Capítulo 26

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Me remexo desconfortavelmente no lugar enquanto meus olhos abrem lentamente. Bocejo enquanto tento me aconchegar no lugar duro onde estou mas minha cabeça não colabora pois como meu corpo, ele ainda não despertou totalmente. Sinto algo me apertar na barriga e olho para localizar o cinto de segurança do carro atravessando em meu corpo.
Vejo minhas coxas despidas e a camisa azul marinho tampando quase nada de minha nudez, sinto o cheiro do perfume em minha pele e meu corpo esquenta por inteiro ao lembrar de quem pertence essa camisa. Passo meus olhos lentamente pelo carro e paro no homem ao volante que parece perdido em seus pensamentos, seus cabelos estão suavemente molhados e o curativo que fiz sobre seu machucado ainda se encontra no mesmo lugar.

Fleches da cena que aconteceu a não muito tempo retornam com velocidade total e as malditas borboletas no estômago começam a me atormentar de um jeito delicioso, o maldito sorriso de animação me deixa eufórica mas permaneço no local quietamente.

Definitivamente eu devo estar completamente apaixonada por esse homem ao meu lado!

Jamais alguém em minha vida inteira me fez sentir assim depois de um beijo como ele fez, é uma sensação que não consigo explicar, uma sensação que aprendi a querer em todos os momentos desde que aconteceu.

Depois de ter me aconchegado em seus braços senti o sono se manifestar junto com o cheiro do seu corpo.

Como eu amo seu abraço!!

Volto de meus pensamentos e olho para Ryan que me flagra com um sorriso casto , minhas bochechas queimam em vergonha e tento ajeitar a roupa improvisada ainda mais em meu corpo.

- Está com fome ? - sua pergunta me pega de surpresa mas assinto quando me dou conta da fome absurda que estou.

- Sim,muita.

- Estamos chegando falta menos de um quilômetros. Se quiser podemos parar em algum lugar para comer algo. - sua testa se enruga em dúvida e acho um tanto fofo sua atitude.

- Não ,não precisa. Eu aguento até chegarmos. - ele assente e foca sua atenção na estrada que está molhada por causa da chuva que teve. Uma questão me atormenta levemente e a curiosidade de saber sobre o carro se forma. - Como conseguiu arrumar o carro ?

- Thomas me ajudou a recarregar a bateria enquanto estava dormindo. - balanço a cabeça e minha suspeita desse Thomas ter algum envolvimento na situação se faz por vencida.

- Que horas são?

- Quase sete horas da noite. - responde firmemente mas não rudemente. Só agora percebo que ele veste a jaqueta que antes estava molhada por causa da chuva , ela está aberta na frente mas a posição em que estou não me permite ver nada além do que o forro da outra parte do tecido.

Depois de uns sete minutos o carro para em frente à casa dos Miller e logo avisto Carmen e Charlie, os pais de Gael, acabando de entrar na casa recebidos por Lídia. Respiro fundo e pego minha bolsa sobre o porta luva e saio do carro, Ryan faz o mesmo e para ao meu lado segurando minha cintura coberta por sua camisa. Mas só ai me dou conta de que vou entrar na casa lotada de gente com esses trages um tanto...libertino demais...

- Vou entrar assim?- olho para ele meio sem jeito mas isso só serve para aumentar ainda mais seu sorriso sapeca.

- Não se preocupe. - ele faz uma pausa e beija o topo da minha cabeça como se fosse de costume - Não vou sair do seu lado.

Nós começamos a caminhar em direção à casa e percebo que seu ato de carinho me acalmou um pouco em relação à me sentir desprotegida. Ele abre a porta tranqüilamente,sem tirar as mãos de mim, e encaminha para dentro da casa , agarro seu corpo com meu braço esquerdo e não deixo passar despercebido meu nervosismo quando agarro a jaqueta ferozmente com meus dedos. Essa sensação é familiar com a da primeira vez em que botei meus pés aqui , me senti estranhamente...estranha...naquele dia. Ele parece perceber e me puxa ainda mais contra si e o agradeço por isso.

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