Capítulo 67

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Júlia narrando.

2 dias depois...

Esses dias estão sendo diferentes sem a minha amiga aqui. Eu e o Vini estamos mais próximos um do outro. Ficamos algumas vezes, mas nada sério, o que eu sempre quis. Acho que ele não quer mais do que uma simples ficada, o que eu nunca esperei dele.
Entendam, não quero exigir demais, só que acontece é que eu amo aquele garoto, tanto que chega a doer. Eu sempre quis construir uma família, meus pais não vão viver para sempre. Eu quero o garoto que eu amo, só que ele não enxerga isso.

Uma batida na minha porta me desperta dos meus pensamentos. Levanto do sofá e abro a porta, dando de cara com o dono dos meus pensamentos, com sua habitual calça jeans preta, blusa azul escuro e uma jaqueta de couro preta. Suas mãos estão no bolso da calça, e ele me encara com o seu sorriso.

Vini: posso entrar? - ele não tira o sorriso do rosto, praticamente percebeu que eu estava quase babando em cima dele.

Júlia: Ahn... Pode, claro - dou um sorriso sem graça e lhe dou passagem. Ele passa por mim e quando eu fecho a porta, suas mãos já estão na minha cintura, e ele me puxa para o seu maravilhoso beijo. Retribuo seu beijo, na mesma velocidade que ele. Nos separamos por falta de ar, e ele encosta sua testa na minha.

Vini: linda - ele sussurra.

Júlia: Vinícius, eu... - me afasto dele - Nós precisamos conversar.

Vini: o que eu fiz de errado? - ele rebate.

Júlia: Ahn? - levanto as sobrancelhas.

Vini: você me chamou de Vinícius.

Júlia: esse não é seu nome?

Vini: você sempre me chama de Vini - ele se aproxima de mim - E só me chama de Vinícius quando está chateada comigo.

Júlia: eu já vou direto ao ponto - já chega de enrolar, é agora ou nunca.

Vini: o que?

Júlia: não podemos mais continuar assim - rebato.

Vini: assim...? - ele levanta as sobrancelhas.

Júlia: você sabe, não podemos mais ficar.

Vini: e por que não?

Júlia: por que eu te amo, Vinícius - cansada de esconder, desabafo - Eu não sou garota de ficar. Eu queria namorar com o garoto que eu amo, não apenas uma ficada. Eu sou completamente apaixonada por aquele menino que eu vi pela primeira vez na casa da minha amiga, em que eu me apaixonei de vista, o que sempre me ajudou quando eu estava triste, o que sempre tinha aquelas brincadeiras sem graça, mas que me faz rir. O que tem o melhor beijo do mundo, o único amigo de verdade que eu já tive. E eu não me canso de dizer, Vinícius, eu te amo.

Quando termino de falar, ele me encara, perplexo. De repente, sem aviso prévio, ele dá as costas, e sai pela porta, batendo-a logo em seguida. Meus olhos ardem, e eu me permito chorar, sempre soube que ele não me amava, eu amei por dois. Como sou idiota, me deixei iludir, achando que ia conseguir o homem da minha vida.

Assim como ele, caminho até a porta e saio logo em seguida, e caminho rente a lugar nenhum. As lágrimas caem, me sinto um lixo por te me humilhado nessa maneira. Decido, como sempre, ir para a praça. Ela está cheia hoje, e agora abriu um tipo de mini palco, para quem quiser cantar sozinho ou alguma banda querer se apresentar, eles apresentam nesse palco.

Me sento no banco da praça, e observo tudo ao redor, as lágrimas continuam a cair, dane-se quem está olhando, nesse momento nada importa para mim. De repente uma voz surge ao longe, vindo do palco, ouço uma voz bastante conhecida falar ao microfone. Me viro na direção do palco, e vejo Vinícius lá encima, com o microfone na mão, pedindo atenção de todos. Logo, uma roda se forma em volta do palco, assim como ele queria.

O Melhor Amigo do Meu PrimoOnde histórias criam vida. Descubra agora