Capítulo 22

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— Ai! — Eu exclamei, agarrando os braços da cadeira quando o cabeleireiro puxou meu cabelo. Adrian sorriu para mim, fazendo-me olhar para ele. Eu estava no meu apartamento, me preparando nas últimas duas horas.

Fiquei surpresa quando logo depois do café, Shelly me ligou para dizer que o comunicado de imprensa seria hoje. A conselho de Pierre, eu tinha aceitado, sem dizer uma palavra contrária. E pedi à gerente do meu café para fechar e ter o dia de folga. Pierre nos deixou logo depois do café, dizendo que tinha trabalho a fazer.

— Você está gostando disso, não é? — Perguntei a Adrian, franzindo o cenho.

— O que você acha? — Adrian sorriu. — Isto é mais divertido que Geordie Shore.

Apertei os olhos para ele. — Isso vai ter volta, Lawrence.

No mesmo instante, Adrian levantou as mãos em sinal de rendição.

— Calma mulher. Não sou eu quem está puxando seu cabelo. Eu só estou aqui para dar apoio moral.

Eu balancei a cabeça em seu raciocínio. Ele sabia exatamente o que dizer e quando.

De repente, sua expressão mudou. — Você ligou para o Sr. e a Sra. Kingsley, mais conhecidos como seus pais de verdade?

— Oh, foda-se! — Eu gemi. — Eles vão me matar! Onde está meu telefone?

— Senhorita Harrison, por favor, não se mova. — O cabeleireiro disse.

— Jennifer. Mas se quer mesmo o uso de pronomes, use senhorita Kingsley. — Eu disse a ele.

Eu já estava no limite e perceber que eu já estava em Londres e não tinha dito ainda aos meus pais que eu estava deixando minha velha identidade por trás me assustou bastante. Eu sabia que ia ser duro para eles. Eu era a sua filha, mas para todos os outros que eu ia ser uma Harrison.

Adrian entregou-me o meu telefone, mas levantou a mão, indicando que eu esperasse um minuto antes de eu ligar para os meus pais. Ele saiu do meu quarto, fazendo-me olhar para as suas costas com perplexidade.

Olhei para o meu telefone e percebi que eu tinha três chamadas não atendidas. De Pierre. O tempo indicado diz que eram de ontem à noite. Um sorriso se formou em meus lábios quando pensei o quão doce Pierre foi durante o café da manhã. Nós dois estávamos praticamente perdidos um no outro, fazendo com que Adrian saísse e se sentasse em outra mesa.

— Aqui. — Disse Adrian, me trazendo de volta à realidade. Olhei para ele, levantando as sobrancelhas enquanto ele segurava um copo de líquido âmbar.

— Está maluco?!

— Jenny. — Adrian suspirou. — Você sabe tão bem quanto eu que você vai ter um colapso ou enlouquecer. Cale a boca e beba.

— Mas... — Comecei a protestar, mas parei quando ele olhou para mim com seriedade. Eu tomei o copo dele, engolindo o uísque de uma só vez. Enruguei meu rosto enquanto o líquido queimava minha garganta.

— Agora ligue para os seus pais.

Prendi a respiração enquanto esperava a mãe atender. Sua voz calorosa cumprimentou-me no terceiro toque.

— Oi, querida. Você já está em Londres?

— Sim, mãe. — Eu respondi. — Chegamos ontem. Como estão vocês?

— Estamos ótimos! — Disse ela. — Por que você e Adrian não vêm para o jantar hoje à noite? — Antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, ela acrescentou. — E traga o irmão de Adrian junto, é claro.

— O jantar seria ótimo, mamãe. — Eu sorri. — Mas não sei se Pierre poderá ir.

Eu ouvi meu pai em segundo plano.

Resistindo a Ele Onde histórias criam vida. Descubra agora