Capítulo Dezesseis - James

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Cecilia e eu descemos juntos. Ela também sentiu o peso do olhar que todos nos deram e então apertou minha mão, mais forte, e eu apertei de volta.

Estamos juntos nessa!

-- O que vocês querem falar comigo? -- Ela quebrou o silêncio assim que chegamos ao centro da sala.

-- Sentem-se. -- Minha mãe pediu. Com a mão na base da coluna de Ceci, a guiei para sentar-se  no sofá de dois lugares. Ela mal bateu a bunda no estofado e então decidiu se sentar no meu colo. 

Vi Peter cerrar os punhos e engolir o nó que se formava em sua garganta.

-- O que foi, pai? Tá tudo bem? -- Ela o provocou. -- O senhor parece que vai passar mal.

-- Você pode por favor, se  sentar no sofá? -- Bradley pediu.

-- huum! Eu acho que... -- Ela fez menção de ir sentar o sofá, mas riu e jogou o cabelo para trás. -- Não, prefiro o colo de James. Estou confortável assim. -- Ela passou o braço por trás do meu pescoço, se aconchegando a mim.

-- Então James, você pode tirar a mão da coxa da minha irmã? -- Brad me olhou com raiva. 

-- Ou o quê, Bradley? Vai tentar bater nele de novo? -- Cecilia respondeu, antes de mim, ela está sempre pronta para rebater. Com um gesto, retirou o cabelo do rosto, revelando o hematoma. -- Responde Brad. Quero ouvir.

-- Cecilia, por favor. --Tia Candy pediu. 

-- Não vamos ficar atacando e piorar a situação. -- Sussurro em seu ouvido. 

-- Queremos conversar sério com vocês. Estamos aqui para falar desse namoro. -- O sorriso que tia Candy deu, foi tudo o que eu precisava. -- Esperei tanto para que ficassem juntos. Quero finalmente falar sobre.

-- Foram anos tentando juntá-los. -- comentou minha mãe, sorrindo também. -- Apesar das reações exageradas e completamente desnecessárias de ontem, estamos aqui para apoiar o namoro de vocês. -- Minha mãe me deu um olhar firme.

Essa era minha deixa.

-- Tia, eu sempre disse que amava Cecilia e que iria protegê-la de todos os marmanjos que chegassem perto dela, mas o que não previ, era que poderia me apaixonar. -- Continuei olhando para Candice, enquanto sentia o corpo de Ceci ficar tenso em meu colo. Passei a mão em suas costas, tentando acalmá-la. -- Agora que estamos juntos, sei que tenho que deixar de ser babaca de antes para ser o homem que ela merece. 

-- Fico muito feliz por ouvir isso, James! -- Minha tia respondeu.

-- Então... -- Continuei. -- Vou protegê-la com a minha vida. Ela merece ser feliz, eu farei o possível e o impossível para o sorriso em seu rosto e dar felicidade ao seu coração. Cecilia é diferente de todas as garotas que eu conheci. Ela é especial. 

-- Não caiam nessa ladainha. Ele só diz isso para entrar em seus jeans. -- Dayse diz, e só então eu a percebo na sala.

-- Queria, sinto muito em te informar, mas ele já entrou. Fizemos bom proveito disso, e sinto muito mesmo que o que se passa entre nós... -- Ela fez um sinal com o dedo, apontando dela para mim. -- Não é da sua conta, e nem de ninguém aqui. -- Ela fez uma pausa, olhando para todos na sala, depois voltou sua atenção para Dayse. -- Se ele diz essas coisas diante meus pais, é sinal de verdade. Ele não ia arriscar a vida dele assim. James me conhece desde pequena, ele não seria capaz de dizer essas coisa para mim e depois me machucar.

-- Espere e verá. O mundo real te aguarda. Você conhece o que ele te mostra, essa casca, somente isso. Conheça-o profundamente, ai você vai entender tudo, quando ele largar você e voltar para os meu braços.

O Melhor Amigo Do Meu IrmãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora