Nunca pensei que seria tão difícil lidar com a ausência de Olívia. Leio livros, assisto novelas, faço receitas esquisitas na cozinha e até tento aprender a tricotar, mas nada disso ocupa minha mente. É como se ela, de algum lugar da cidade, lutasse para fazer-me lembrar. Lutasse para eu sentir sua falta. E confesso, eu sinto. Sinto tanto que as vezes até me falta ar. Porém, arrisco dizer uma coisa: estou melhor assim. Conflitos diários e instabilidade no humor estavam me deixando um pouco nervoso demais e agora a minha única preocupação é fazer de tudo para esquecer. Ela, recordista em guardar mágoas de minha pessoa, também não faz o mínimo esforço para que eu tente de novo. É como se tudo que tivemos tivesse sido deletado e tivéssemos voltado a estaca zero: meros conhecidos. As vezes paro e penso: será que devo realmente sofrer pela saudade ou devo ficar feliz por ela não ter voltado?
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Overdose sentimental.
Non-FictionEstás aqui um pouquinho de mim e um pouco do que sinto durante a jornada que é a vida. Essa que tem seus grandes altos e baixos, mas que, por sorte, não segue em linha contínua. Em cada texto, deposito um sentimento, escrevo de coração. Caso se iden...
