-Nada ainda? - perguntou John ao entrar na sala do apartamento que dividia com Sherlock, seu amigo estava andando de um lado para o outro, ele podia ver vários adesivos de nicotina em seus braços - Acho que não
Ele ficou surpreso quando Sherlock se aproximou e o agarrou pelos ombros com força o encarando, o homem tinha olheiras e parecia ainda mais pálido que de costume, apesar de saber que Sherlock não havia comido na última semana ele não havia percebido o quanto a falta de alimento o havia afetado até aquele momento.
-Por que eu não consigo, John? - disse Sherlock sacudindo um pouco os ombros do amigo - Ele matou mais duas pessoas nas últimas duas semanas e eu não consegui achar nenhuma ligação entre as vítimas.
-Talvez não haja uma ligação
-Sempre há uma ligação - Sherlock soltou os ombros de John mas continuou olhando para ele - mesmo o aleatório não é totalmente aleatório - ele viu o olhar confuso no rosto de John e suspirou - O que eu quero dizer é que as pessoas, todas elas, tem padrões. Você por exemplo, essa camisa azul, como você escolheu vestir ela essa manhã?
-Apenas a peguei e vesti, não há um motivo específico
-E por que ela estava em seu armário?
-Porque eu comprei, gosto desse tecido e dessa cor
-Exato - disse Sherlock juntando a ponta dos dedos e sorrindo - Você escolheu aleatoriamente mas dentro de um padrão já estabelecido - John acenou com a cabeça, ele nunca havia parado para pensar nisso mas seu amigo estava certo como sempre - No caso de um assassino ele poderia ser aleatório quanto as pessoas ou quanto aos lugares, nunca mataria alguém aleatório em um lugar aleatório pois não haveria nada que sugerisse uma ligação. E como não há ligação alguma entre os lugares tenho que assumir que a ligação seja entre as pessoas.
-Você sempre conseguiu dizer a vida inteira de uma pessoa apenas olhando para ela, por que dessa vez é diferente?
-Não é, eu olhei para os corpos, pude le-los tão perfeitamente como todas as outras vezes, apenas... eu não posso achar nenhuma relação entre eles e no entanto, deve haver alguma coisa. Tem que haver alguma coisa, O que eu estou perdendo John?
-Eu não...- o final da frase foi abafado pelo som do celular de Sherlock, o homem olhou para o aparelho
-Vamos - disse pegando seu casaco e cachecol
-O que aconteceu?
-Uma garota foi encontrada morta
-Assassinato?
-Suicídio - ele continuou andando na direção da porta - Você vem?
-Gostaria mas não posso, - disse John - Tenho que ir para a clínica hoje
-Nos vemos mais tarde então
Sherlock saiu do apartamento, ao chegar na rua ele pegou um taxi e deu o endereço que Lestrade lhe havia passado. Assim que chegou ao parque Anderson foi encontra-lo com a cara mal humorada de sempre.
- O que você está fazendo aqui? é apenas um suicídio, seus serviços não são necessários
-Sou eu quem digo o que é necessário e o que não é, Anderson - disse Lestrade aparecendo por trás do homem fazendo-o se assustar um pouco - Se o chamei é porque quero a opinião dele, vamos...
Sherlock sorriu um pouco para o desgosto no rosto de Anderson e seguiu Lestrade. Perto de uma das árvores, cercado pela equipe de Greg estava o corpo de uma garota que parecia ter por volta de quinze anos seus cabelos eram pretos cacheados e sua pele morena apenas alguns tons abaixo do negro.
VOCÊ ESTÁ LENDO
The Devil's Game (Concluída)
FanfictionUm novo jogo começa, e dessa vez, não é Moriarty quem está movendo as peças. Sherlock, como de costume é chamado por Lestrade para ajudar a Polícia com os novos casos. Quando essa aventura coloca a vida de John em risco, ele precisa deixar seu orgul...
