Erros

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No momento em que saí correndo, Ashley vai atrás de mim. Ela me agarrou pela gola da camisa, que me enforcou. Depois de me dar socos e mais socos no meu rosto, eu sinto o sangue escorrer pela minha boca, meus olhos estão se fechando. Até que Nathan aparece: 

- Para, Ashley! - ele diz e ela para de socar meu rosto.

 - Por que eu pararia? - ela disse. 

- Porque a Jen é minha melhor amiga. E está acima de você. Se você não soltar ela, eu termino com você. Na frente de todos.

 - Você não teria coragem. - Ela diz puxando meu cabelo e eu gemo de dor.

 - Ash, solta ela. - Nathan diz e ela cospe no meu rosto. - Ashley Stanley, para a diretoria agora. Além de ser seu namorado, não não, EX NAMORADO, eu sou seu professor. Vamos agora. Alguém pode ajudar a Jenna ir para a enfermaria? - no exato momento Wesley e Lacey me ajudam a levantar. Eu não consigo enxergar nada a minha frente. Meus olhos estão inchados e doloridos. 

Até que ponto eu cheguei? O ponto em que não me guardei para a pessoa certa? Nathan pode até ser a pessoa certa, mas eu deveria ter me preservado. Eu sei disso. Que tentação eu sentia ao vê-lo no mesmo apartamento que eu. 

Quando chego no apartamento, ainda sendo ajudada por Lacey e Wesley, me jogo naquele sofá. 

- Jenna, você está bem? - Wesley pergunta.

 - Estou bem, Wes. Podem ir embora. Preciso descansar. - eu digo e ele vai junto com Lacey. Eu ligo a televisão em qualquer noticiário e durmo.

 ...

 Acordo com o barulho da porta abrindo, Nathan chegou. Fecho os olhos mas eu não consigo dormir com tantos filmes passando. Se eu fecho os olhos vejo infinitos momentos. Ele se aproxima e beija meu rosto, depois joga suas pastas para ficar mais perto de mim. Queria tanto repetir o que fizemos na noite do dia anterior. Em um quarto escuro, em lençóis frios, eu ainda estou perdida entre as suas pernas. Ele sabe que eu prefiro ficar só, na insiste em me ligar. Ele é confiante, eu gosto disso. Mas se ele se ama, que dane-se a si mesmo. Meio boladona sem motivo. 

Quando sinto o calor do seu rosto, abro meus olhos, ele passa suas mãos em meu rosto. Eu sorri meio sonolenta e digo um "Oi" meio rouca. Tudo o que eu queria fazer era sair daquele sofá sem olho roxo ou nariz quebrado. Pedi ajuda para me levantar, pois meu corpo estava dolorido. Nathan me abraçou delicadamente e selou nossos lábios. O telefone tocou e era Eric.

 - Jenna - ele disse -, precisamos conversar.

 - Vamos conversar! - disse sarcástica.

 - Jen, é sério. Eu estou abalado com o que eu ouvi hoje na escola. Você transou mesmo com o Nathan?

 - Sim. Eu transei com Nathan.

 - Jenna, isso é errado...

 - Você fez a mesma coisa comigo durante meses, Eric. E... bem... - digo interrompendo-o

 - O que foi, Jenna? - ele pergunta preocupado.

 - Eu estou terminando com você, Eric.

 - Não, Jenna! Por favor, não faça isso! - ele diz soluçando. Deus, que homem sensível!

 - Sim, Eric, já estou fazendo isso. - desligo o telefone, tranquilamente.

 ... 

*Dias depois...* 

Nathan e eu estamos em um karaokê. Fomos jantar e descontrair um pouco. Na saída, nossos dedos estavam entrelaçados, sentia como se estivéssemos sendo observados. Olhei para trás e não vi ninguém. Então continuamos andando até o carro. 

Quando chegamos, Nathan passa uma mão pela minha coxa e eu sinto como uma corrente elétrica pelo meu corpo.

 - Eu tô louco pra fazer o que nós dois juntos fazemos de melhor. - ele diz com um sorriso pervertido no rosto. Eu já havia sacado o que ele queria. Sexo.

 - Hum... não sei não... - disse olhando em seus olhos com olhar pervertido. Ele coloca sua mão na minha nuca delicadamente e a acaricia, então me beija e eu me sinto nas nuvens. - Te amo muito, Nathan.

 - Te amo muito, Jenna. - ele diz, mas lembra que quer voltar para casa rapidamente. Tem uma chama que nos envolve. Já sei o que será de nós dois sozinhos naquele apartamento...

 ... 

Enquanto estávamos no quarto, ouvi uma movimentação na casa. Ashley ainda tinha a chave do apartamento! Droga! Meu quarto fora invadido por alguns alunos que carregavam celulares gravando a cena. Me enfiei debaixo das cobertas e algumas lágrimas escorreram dos meus olhos. 

Essa foi a vingança da Ashley, mas ela não tem noção de como a minha vai ser bem mais saborosa. Ouvia as pessoas tirando sarro, então, ao ouvir meus soluços, Nathan me abraça muito forte.

 ... 

Na segunda-feira foi difícil me convencer a ir para o colégio, Nathan teve que implorar muitas vezes pra que eu pudesse ir. Chegando, eu fui muito zoada. Já era de se esperar. Eu estava passando mal. Muito mal. Eu não conseguia prestar atenção nas aulas. Minha cabeça girava. Minhas notas caiam. Era preocupante no terceiro ano começar a reprovar. As três semanas anteriores que eu vivi exalavam puro sexo. Ele é meio ninfomaníaco. 

Quando bateu o sinal do intervalo, fui correndo para o banheiro. Vomitei, vomitei e vomitei. Acabei não aguentando, Nathan me levou para o hospital. Como de cara não conseguiram saber o que era, fiz alguns exames. O resultado deles me surpreendeu.

 - Nathan, eu tô grávida.

Um Milhão De MilhasOnde histórias criam vida. Descubra agora