Capítulo Vinte e Nove - ÚLTIMO

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JAMES

Eu estava batendo em sua porta, havia tanto tempo. Já rodei o campus duas vezes, voltei a bater na porta e nada. Eu tentei ligar para o seu celular, mas não houve resposta. Sai do prédio e me sentei em um banco ao lado do prédio, continuaria a esperar pelo tempo que fosse. Se Cecilia estivesse me evitando, e não quisesse abrir a porta, eu estaria aqui fora pela noite toda se precisar. Não fiz reserva nenhum hotel, esperava que Cecilia e eu fizéssemos as pazes, se ela não me quisesse, eu simplesmente iria embora, trouxe de casa apenas uma mochila com coisas essenciais.

Olhando tudo por aqui, vendo as pessoas saírem de seus dormitórios para se divertirem, pude parar para pensar, se a Cecilia não estivesse grávida? Ela também estaria saindo com seus amigos para se divertir? Ela se apaixonaria por um australiano mauricinho? Se ele a amasse e a fizesse feliz, ele a pediria em casamento? Ele daria o mundo para ela? Por que ela merece. Me sinto a pior pessoa do mundo, por me afastar dela no momento mais especial das nossas vidas.

Minha intenção foi das melhores possíveis. Mas talvez eu tenha feito tudo do jeito errado. Cada ligação, mensagem e viagem que eu não fiz, foi para economizar. Eu pude avaliar muitas coisas em minha vida, pude ver que o jeito que eu vivia não me fez feliz como pensei que fazia, no pouco tempo em que Cecilia e eu passamos juntos, eu fui feliz e amei de verdade. E eu queria aquilo para sempre, ela é a minha outra metade, só ela me completa por inteiro.

Daria tudo para que ela não esteja com raiva, para saber que o babaca do Dexter não é nada seu; tudo o que eu queria fazer agora, era abraçá-la e amá-la até a exaustão. Nunca me senti tão vazio como fui esses meses, faltava uma parte de mim, uma parte importante. O meu coração. Que estava aqui, com minhas filhas e com a mulher que eu amo.

-- JAMES!!! -- Eu olhei para o lado, e a vi. Me levantei e corri para os seus braços. Não liguei por parecer desesperado, porque essa era a verdade.

Foi como se o deserto estivesse me fornecendo a melhor miragem.

Ela estava linda com aquela barriga grande, mas algo estava errado. Seu rosto estava vermelho e molhado, ela estava chorando. Eu a abracei e ela se agarrou a mim.

-- O que aconteceu? Você está bem? As meninas estão bem? -- Eu perguntei, e ela só chorou. -- Converse comigo, por favor.

-- Polícia! Ligue para a polícia, por favor. Eu posso ter matado o Dexter. -- Ela disse, baixinho.

-- Como é?

-- Só faça isso, te explico depois. -- Suas mãos agarraram minha camisa, ela não queria que eu a soltasse e eu não faria. Não depois de vê-la assim.

As próximas horas foram longas. Cecilia contou aos policiais o que aconteceu e eles tiveram que ligar para os pais de Cecilia, pois demoraria horas para que eles chegassem aqui. O tal amigo dela, Dexter, era neto do amigo do pai da tia Candy, Steve, e desde que Dexter nasceu, ele vem sendo alimentado com a ilusão de que Cecilia era dele. Pelo que entendi, a mãe da tia Candy teve um caso com o avó de Dexter, que foi preso, ele mexia com coisas erradas e o tio Peter quase o matou quando ele disse que aquilo não iria ficar por isso mesmo, que ele mataria a família que ele e a tia Candice estavam construindo. Eles se mudaram e recomeçaram, longe de todo o trauma que minha tia viveu. E agora o pesadelo havia voltado, Cecilia quase fora morta por um lunático que teve plantada em sua mente a ideia de que ela sua. Para o que ele quisesse. Ele contou para a policia que sua avó lhe dera fotos de Cecilia e criara histórias, nas quais ele acreditou cegamente.

Ele era um tolo que cresceu amando uma pessoa e esperava que a pessoa o amasse na mesma intensidade.

Quando ele saiu da sala do interrogatório, ele a viu, ficou irado mas disse que a perdoava se ela o deixá-se amá-la, só que ele iria reclamar o seu direito sobre ela. Como se estivesse algum. A avó de Dexter era uma mulher que dizia ser amiga de Emma, mãe da Candice. Foi por influencia dela, que a cabeça de Dexter criou fantasias, de que a filha do homem que havia dado prisão perpetua a seu avó, era sua. Se ela não aceitasse amá-lo, como vingança, ele honraria o nome de seu avó e tudo o que ele acreditou, acabando com sua vida. Fazendo toda a sua família sofrer como eles haviam sofrido por culpa dos McDermott.

O Melhor Amigo Do Meu IrmãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora