Capítulo 13 - I'm a little bipolar.

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- De nada. Vamos?

- Sim.

Ele entrelaçou nossos braços e caminhou comigo até a porta, e depois até a garagem. Entramos no carro em silencio e fomos até o restaurante em silencio também. A mão dele permanecia em minha coxa e ele a apertava de vez em quando.

Ele estacionou o carro no estacionamento ao lado do restaurante, saiu e em seguida veio abrir a porta para eu sair também. Eu não estava gostando daquele silencio, era irritante. Fomos andando um ao lado do outro e eu encarava o chão tentando não desequilibrar em cima do salto. Entramos, ele disse o nome dele e logo já estávamos sentando na mesa. O garçom trouxe os cardápios e pedimos o prato da casa.

- Você gostou do vestido? – ele perguntou olhando pra mim.

- Sim, ele é lindo. Foi você que escolheu?

- Digamos que sim. – ele riu fraco.

- E por que 'digamos que sim'?

- É que eu não sei escolher essas paradas, ai pedi ajuda para as moças que trabalhavam na loja, elas trouxeram uns 10 e eu escolhi esse.

- Ah sim, entendi. Você tem bom gosto. – ri fraco e olhei para minhas mãos.

- Valeu.

- Por que me trouxe aqui? – perguntei depois de um tempo em silencio.

- Ué, não posso mais leva-la para jantar?

- Ahn, sim, é, acho que pode, é que...

- Que...?

- A morena que foi no meu quarto me avisar que você estava me esperando, disse que eu era a primeira que você levava pra jantar, ai ela riu, e disse que você não levou nem ela, quanto mais eu... – ele revirou os olhos.

- Ignore ela, é só uma vagabunda que não sabe o que diz.

- Claro, mas... Eu sou mesmo a primeira que você leva pra jantar?

- Tirando minha mãe, sim, você é a primeira. – ele riu fraco pelo nariz e eu corei.

- Entendi, e... Posso saber por que me trouxe aqui?

- É que... Eu... Eu queria me desculpar por hoje mais cedo. Como você ja deve ter percebido nesses dois meses, eu sou meio bipolar e às vezes acabo me descontrolando.

- É, eu percebi sim...

- Vou tentar me controlar mais.

- É, seria bom... Mas, por que você me bateu? Tipo...

- Eu não aceito que me desafiem, na verdade, você foi a primeira menina que me respondeu, que me desafiou. As outras sempre faziam o que eu mandava sem reclamar, e eu não soube como lidar com isso, eu só... Fiquei muito bravo e fiz a primeira coisa que me veio a cabeça.

- Não bastaria você conversar comigo, apenas?

- Como eu disse, te bater foi a primeira coisa que me veio a cabeça, e depois que eu fiz, não tinha como concertar.

- Então da próxima vez vê se pensa antes de agir.

- Próxima vez? Próxima vez o caralho, você já sabe que eu não gosto que me enfrentem, se você tentar de novo vai se ferrar na minha mão. – ele disse já começando a ficar bravo.

- Ei, calma, ei só estava brincando.

- É, mas eu não, se houver próxima vez o bicho vai pegar pro seu lado. – fiquei um pouco assustada.

- Mas Justin, por que tenho que te pedir pra fazer qualquer coisa? Eu não faço nada demais, pra que pedir? É idiotice. – bufei.

- Por que eu estou dizendo que é pra pedir então você vai pedir. – eu vi que o clima estava ficando chato e decidi mudar de assunto.

- Não viemos aqui pra falar disso, né? Vamos mudar de assunto.

- É, tem razão. – ele relaxou na cadeira.

O garçom chegou com nossa comida e comemos em silencio, ouvindo a musica que tocava baixinho no restaurante todo. O silencio era agradável, ele parecia pensar em alguma coisa, assim como eu. Terminamos de comer e ele pediu sobremesa, eu apenas o encarava enquanto ele devorava o petit gateu.

- Eu não sabia que você gostava de petit gateu... Eu sei fazer. – eu disse por impulso.

- Eu também não sabia que você sabe cozinhar. – ele disse e riu de lado.

- A Mariah nunca me deixa chegar perto de nada, é por isso... Mas eu sei cozinhar sim, e cá entre nós, meu petit gateu é muito melhor que esse.

- Ah é? – ele arqueou uma sobrancelha.

- É sim. – eu ri fraco e ele me acompanhou.

- Pouco convencida você, não é? – ele me olhava brincalhão.

- Mas é verdade, ué! Qualquer dia que estiver com vontade de comer petit gateu de novo, é só falar que eu faço, se quiser...

- Claro! E eu não vou me esquecer disso...

- Tudo bem, eu também não. – ri fraco e ficamos sem assunto.

- Bom, vamos? – ele perguntou se levantando e eu me levantei, assentindo. Ele abriu sua carteira, deixou na mesa uma quantia em dinheiro bem maior do que na verdade foi o jantar. Olhei surpresa mas não disse nada, apenas o acompanhei até o carro em silencio.

Quando já estávamos dentro do carro, e saindo do estacionamento, ele me pergunta:

- Você gosta de velocidade? – ele sorriu de lado e arqueou uma sobrancelha.

- E-eu na... – eu não consegui terminar de falar, ele acelerou o carro e começou a correr feito louco pelas ruas. Meu coração estava quase saindo pela boca, eu não conseguia falar nada, e eu estava com dificuldades para respirar e ficando um pouco tonta. Ele olhava pra mim de vez em quando e ria da minha cara de assustada. Eu segurava com força no banco e estava com olhos arregalados.

- Ju-justin...

Ele gargalhou, fez uma curva brusca e freou com tudo. Depois disso eu lembro de soltar minhas mãos do banco e relaxar meu corpo. Relaxar até demais.

P.O.V Justin

Eu estava correndo feito um louco, e a cara dela era o motivo da minha loucura repentina. Ela estava pasma, hilaria. Eu fiz uma curva e freei com tudo. Olhei pro lado e vi a garota relaxar no banco e em seguida sua cabeça caiu para o lado. Ela... desmaiou?

Love HurtsHistórias para pegar e não largar. Descubra agora