Capítulo 22

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Elliott disse que me ligaria quando Zeno entrasse em contato com ele.

Uma semana havia se passado e nenhuma ligação apareceu em meu celular.

Acabei encontrando um bom apartamento em um péssimo lugar, que é Chinatown. Apesar de ficar perto de Little Italy, um dos meus lugares favoritos para se comer e também fazer as compras de natal, tenho que andar muito mais até a estação de metrô para ir até o centro.

Quando pudesse usar o metrô, quero dizer.

Klaus ainda estava colado em mim com um novo homem, Sebastian. Os dois pareciam ser uma necessidade maior para minha segurança, já que era apenas uma questão de tempo até descobrirem minha nova localização.

Mel disse que Morgan havia a informado sobre as condições de Zeno. Ele havia se trancado em sua mansão e proibido a entrada de qualquer pessoa, inclusive a minha. Aquilo não me perturbou como achei que iria. De qualquer maneira, eu não tinha mais nenhuma intenção de visitá-lo.

- Eles estão preocupados, porque já anunciaram a prorrogação do lançamento do álbum e Brandon se recusa a lançar o que estava pronto. Além do mais, Elliott disse que o mais sensato é não colocar mais fogo nos fãs, principalmente porque se Zeno mandar anunciar o término de vocês, será um verdadeiro pandemônio da mídia sob eles.

- Elliott anda bem compreensível. – observo, lembrando que eu e ele somos pessoas completamente opostas.

- Talvez ele queira pagar os pecados da vida com você. Não que isso vá ajudar muito, mas não se preocupe, B., apenas aceite o auxílio e continue escondida.

Escondida. Aquela palavra era o suficiente para me fazer sair da linha. Tudo o que eu não queria fazer, quando viesse morar em Nova Iorque, era ficar escondida, com medo da opinião das pessoas como acontecia na minha cidade.

- Achou alguma coisa? – Mel perguntou, enquanto eu digitava mais um e-mail de envio do meu currículo para uma das empresas da lista que fiz no começo da semana.

- Achar, eu achei, mas eles não me chamam. – respondo em pesar. Desde que comecei a enviar meus currículos, nenhuma empresa me retornou com interesse em fazer uma entrevista. Passo noites em claro procurando, mas mesmo assim nada aconteceu. – Eu não sou tão velha, e tenho um currículo mediano. Por que todo mundo quer os melhores, mesmo não merecendo eles? – bufo, estressada, recebendo o carinho de minha amiga nas costas. – Desculpe, só estou muito brava por não estar vendo o dinheiro entrar na minha conta.

- Vai melhorar, B., você vai ver. – Mel sorriu para mim, com carinho, algo que fazia quando nós duas sabíamos que a coisa não iria melhorar. Era uma maneira gentil de me dizer que eu estava no limbo e não sairia daqui tão cedo.

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Dois dias depois da visita de Mel, recebi um e-mail de uma pequena editora de livros, que mostrou interesse em um serviço freelancer.

"Melhor do que nada." Pensei. A ideia de ter serviço para fazer, independente do que fosse, me deixava animada. Qualquer coisa que me fizesse parar de procurar notícias sobre Zeno era bem-vinda.

A mulher que me contatou chamava-se Hilary. Como a candidata a presidente, ela era loira e tinha os cabelos curtos. Usava um terno feminino bastante engomado e joias que eu não sabia dizer se eram verdadeiras ou falsas. Ela, em um geral, parecia uma Nova Rica, baseando-se em alguém que um dia disseram que ela era parecida e copiando o estilo da celebridade.

Chain ReactionOnde histórias criam vida. Descubra agora