Acordo com a luz do sol batendo em meus olhos, com lentidão e preguiça os abro para me deparar com a visão mais linda que eu já tive em toda minha vida ao acordar.
Ravena ainda está dormindo em meus braços, observo sua carinha e ela parece ser uma garota tão frágil e ingênua é quase uma pena que quando ela se acorda isso esteja bem longe de ser verdade.
Fico ali desfrutando da situação de poder observa-la e acariciar seus cabelos escuros, quem diria que um dia eu poderia fazer isso? Estar deitado de conchinha com ela agarradinho sem problemas alguns tudo na santa paz.
Ela em paz comigo, eu e ela trocando beijos feitos com o consenso e retribuição dos dois, aaah isso para mim parecia o paraíso quem diria que cair em Azarath acidentalmente me ocasionaria tantos benefícios e assim realizar meu maior desejo de tê-la ao meu lado? Nunca ninguém pensaria tal coisa, na verdade nem eu.
Continuo divagando tudo o que se passou esses dias aqui quando ela vira de lado se aconchegando em meu peito.
Confesso que isso parece romântico e também nem um pouco a cara da Ravena que eu conheço, mas aqui sinto que estou conhecendo outra Ravena, uma face descobertas por poucos.
Uma Ravema meiga, gentil e fofa. Uma que ela tenta esconder ao máximo, uma que ela nunca tinha me demonstrado antes mas, que agora estou adorando desfrutar da companhia.
Aperto ela em um abraço gentil e ouço o seu resmungo e sinceramente penso que não seria nada mal acordar com ela todos os dias em meus braços.
-Faz tempo que você acordou?- ouço ela dizer entre um resmungo e outro.
-Não muito- ela solta sua respiração lenta e levanta os olhos para mim- precisamos voltar pra casa!
-É, eu sei.
Sim, precisamos voltar para nossa casa em forma de T, mas francamente minha vontade de voltar é 0. Aqui apesar da aparência cinistra é o lugar onde Ravena viveu, e melhor ainda é onde eu desfruto de uma Ravena até então desconhecida e também o local do nosso primeiro beijo.
E lá, longe daqui eu não sei o que vai ser da gente e tenho medo de ela dizer que o que compartilhamos aqui não significou nada.
Acho que ela percebe que meu semblante está franzido porque logo em seguida pergunta se está tudo bem.
-Claro que sim- digo e dou um beijo no topo da sua cabeça- podemos ir a tarde?
-Quando você quiser- responde ela com um sorriso discreto.
-Sei que não escovei os dentes, mas eu preciso fazer isso.- falo enquanto ela me olha desorientada até eu tocar sua boca com meus lábios e ela retribuir o gesto.
Esse com certeza é um dos nossos beijos mais demorados, mas também um dos mais intensos tanto é que nem sei quando as coisas começam a esquentar.
Só sei que em um momento nosso beijo estava sendo doce e romântico e que no outro eu estava por cima dela o tornando selvagem e perigoso, e ela estava retribuindo da mesma forma e na mesma proporção.
O beijo vinha acompanhado por minhas mãos acariciando seu corpo e minha boca dando mordidas em seu pescoço enquanto ela o completava puxando meus cabelos e arranhando minhas costas com suas unhas felinas.
-Mu.. Mutan...hum...Mutano- ela fala entre um suspiro e outro ou ao menos tenta em quanto eu me divirto fazendo trilhas com a língua em seu pescoço- eu...- com muita dificuldade ela consegue terminar sua fala e confesso que as palavras não me agradam nem um pouco- é melhor nós pararmos.
-Humm- solto um suspiro e mordo o lóbulo da sua orelha- Você- chupo seu pescoço- tem- arranho minha boca nele- certeza?- sussurro em seu ouvido.
Violeta apenas chacolha a cabeça em forma de afirmação, e eu volto a deitar ao seu lado gemendo de frustração com a derrota.
-Então como vamos ir só de tarde, o que você propõe fazer aqui?
-Não é como se tivéssemos muitas escolhas, que tal caminharmos pelo campo e irmos de volta aquela macieira comer algumas maças?
-Tudo bem- respondo e levanto da cama- aliás maça se tornou a minha fruta favorita.- falo e antes que ela responda dou um selinho em sua boca e pego minha camisa que está em cima da cadeira ao lado da cama.
-A minha também. - ouço ela dizer antes que eu feche a porta.
***
Passámos a tarde abraçados e trocando beijos inocentes, nada daquilo que aconteceu está manhã, conversando sobre coisas bobas como qual sua cor favorita ou seu sabor de milkshake que mal vemos o tempo passar.
Estar embaixo daquela macieira se tornou o meu lugar favorito de todo o mundo. Vejo o céu começar a escurecer e me levanto, por mais que eu esteja adorando passar os dias em Azarath confesso que minha barriga já está farta de comer maça o dia inteiro e que ela está sentindo falta de pizza.
-Já está escurecendo, acho que chegou a hora de voltarmos pra casa.
Ela olha para o céu como se isso fosse triste, uma coisa ruim e não entendo o porquê disso mas, também não questiono.
Não vou começar a cobrar respostas agora no início do nosso possível relacionamento (mesmo não tido mencionado nada pra ela sobre querer namora-la), tenho medo que ela recue e sinceramente não posso perder isso.
-Tem razão- ela se levanta e vem em minha direção direto aos meus braços- você pode me dar um último beijo aqui?
-Quantos que você quiser Violeta.- digo e a puxo para um beijo caloroso e demorado.
-Mutano, eu... Eu sinto muito.- a olho sem entender suas palavras.
-Pelo quê?
-Lembra do quê te falei?
-Que você gosta de rosa? Se preocupa não eu não vou contar pra ninguém, isso vai ser nosso segredinho- eu sorrio, mas ela não retribuí o gesto.
-O que acontece em Azarath fica em Azarath. Eu sinto muito!- antes que eu possa questiona-la minha cabeça começa a doer e minha visão a embaçar e logo em seguida perco os sentidos.
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Ravena & Mutano
FanfictionUma garota com incríveis poderes e um menino verde um tanto anormal. Ambos tão diferentes, totalmente opostos um do outro, quem poderia imaginar um romance por ali? Acho que ninguém, não é mesmo? Entretanto o amor não surge nos lugares mais impr...
