha garganta.

- Só me preocupo com quem eu realmente gosto. - Sua mão, sobe e desce lentamente por meu braço. Seu gesto simples, me aquece. - Você promete?

- Prometo, e você vai tentar?

- Eu posso tentar, mas não espere muito de mim, Ok? - Sua sinceridade me assusta.

- Tudo bem, isso já é algo. Obrigada por tentar. - Digo, e ignoro a sensação esquisita que se instalou em meu peito. Ele passa a mão por meu cabelo molhado e me beija.

Embora, esteja louca para mais uma rodada de sexo quente, sinto o cansaço bater. Minhas pernas estão até doendo, acho que exagerei na dança, mas também quem mandou dançar que nem o chapeleiro do Alice no país das maravilhas?

- Vem, deita aqui. - Ele aponta para o sofá. - Acordo você quando pudermos ir embora.

- Tá bom. - Deito no sofá e coloco a cabeça em seu colo. Claro que eu fiquei encarando a sala ao invés do encosto do sofá, pois ter o James só de cueca, branca e molhada, assim na minha cara, não me ajudaria a dormir, pelo contrário, só me deixaria mais acesa.



- Ceci, vem! Já podemos ir embora! - James beija minha testa.

- Tem certeza? - Pergunto, ainda meio grogue de sono. Me espeguiço no sofá mesmo.

- Sim, venha. - Ele estende a mão para mim. Eu a seguro e me levanto do sofá, onde adormeci por uma hora. De acordo com o relógio, agora são quatro horas.

- Onde está minha roupa? - Saímos da casa e James fecha a porta com o trinco.

- No banco de trás do carro. Eu as sequei, quer dizer mais ou menos, mas dá para vestir.

- Tudo bem. - Entro no carro ainda de toalha. James senta no banco do motorista e nos leva de volta para a casa, visto meu vestido frio e um pouco úmido e então percebo que JJ está com sua calça jeans. - Vamos?

- Uhum. - Concordo, pego meu sapato e a toalha, saio do carro. James destranca a porta, e por incrível que pareça meu pai não está sentado no sofá no canto da sala ao lado do abajur, feito um louco. Ele realmente levou o lance da liberdade à sério.
Começo a subir as escadas e James não vem. - Não vai subir?

- Não, vou comer algo antes. - Ele diz. - Me acompanha?

- Tudo bem, bem que eu queria, mas estou morrendo de sono. - Sorrio para ele e volto a subir as escadas.

- Ceci, eu esqueci de uma coisa. - Ele diz e eu paro no último degrau, ele sobe rápido e para no degrau abaixo do meu.

- O que você esqueceu? Você falou que as roupas estão no carro. Sua blusa e jaqueta devem estar lá.- Digo e ele ri.

- Não é isso, esqueci do seu beijo de boa noite. - Ele fala e eu me permito sorrir. Ele segura minha cintura com uma mão e a outra vai para o meu pescoço, ele me dá um beijo rápido, mas muito gostoso. - Eu falei que ia tentar.

- Você começou bem. - Dou-lhe um selinho e praticamente corro para o quarto.

Meu coração bate descompassado, meu rosto exibe um sorriso que é capaz de partir meu rosto ao meio e minha alma canta. Dentro da minha cabeça toca a minha música para a dancinha da felicidade, permito-me dançar desengonçadamente, ousando nos passos inventados. Após rodar o quarto todo enquanto dançava, jogo o meu corpo na cama e enterro a cabeça no travesseiro e seguro minha vontade de gritar. Estou feliz.

Ainda entorpecida de felicidade, vou até minha mala e retiro meu caderno e vários lápis. Preciso por minha felicidade para fora ou acho que morro.

Me deito na cama, abro o caderno, vou para uma folha branca. Os rabiscos pretos, logo começam a tomar uma forma, me perco desenhando os olhos hipnóticos e penetrantes de James. No papel, tenho o seu olhar, o olhar que ele me deu mais cedo, quando me marcava como sua.

Ouço uma batida na porta.

- Pode entrar. - Digo, fechando o caderno e escondendo-o debaixo do travesseiro.

- Bom dia, princesa! - Meu pai entra no quarto. - Vamos tomar café?

- Bom dia, Hum, quantas horas? - Pergunto.

- Já são quase nove e meia. - Ele responde.

- Eu não vi o tempo passar. - Digo e ele sorri.

- Gostou da festa? - Ele se senta na beirada da cama.

- Gostei sim, me diverti muito! - Um bocejo escapa.

- Não dormiu? - Respondo com um aceno. - Imaginei, quer que eu traga seu café?

- Não, obrigada! Não estou com fome. Só quero descansar.

- Tá bom, dorme bem! - Ele beija minha testa. - Vou lá em baixo controlar a curiosidade da sua mãe. - Nós rimos. - Tenha bons sonhos. - Ele diz, saindo do quarto.

- Eu terei, pai. - Pego o caderno e os lápis debaixo do travesseiro. Guardo-os de volta na mala, me deito e me cubro com o lençol. Deixo finalmente todo o cansaço me levar para a terra dos sonhos.

O Melhor Amigo Do Meu IrmãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora