A aldeia aconchegante

218 36 8
                                        

Ainda demoraria um tempo até chegarmos lá. O ceu já começava a escurecer e aquilo me preucupava, pois acabaríamos tendo que ficar la. Ou em algum lugar nessa região que eu ainda não conhecia. E sabia por eles que havia lugares perigosos nas florestas, com pessoas perigosas, piores do que as tribos que vi. Mas disse que eram raras, dificilmente veria, só se tivesse muito azar.

Estavas a pensar em nós, eu e a Kauane, quando me veio a mente que pouco entendia das coisas da vida nesse mundo. Pouco sabia ainda deles dois, não quiseram me falar. Ela devia ter uma mãe, mas não saiba nada dela. De antes de nos conhecermos, de sermos proximos.

Eu tinha pensado muito nisso ultimamente. Ela e o Kayke viviam juntos, mas não eram familiares. E eu sabia que normalmente na cultura deles isso só acontece, viverem juntos, quando a um laço profundo em suas almas, como dizia a Kauane e que se juntam para terem filhos.

Em meio a pensamentos, não notei duas coisas. Uma que estávamos chegando, duas que a Kauane me encarava com um olhar estranho. Não eram mais tristeza, era como se ela me achasse esquisito, achei que já tínhamos passado daquela fase.

Eu vi pequeninas garotas correndo de um lado pro outro com bonitos tecidos amarelos em volta do seu corpo. Aquilo, o jeito animado delas e seus sorriso, sinceramente me cativou. A Kauane me observou com um jardim compreensivo, como se soubesse o que estava a pensar.

Ela disse que queria falar com o casique e as garotas assentiram.

Fomos levados para ver um homem que parecia ter vivido muito tempo, muito mais do que o Kayke, que disse ter 38 anos. Esses conceitos foram todos a Kauane que me ensinou, passávamos muito tempo juntos e eu tinha orgulho disso.




Guerreiro CelesteHistórias para pegar e não largar. Descubra agora