"Parte da minha família"

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-Acho que devíamos falar com Jason. Ele vai embora amanhã, não quero que ele vá bravo conosco.

-É, tem razão.

Brooklyn ligou para Jason.
-Ele está vindo pra cá.

Jason chegou em questão de segundos.
-Você mora aqui perto? -Perguntei.

-Não, eu estava ali. Vi vocês se beijando, trocando "eu te amo", e etc.

Fiquei vermelha, e esfreguei as mãos umas nas outras.
-Ahm...

-Jason, vamos ser amigos, você vai amanhã e eu não quero me despedir de você com uma briga.

-Tudo bem... Acho que eu tenho que aceitar o fato de que minha crush que namora meu bff.- Fez voz de menina, e nós rimos. Como não rir?

-Amigos?

-Amigos.-Apertamos as mãos.

-Então, acho que está tudo resolvido. Amanhã ainda vamos naquele restaurante/lanchonete que eu falei pra vocês?

-Sim.

-Ok, então.-Disse, e olhei o relógio. -Acho que tenho que voltar pra casa, agora, antes que a bruxa chegue.

-Eu te deixo lá. Tchau ,Jason.

-Tchau, pessoal.

Começou a chover , no caminho para a minha linda e aconchegante casa, onde todos me amam.

Ele colocou seu casaco sob meus ombros, e me abraçou com um braço.

-Acho melhor apressarmos os passos, antes que Margô chegue.

-E se ela chegar?-Perguntou Brooklyn.

-E se ela chegar?! Ferrou tudo! Aí meu Deus!-Parei e ele parou na minha frente.

-O que foi?

-Eu fiquei um dia fora de casa, estou voltando toda molhada e com o cabelo pintado de outra cor. Aí Jesus Cristo!

-Relaxa, eu te protejo.

-E quando você não estiver mais?

-Eu sempre vou estar.

-Isso foi fofo, mas você não vai literalmente estar aqui.

-É... Se tranca no quarto, ou vai lá pra minha casa.

-Vou ser dada como desaparecida.

-Por que você não denuncia ela?

-Sei lá, nem me importo.

-Deveria. É sua casa.

-Mas não é meu lar.

Ele ficou confuso.
-Ah, não importa.- Me deu um beijo.

Beijo na chuva.
Beijo molhado...

Haha.

Vi o carro de Margô chegando.
-Além de tudo aquilo, ela ainda vai ter o pretexto que eu estava  beijando na chuva ao invés de ir pra casa.

Ele virou para trás.
-Vish...

Margô abriu a porta e veio até mim.
-Nem ligo mais pra você. Aff! -Saiu bufando.

Arregalei os olhos.
-Oi?

-Parece que ela não liga mais pra você.

-Acho que isso é bom...-Rimos.

Margô voltou pro carro.
-Só vim pegar minha comida, agora tchau, sua estranha.

Revirei os olhos.
-Ah, e sua amiguinha Emma está de bom humor hoje. Boa sorte.

Abri a porta do orfanato.
-Tchau, até amanhã.

-Quer entrar e se secar?

-Não precisa, obri...

-Entra e se seca. Vai ficar doente assim.

-Sério, não precisa.

Puxei o braço dele.
-Vem logo.- Sussurrei pra ele.- Além de querer sua companhia, não quero ficar sozinha com Emma.

Ele deu uma risada.
Dei uma toalha pra ele.

-Pronto, pode se secar, vou te dar um chá.

Enquanto fazia o chá, Emma desceu.
-Quem é você? -Escutei.

Fui até a sala.
-Aqui seu chá, Brooklyn. Ah, oi, Emma.

-Quem é o gatão, garota?

Brooklyn depois dessa, cubriu a cara toda com a toalha.
-E-Ele...

-É seu namorado.

-Aham...-Baixou a toalha.

-É... Ele é? Ahm, acho que é. Sim, é.

-Hum... Dá esse chá aí que eu não estou com paciência! -Pegou o chá da minha mão.

Olhei pra Brooklyn.
-Mas...

-Tudo bem.-Sussurrou, e rimos baixo.

Emma subiu pro quarto dela.
-Só as duas moram aqui, não é?

-Aham... Emma está aqui desde dos 2 anos, por isso é revoltada assim.

-Eu pensei que saísse com 18 anos, se não fosse adotada.

-No caso dela não. Agora eu acho que sim. Já perdi a esperança, mas tanto faz...

Ele me olhou com olhar de pena.
-Ah, não me olhe assim.-Disse com um sorriso.- Não é tão mau.

-Você sabe que faz parte da minha família, não sabe?

Sorri para ele, e o abracei.
-Sei...






















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