Ouvi um barulho de metal sendo arrastado no chão e isso fez com que minha cabeça desse pontadas. Abri os olhos de vagar, tentando me lembrar de qualquer coisa que eu tenha feito nas ultimas horas. A faculdade... Eu fui embora mais cedo... Starbucks e... Um aperto tomou conta da minha garganta. O cara pedindo informação, eu sendo colocada dentro de um carro.
Levantei minha cabeça e olhei para frente. Eu estava sentada em uma cadeira com os braços e pernas amarrados. Tentei inutilmente me soltar e quando vi que não ia conseguir eu me apavorei.
Olhei ai redor mas não consegui enxergar muita coisa, parecia ser uma sala vazia. A luz estava focada no meio da sala e eu estava debaixo dela. Eu não sabia o que fazer, será que vão me matar? Será que eu devo fazer barulho ou chamar por alguém ou isso só adiantara minha morte?
Não consegui pensar em nada, eu queria explicações.
- Olá? – eu disse. - Tem alguém ai? – olhei para todos os lados mas não vi nenhum movimento.
Reparei que a minha frente, ao lado direito, tinha uma estante de madeira encostada na parede e um pouco a sua frente uma mesa. Forcei meus olhos e enxerguei minha bolsa em cima da mesa. Eu preciso pega-la.
Como não obtive resposta alguma, tentei me arrastar junto a cadeira para perto da mesa. Era meio complicado mexer meus pés, e parecia que eu não saia do lugar. Não desisti, tentei ir de vagar, dando um passinho de cada vez. Consegui sair do lugar, mas não o suficiente.
Ouvi o barulho de passos e gelei. Fechei os olhos com força assim que ouvi o barulho da porta sendo aberta. Minha respiração estava acelerada e meu peito subia e descia rápido demais.
- Ora ora, olha só quem acordou... – ouvi uma voz masculina. Abri os olhos de vagar e encarei o homem a minha frente.
- Onde eu estou? Quem é você? – perguntei.
- Acho que já deve ter ouvido falar de mim, meu nome é Bruce, prazer. – ele esticou as mãos como se fosse me cumprimentar. - Ops, esqueci que esta amarrada.
- O que você quer comigo?
- Que falta de educação menina! Eu te disse meu nome, agora me diga o seu. – sua voz era calma.
- Só se você responder o que eu estou fazendo aqui. – ele esboçou um sorriso.
- Grande garota... Bem, não vai acontecer nada com você, eu acho. Tudo vai depender da colaboração de Justin, que por sinal esta demorando pra te ligar. – ele colocou a mão no bolso e retirou meu celular de lá. - Agora, me diga seu nome.
- Kimberly.
- Kimberly. – ele repetiu analisando todo meu rosto. - O que aconteceu com seu rosto, Kimberly?
- Cai da escada.
- Caiu da escada? – ele riu alto. - Já ouvi isso antes, eu nã... – ele foi interrompido pelo barulho do celular.
- Parece que nosso garoto esta ligando. – ele sorriu e com uma mão pegou o celular, com a outra tirou uma arma da cintura e apontou pra mim. - Caladinha.
- Me deixa falar com ele! – eu disse e ele destravou a arma, me calando em seguida.
- Alô? – ele disse, colocando no vivo a voz.
- Kimberly? – ouvi a voz de Justin.
- Não, não acho que seja Kimberly.
- O que você fez com ela seu filho da puta? – eu conseguia sentir a raiva de Justin por tras das palavras.
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Love Hurts
Romance[CONCLUÍDA] "Era uma vez uma menina. Uma menina muito boba. Muito boba porque ela achava que vivia dentro de um filme. Geralmente, nos filmes, tudo acontece meio magicamente. E ela pensou que a vida fosse assim também. Mas acabou descobrindo da pio...
