My me mostrou toda a casa.
-Assim que todos nós dormimos, Cassandra vai embora, mas todas as sextas nós colocamos o alarme, despertamos, e fazemos a maior festa!- Sussurrou My.
-Sério? Que legal!
-Aham! E amanhã é sexta-feira!! Bom... Eu vou deixar você explorando a casa, qualquer coisa, só gritar.-Deu uma piscadela.
-Obrigada.
A casa realmente é muito grande. Tem tantos quartos, não sei pra que tudo isso.
Tem 4 banheiros, 2 masculinos e 2 femininos.
Tem um porão, para caso de tornados, um sótão, 1 cozinha gigante, 1 sala de jantar, 1 sala de estar, e ainda um parquinho nos fundos.
Sobe no sótão!
Essa voz é do Tob.
Vai ver ele quer que eu treine. Ah, que cansativo.
Desci a escada, e comecei a subir para o sótão.
-Mel? Tá fazendo o que aí?...-Perguntou Ella.
-Ahm, eu vim apenas... Pensar.-Sorri.
-Ah, Ben também faz isso. Então, bons pensamentos.
-É... Obrigada.
Fechei bem a portinha do sótão, e acendi as luzes.
Tob logo apareceu.
-Aqui é bem pior para treinar. Mas vamos lá... Eu descobri que você tem bastante potencial, então rapidamente vamos conseguir te deixar pronta pra batalha. Que está cada vez mais perto. Geovanna entrou em contato conosco. Parece que sua irmã e os outros reféns estão bem, qualquer coisa que ela disse foi pra te assustar. Quer dizer, George está meio fraca.
-Oh...
-Aham... Está pronta?
-Antes, eu queria perguntar uma coisa para o chefinho lá do nosso larzinho.
-O que?
-Se o que Geovanna disse é verdade. Ela disse que eu sou a única que pode derrotá-la, que eu tenho poderes diferentes...
-Ahn?
-Só me deixa falar com ele.
-Tudo bem, então. -Segurou minha mão, e um brilho surgiu.-Vamos lá.
Assim que o brilho desapareceu, estava na sala que já fui várias vezes.
-Já sei, já sei. E... É verdade sim. Você é muito poderosa.
-Mas, porque vocês esconderam isso de mim? Tem algum problema?
-Nós tínhamos medo que você não... Não soubesse controlar.
-Oras, mas... Ah, vocês nunca pensaram que eu seria capaz de fazer algo. Geovanna estava certa...
-Não, Mel. Você sabe muito, é bem capaz. Não deixe que Geovanna faça sua cabeça, é isso que ela quer.
É, pode ser mesmo.
Mesmo que eles tenham mentido pra mim, eu só posso ficar do lado deles, e só assim poderei ajudar a todos.
-Tudo bem... Vou acreditar em vocês.
-Isso, acredite. Era só questão de você ter responsabilidade. Desde a sua missão você melhorou e muito. Meus parabéns.
-Obrigada.-Sorri.
"O amor é a cura"
-Agora, eu vou deixar você usar seus poderes livremente. Mas, cuidado, não use na frente dos humanos. Quer saber? Nem precisa usar. Somente quando Geovanna quiser dar uma de engraçadinha.
-Nós vamos ter que matá-la?
-Você.
-Não tem outro jeito?
-Infelizmente, com Geovanna não. Mas se você conseguir matá-la, o que você vai , poderá fazer os outros se renderem.
-É errado eu dizer que estou com medo?
-Todos nós estamos. Famílias passam noites sem dormir atormentadas.
-O que Geovanna fez?
-Muitas coisas. Ela queria chamar atenção, achava que não era o lugar dela onde estava, queria subir, subir e subir. Nada está bom pra ela. Matou muitas pessoas, causou desordens e nunca aprendia. Os outros anjos, foram os que concordavam com ela, e foram criando uma nova raça se anjos.
-Anjos Exilados...
-Hey! Hora do jantar.
-Acho que está na hora deu ir.
-Sim. Até logo.
-Até.
Tudo o que eu escuto agora é de como tenho que me preparar pra chegada...
(...)
3 dias se passaram, eu treinei exaustivamente, já estou quase o Bruce Wayne versão feminina, quer dizer, estou mais pra Super Girl.
Hoje, o Brooklyn me ligou.
Disse que Diana não queria dizer uma palavra, e ele está sozinho com ela, então precisa, como sempre, da minha ajuda.
Fui até a casa dele.
Abri a porta, e ele estava ajoelhado tentando falar com Diana.
Ela me viu e veio correndo até mim, me dando um abraço.
Me ajoelhei pra ficar de seu tamanho.
-Por que está caladinha, hoje?
-Geovanna...-Sussurrou no meu ouvido, e olhou para a porta.
Eu me virei, e vi um vulto sair pela a porta.
Me levantei, furiosa com Geovanna. Na verdade, com medo, mas furiosa.
-Mel?
Fui até os fundos, onde o vulto, Geovanna, estava.
-Começou.
