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"Eu mal consigo parar

Eu mal consigo respirar"

Hot - Avril Lavigne


Sinto o calor do corpo dela junto ao meu pela manhã, o cheiro de sexo ainda paira sobre nós, mas isso me acalma. Abro os olhos devagar, ainda preso àquela sensação de paz que só encontro quando estou perto dela.

Alice está deitada de lado, com o rosto apoiado no meu peito, o ritmo da respiração dela ditando o meu. Passo a mão lentamente pelos seus cabelos, tentando guardar aquele momento como se fosse uma imagem preciosa.

Ela se remexe, abre os olhos e me encara com um sorriso ainda meio sonolento.

— Bom dia — diz, a voz doce e suave.

— Bom dia — respondo, sentindo o calor subir ao perceber o quanto ela é real ali comigo.

Por alguns segundos, ficamos assim, sem pressa, deixando o tempo passar enquanto o mundo lá fora espera. Ela se ajeita um pouco, pousando a cabeça no meu peito com um sorriso tímido.

— Então... aquilo foi... intenso — ela solta uma risadinha, olhando para mim.

— Intenso é pouco. — Respondo, apertando sua mão. — Você me surpreendeu.

Ela levanta a cabeça, encara meus olhos e brinca:

— Só surpreendi porque você deixou. Quero dizer, você foi paciente... até demais.

— Paciente? — Eu rio. — Quem disse que foi paciente? Acho que você que não me deixou pensar direito.

Ela sorri, mordendo o lábio.

— É, talvez eu tenha gostado de brincar um pouco.

— Brincar pode ser perigoso... — digo com um tom provocante.

Ela ri, aproximando o rosto do meu.

— E você gosta de perigo, não é?

— Só quando vale a pena.

Ficamos assim, rindo e trocando olhares, o clima leve e gostoso, como se fosse o começo de algo muito bom. Beijo sua boca, sentindo meu pau endurecer novamente. Passo os dedos pela sua boceta, molhada e receptiva. Em um movimento rápido, pego uma camisinha e, enquanto ela se vira de costas para mim, visto com cuidado. Seguro sua perna no ar e entro nela de lado, comendo-a deliciosamente.

Com a outra mão, ajeito seu pescoço para que possamos nos beijar enquanto ela se entrega ao prazer. Nosso sexo matinal é intenso, mas não dura muito — estamos muito excitados e sensíveis. Ela goza apertando meu pau, tenta fechar as pernas, mas eu a mantenho aberta, aumentando o ritmo de estocadas, até que ela atinge outro orgasmo, mais profundo e avassalador.


Enquanto preparo o nosso café da manhã, transamos na bancada da cozinha. E também no braço do sofá. O aroma do café recém-passado nos faz voltar para a cozinha e preparar a mesa. Alice está encostada no balcão, ainda com os cabelos meio bagunçados e um sorriso tranquilo no rosto, usando apenas calcinha e sutiã. Dependendo de mim, ela não estaria usando nada.

— Você cozinha bem — ela comenta, puxando uma cadeira para se sentar.

— Só para os momentos importantes — respondo, servindo a xícara de café e uma fatia de pão.

Ela ri, mexendo lentamente o café, e eu observo cada detalhe dela — o brilho nos olhos, o jeito como o canto da boca se levanta quando sorri.

— Sabe — começo, baixando a voz — acho que essa manhã foi diferente. Não só pelo que aconteceu... mas porque parecia que, finalmente, a gente se permitiu.

— Eu sinto isso também. É como se tivéssemos quebrado uma barreira — ela me olha com uma expressão suave. — Se eu soubesse que seria tão bom assim, tinha dado para você bem antes.

— Então você é uma safada? — gargalho.

— Aparentemente, você me desperta uma safadeza.

Enquanto comemos, a conversa flui leve e por um instante, o mundo lá fora parece deixar de existir, até a campainha tocar. Alice me olha estranho, digo que não estou esperando ninguém. Corro para o quarto colocar calças e ela veste suas roupas, e eu vou abrir a porta.

— Marco, precisamos conversar — Joanne diz assim que entra em minha casa.

IMPEDIMENTO [COMPLETO]Onde histórias criam vida. Descubra agora