24 de outubro de 2015
Washington- EUA-Normani cadê aquela camisa que eu gosto? Você viu?
-Ah, você deve ter colocado no cesto de roupas sujas.
Disse eu lixando minhas lindas unhas.
-E você não pôs na máquina para lavar?
-Não. Está na sua semana de pôr as roupas sujas para lavar. Lembra? Foi assim que combinamos.
Disse eu fazendo cara feia.
-É, mas eu esqueci. E você é a mulher da casa. Deveria fazer isso todas as semanas, não?
Disse ele fazendo cara de deboche.
Se tem uma coisa que mas me irrita é alguém me olhar com cara de deboche.
-Já te falei que não vou bancar a empregadinha querido. Combinamos que dividiríamos tudo entre iguais. Quer empregada, contrata uma.
-Desculpe, não foi isso que eu quis dizer, é que o dever da mulher é fazer as tarefas domésticas.
-Na sua cabecinha machista meu amor.
-Meu pai me ensinou a não ser preguiçosa, mas também, não ser submissa a ninguém, ouviu, ninguém. - E eu não tenho vocação para isso.
-Normani por favor, ultimamente você só quer saber de si.
-Estamos a duas semanas casados mas parece que sua ficha ainda não caiu.
Eu já estava furiosa. Pois ele atrapalhou meu momento de beleza pra criar uma discussãozinha boba por uma camisa idiota de basquete. Então resolvi cessar tudo aquilo.
-Chega Arin. Não estou afim de me estressar com você vou sair, depois que você estiver mais "calminho" eu volto ok?! Beijo!
Não gostava de brigar com ele, o clima fica tão chato, mas é que eu não levo desaforo pra casa, nem aturo desaforo dentro de casa. Tá pra nascer o homem que me mandará sem ser meu pai.06 de janeiro de 2017
EspanhaP.O.V Normani
-Mani, quer parar de olhar esse celular, e comer!
Disse Ally a mim pela milésima vez. Estávamos no restaurante almoçando. Assim que saímos daquela loja, não parei de olhar minha nova capa de celular da Queen Bey, que comprei, digo, ganhei né daquela mulher simpática da estamparia. Lógico que voltarei lá, para comprar umas camisas da Bey.
Me assustei quando o celular começou a vibrar. Era o Arin.
-Espero que seja bastante importante, pois estou comendo e sabe que não gosto de ser incomodada neste sagrado momento. Portanto o que tiver para dizer seja sucinto.
Disse tudo rapidamente em um tom de brincadeira, pois estava com um ótimo humor. Mas parece que o Arin levou a sério.
-Tudo bem Normani, quando você voltar ao normal eu te ligo valeu?!
Falou e desligou na minha cara.
-Nossa, eu só estava...
Nem deu tempo de me explicar.
- O que foi amiga?
-Era o Arin, ficou bravo e desligou na minha cara acredita?
-Ah, a ligação deve ter caído Mani.
-Não não ele foi grosso comigo e desligou. Mas eu vou retornar porque estava brincando, ele sabia e desligou.
O telefone tocou várias vezes e nada dele atender.
-Quer saber, chega! Se ele quiser que ligue de novo.
...
Estava dormindo como uma princesa. Fui dormir logo cedo, não só eu, Ally também, pois nós acordaríamos cedo amanhã para uma boa jornada de trabalho, finalmente começaremos por a mão na massa. Quando o celular começou a tocar.
-Alô!
-A dona ranzinza está melhor?
-Eu que pergunto, senhor sensível.
-Me desculpe. Eu estou com saudades, não tenho dormido bem sem você ao meu lado. Queria ouvir a sua voz naquela hora, mas você foi infantil e egoísta, por isso desliguei. Nem parece a Normani carinhosa que conheço.
-Eu estava brincando, você que não entendeu meu tom seu bobo. E eu nunca fui egoísta, infantil pode ser até que eu tenha sido, mas nunca fui egoísta com você amor.
-Não. Tá bom! Onde você está? Longe de mim, aí na Europa investigando esse caso que aconteceu a não sei quantos anos, nem sabe se os caras que fizeram isso estou morando aí ainda, provavelmente não né, devem estar todos espalhados por esse imenso mundo. E você e seus coleguinhas estão aí tentando resolver uma coisa que não tem mais volta.
E eu, seu marido, aqui sozinho precisando da esposa maravilhosa que tenho, junto a mim.
-Ah Ari para tá, para com essa merda de chantagem emocional pois você sempre aceitou meu trabalho. Aliás se gosta mesmo de mim vai ter que me amar como eu sou. Pensasse antes de ter me pedido em casamento a dois anos atrás.
E a respeito do caso que estamos investigando, vamos atrás daqueles marginais até no inferno, não importava onde estejam, serão punidos conforme a lei. Será um prazer pegar aqueles caras, pois eu repudio pessoas capazes de fazer um crime bárbaro daqueles.
Ouvi Arin tossir do outro lado da linha.
-O que foi?
-Nada, acho que estou ficando resfriado só isso. Agora vou dormir, está bem tarde aqui. Boa noite Normani.
-Boa noite Arin!
Respondi tão seca quanto ele. Logo após desliguei.
Odiava brigar com Arin, mas é que ele toca na minha ferida. Sempre fala do meu trabalho. Eu não reclamo do dele que trabalha em uma clínica veterinária e às vezes chega em casa com cheiro de cachorro. Não reclamo.
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Dolor Y Amor
FanfictionAté que ponto pode chegar um ser humano revoltado? Quando a dor se transforma em ódio? Como sanar essa dor? Será que o amor é páreo para isso? Todas as respostas serão alcançadas a cada dia. A vida é uma grande escola, as situações que nela ocorrem...