Capítulo 11

8.4K 1K 80
                                    

Pierre olhou para mim, a preocupação evidente em seus olhos.

— O que aconteceu?

Eu balancei a cabeça, olhando para baixo. Eles estavam aqui. Eles estavam transando aqui. Frederich e Shelly eram o meu pior pesadelo. Eles poderiam fazer qualquer coisa e tinham dito isso um milhão de vezes. Eu sabia o que eles queriam, mas eu não era estúpida. Eu não estava disposta a assinar o meu próprio atestado de morte.

— Jennifer. — Pierre disse com firmeza, fazendo-me olhar para ele.

— Precisamos sair. — Eu murmurei. — Eu não sei para onde. Frederich e Shelly...

— Frederich e Shelly? Quem são eles? — Pierre perguntou, franzindo a testa. Ele pegou o telefone e apertou alguns botões. Eu assisti entorpecida quando ele pressionou o telefone ao ouvido.

— Adrian, o que você disse a ela? — Pierre perguntou com raiva vazando da sua voz. — Que porra é essa?... Ok, bem... Vou levá-la para o meu hotel... Mas é melhor você me explicar essa porra amanhã.

Pierre olhou para mim com preocupação e disse: — Vamos terminar a comida, sim?

Eu balancei a cabeça, levantando-me, ou tentando de qualquer maneira. Pierre puxou minha mão, tornando-se impossível para mim, ficar de pé.

— Olha, eu não sei o que está acontecendo, mas eu vou te levar para o meu hotel, ok? Adrian não quer que você volte para a casa por algum motivo.

Eu finalmente respirei com alívio.

— Nós não estamos indo para a sua casa? — Eu perguntei só para confirmar.

— Não. Agora coma. As pessoas da Itália não gostam que se desperdice comida. — Pierre disse, tomando um gole de vinho. Eu balancei a cabeça e comi alguns bocados da comida na minha frente. Notei como todo o clima tinha mudado. Passou de amigável ao frio em apenas uma questão de minutos.

— Sinto muito. — Eu murmurei, olhando para o prato. Eu nem sequer queria olhar para Pierre. Eu tinha vergonha de mim mesma. Eu, geralmente, não era assim perturbada. Frederich e Shelly se mantiveram sempre entrando e saindo da minha vida, mas de repente, isso me incomodou muito. Especialmente agora.

Eu senti o olhar de Pierre em mim. Ele levantou meu rosto usando os dedos.

— Por que você está se desculpando, Jennifer?

Dei de ombros. — Arruinar a noite, deixar cair seu telefone em meu prato. Agir como uma adolescente estúpida. A lista é interminável.

— Você não tem que se desculpar, Jennifer. — Pierre sorriu. — Está tudo bem. Agora eu gostaria de desfrutar de um jantar. E você pode me contar sobre isso amanhã, se quiser. Tudo bem?

Eu balancei a cabeça, muito certa de que eu não iria dizer nada a ele amanhã. Assim que terminamos o jantar, Pierre e eu saímos. Olhei para o grande hotel quando chegamos e imaginei que ele tinha saído de um filme. Pierre nem sequer teve que pedir um quarto. A equipe imediatamente parou o que estava fazendo e cumprimentou-o com o máximo respeito.

Eu estava ciente dos olhares de fora para as nossas mãos entrelaçadas e um rubor cobriu minhas bochechas. O que eles deveriam estar pensando? Será se Pierre trazia mulheres para cá?

— Jennifer. — A voz de Pierre me tirou dos meus devaneios.

— Porque você não pode me chamar de Jenny? Todo mundo faz isso. — Eu murmurei, querendo me surrar assim que percebi o quão estúpido isso soou.

— Porque eu não sou todo mundo. — Pierre disse e eu fiquei boquiaberta. Sério? Era assim que ele queria jogar?

Ele abriu a porta para uma suíte e eu ofeguei, vendo o quão grande ela era. Havia um sofá no meio e uma enorme televisão na frente dele. Um mini-bar estava de um lado e uma cama king size do outro.

Resistindo a Ele Onde histórias criam vida. Descubra agora