Um tempo no hospício

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Bunker
Líbano, Kansas - 09:30 AM

Eu acordei cedo por mais que tivesse ido dormir tão tarde no dia anterior, eu me levantei e percebi que Sam não estava mais lá, deve ter saído enquanto eu dormia. Fui direto para o banheiro, tomei um banho gelado e rápido, coloquei uma roupa qualquer e desci.

Eles estavam na biblioteca, Sam com o notebook na frente e Dean com alguns livros.

- Bom dia garotos - falo me sentando ao lado do Sam - o que estão fazendo?

- Achei um caso para nós - Sam fala me olhando de relance.

- Onde? - Dean pergunta tirando os olhos do livro.

- Springfield, Ohio. Duas mortes estranhas em um hospício.

- Hospício? Sério? - pergunto confusa - as pessoas se matam quando são loucas sabe.

- Eu acho que é um dos nossos - ele fala dando de ombros - acho que vale a pena dar uma olhada pelo menos.

- Se você diz... espera um momento - falo raciocinando - a gente não vai entrar lá como se fôssemos loucos né?

- É o jeito mais fácil de, se caso tiver mesmo um monstro lá, matá-lo - Dean diz, concordando com seu irmão.

- Então tá, quando vamos?

- Daqui a pouco, vamos só arrumar as malas.

Concordo com a cabeça e volto para meu quarto, lá eu ponho umas três mudas de roupas dentro da mala além de outras coisinhas essenciais.

Um dia e meio depois...

Tínhamos chegado a cidade e nem paramos, fomos direto para o hospício. Não vou dizer que estou muito feliz com esse plano de nos internarmos lá mas fazer oque, é o trabalho, nem sempre vai ser agradável.

Nós entramos lá e falamos direto com a diretora do lugar, ela parecia ser bem amigável. Nós ainda não sabíamos que tipo de monstro era então eles me pediram para ficar atenta a qualquer coisa estranha, e é isso que eu vou fazer.

- Bom dia, entrem e se acomodem. Porque estão aqui? - ela pergunta com um sorriso no rosto.

- Bom, nós viemos aqui internar nossa... prima - Dean começa a falar. - entregamos a pasta dela na recepção...

- Claro, mas eu quero saber por ela mesma. - ela fala, eu estava meio perdida nos meus pensamentos olhando para minhas antigas cicatrizes nos pulsos quando ela chama minha atenção - Teresa, porque olha tanto para os pulsos?

- Ahn? Por nada - falo puxando as mangas para baixo. Percebo um olhar confuso dos meninos sobre mim, mas ignoro.

- Teresa - ela me repreende de leve e aponta para meus pulsos.

- Ta bom - me rendo mostrando os pulsos. Eles tinham finas marcas de antigos cortes que eu tentava ao máximo esconder com maquiagem e casacos, hoje eu os tinha deixado à mostra de propósito.

- Por que faz isso com sigo mesma? - ela perguntou com toda a calma do mundo.

Eu abro um leve sorriso que rapidamente some do meu rosto. Hora de por o plano em ação.

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