NÃO AUTORIZO ADAPTAÇÕES OU CÓPIAS DAS MINHAS OBRAS. Tenho documentos e arquivos guardados, comprovando que eu escrevi cada livro que postei no Wattpad. Então para evitar problemas jurídicos, só respeite o meu Direito Autoral.
CRIME DE VIOLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS
Art. 184, do Código Penal: Violar direitos de autor e os que lhe são conexos. Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.
Plágio ou cópia é crime, respeite o autor e evite problemas judiciais.
Acordo com o chorinho baixo de Dylan, abro os olhos e ainda está escuro vejo que o despertador marca 3:30 da manhã, me levanto da cama e tropeço em algo.
- Porcaria! – Surruro baixinho, acendo a luz e vejo que tropecei no meu sapato, faço uma nota mental de nunca mais largar meus sapatos jogados em qualquer lugar, como se uma nota mental fosse me adiantar de algo, sempre faço notas mentais e sempre me esqueço delas.
Sigo meu caminho até o quarto de Dylan, quando me aproximo vejo Dylan chorando baixinho segurando seu cobertorzinho do Bob Esponja.
- Oi anjinho estou aqui. - Digo sentando na sua caminha, ele pula nos meus braços e começa a chorar mais alto.
- O monstlo ia comer o bob ponja mama. – Ele continua chorando e eu o abraço bem forte falando que vai ficar tudo bem que foi só um sonho ruim, Dylan tem 3 anos, tem o cabelo loiro, olhos azuis e a pela branca bem clarinha, parece um anjinho e ama Bob Esponja. Envolvido pelo meu abraço ele se acalma, pego ele e levo para a minha cama, deito ele do meu lado e começo a cantarolar a música "Yellow do Coldplay" até que vejo seus olhinhos fechando e ele cai em sono profundo.
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Fico olhando para seu rostinho de anjo e lembrando que ainda ontem ele era só um bebê pequeno e eu estava apavorada por não saber nem como trocar uma fralda, tudo aconteceu pouco mais de 2 anos atrás, mas me lembro como se fosse ontem.
Na época eu tinha acabado de completar 22 anos, tinha terminado a faculdade de Direito e trabalhava em uma empresa em Atlanta, sempre fui muito tímida e considerada a certinha da família, morava com papai, mamãe e minha irmã Charlotte que era totalmente o oposto de mim, 4 anos mais velha ela era linda gostava de festas e baladas, e sempre se metia em confusão.
Cheguei em casa depois de um dia comum de trabalho e já escutei os gritos vindo do lado de dentro, entrei e vi papai gritando, Charlotte sentada no sofá chorando e mamãe a consolando, fiquei algum tempo tentando entender o que estava acontecendo, até que entendi que Charlotte estava grávida de 4 meses e o pai do bebê era um traficante de drogas que estava a ameaçando, ele não queria ter o filho e disse que mataria Charlotte caso ela continuasse com a gravidez, minha irmã estava desesperada, mas disse que não tiraria o bebê, meus pais concordaram e ficou decidido que ela teria o filho.
Os meses se passaram e Charlotte quase não saía de casa com medo, todos nós vivíamos amedrontados, quando finalmente Dylan nasceu todos ficamos em êxtase ele era lindo, um verdadeiro anjinho, mamãe e Charlotte se revessavam para cuidar de Dylan, na época eu trabalhava e fazia curso de francês, então não parava quase em casa, sempre brinquei com Dylan e o pegava no colo, mas nunca tinha dado banho, mamadeira ou trocado uma fralda, eu era uma tia bem ausente.
Quando Dylan tinha 6 meses minha irmã voltou a trabalhar e a vida seguia normalmente, em uma noite de chuva depois de sair do curso fui direto para casa, quando estava chegando reparei nas barreiras feitas com carro de policia e vi as luzes das ambulâncias, alguns vizinhos estavam na rua, alguns chorando e olhando para mim, que estava dentro do meu carro tentando ver o que tinha acontecido, um policial bateu no vidro do meu carro e pergunto se eu era a Sophia, eu assenti que sim com a cabeça e nessa hora senti um aperto no peito, lágrimas começaram a escorrer do meu rosto, o policial pediu que eu saísse do carro e o acompanhasse, eu perguntava o que tinha acontecido, mas ele não me respondia só me segurou pelo braço e me levou para uma ambulância, ao chegar na ambulância vi Dylan chorando no colo de um paramédico, nessa hora me desesperei mais ainda, entrei na ambulância me sentei e o paramédico me deu Dylan nos braços, segurei ele no colo e aos poucos ele foi se acalmando até que adormeceu, algum tempo depois um policial disse que precisava conversar comigo.
Com Dylan nos braços recebi a pior notícia da minha vida, o tal traficante apareceu em casa para matar Charlotte, papai e mamãe na tentativa de proteger Charlotte e Dylan foram baleados e morreram na frente de casa, Charlotte lutou com ele para proteger Dylan, mas acabou sendo baleada e morrendo, Dylan só sobreviveu graças ao nosso vizinho um militar aposentado que ao ouvir os disparos correu para nossa casa e matou o pai de Dylan.
Naquele momento eu só conseguia chorar e olhar para aquele anjinho nos meus braços e pensar que só éramos nós no mundo, mamãe e papai não tinham parentes vivos, os policiais não me deixaram chegar perto da casa, as pessoas me olhavam com pena e eu só conseguia pensar que tinha perdido tudo, fiquei uns dias na casa de uns vizinhos que me ajudaram a preparar o enterro e a cuidar de Dylan, depois do enterro resolvi voltar para casa.
Com Dylan nos braços tomei coragem e entrei em casa, lágrimas escorriam pelos meu rosto e lembranças começaram a me fazer chorar mais ainda, era insuportável permanecer ali, subi para o meu quarto fiz minhas malas, depois fui para o quarto de Dylan e fiz as malas dele, peguei algumas fotos, objetos e documentos, coloquei tudo no meu carro, peguei a cadeirinha do Dylan o acomodei no meu carro e fui para um hotel, não sabia como cuidar de Dylan direito por sorte duas camareiras do hotel eram mães e me ensinaram muita coisa, fiquei pouco mais de um mês no hotel, foi só o tempo de vender a casa e arrumar toda a documentação para me mudar, decidi ir para Nova York e recomeçar e assim o fiz.
Com o dinheiro da venda da casa e dos carros comprei um apartamento, na época achei mais seguro do que uma casa, já que eu teria que trabalhar e ficaria o dia todo fora, abri uma poupança para Dylan e depositei as economias de papai, mamãe e Charlotte, achei certo fazer isso por Dylan, esse dinheiro seria para o futuro dele.
Logo quando nos mudamos consegui um trabalho na New Corp a maior empresa de tecnologia do país, a creche de Dylan fica a duas quadras da empresa e apesar da creche ser muito cara achei que seria o melhor para nós dois, assim eu conseguiria ver meu anjinho na hora do almoço e se ele precisasse de algo eu estaria por perto, por conta da creche a das contas não levamos uma vida de luxo, não nos falta nada e vivemos com conforto, mas não me permito fazer grandes extravagâncias, ganho bem no meu trabalho e faço questão de todo mês guardar dinheiro, tenho que me preparar para qualquer possível situação, isso pode parecer um pouco exagerado, mas nunca se sabe o dia de amanhã.
Depois de divagar olhando meu anjinho acabo caindo no sono...