02 - Immortal

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Recomendo a darem o play na música ai em cima, ajuda a imaginação ^.^
(Fiquem a vontade pra imaginar a voz da Hanna também)

...

- Eu irei mostrar a minha voz! - Falei sem hesitar.

- Então por favor... - o do meio levantou sua mão em minha direção.

Eu assenti com a cabeça e o som de My Immortal começou a soar das caixas de som embutida na parede, me concentrando fechei os olhos enquanto o momento do primeiro som chegava. Minha voz saiu um pouco abafada na primeira nota e depois se ajustando eu continuei de olhos fechados.

Com medo de ver as expressões deles eu não queria abrir meus olhos, e apenas continuei pensando no motivo de eu escolher justamente essa musica, foi ai que me lembrei da primeira vez que eu sonhei com ele...

A primeira coisa que eu vi em meu sonho foi um piano enorme em uma sala de não muitos móveis, um sofá delicado em uma pequena mesa de vidro. Depois ele apareceu junto com o som que os seus dedos faziam ao tocar o piano, e mais tarde um sorriso surgiu em sua face juntamente com uma bela moça sentada no sofá.

Sua voz aos poucos se encaixava nas notas que saíam do piano e depois de tudo pude perceber a linda canção que se formava na união das vozes dos dois.

Eles pareciam felizes, eu podia ver todos os momentos mágicos e sobrenaturais que eles passavam juntos, e aquela mesma canção sempre estava lá.

Até que uma vez foi diferente, seus rostos não tinham mais aquelas mesmas ternuras de antes, e em uma triste despedida eu pude ouvir...

- Por favor Alice... - ele a olhava triste.

- Meu amor, eu preciso fazer isso! - ela falou segurando a mão dele.

- Eu não quero perder você... eu não sei o que eu seria capaz de fazer se perdesse você. - insistia.

- Confie em mim, eu lhe peço apenas isso! Eu vou voltar para você.

- Alice...

- Esse é o meu destino... - ela falou aproximando o seu rosto dele. - Eu irei voltar. - sorriu. - Apenas me espere aqui ao pôr da Lua...

- Por favor, tome cuidado. - ele falou aproximando o seu rosto mais ainda em um beijo.

- Irei retornar... - ela tirou um colar de seu pescoço deixando nas mão do homem.

- Ao pôr da lua... - ele reforçou.

Então eu vi suas mãos soltarem e a mulher caminhar para longe enquanto ele segurava fortemente o colar que ficou.

O dia se passou e a angústia em seu coração se alimentava cada vez mais, a chegada do pôr da lua se aproximava, e quando finalmente chegou ele já estava lá, mas...

- Alice... - Ele a chamou no meio da escuridão que já estava indo embora.

Nenhuma voz podia se ouvir além dos uivos longe. A lua já estava indo embora, seu pôr já havia se passado, e a sua amada Alice, ela não havia voltado.

O Homem de joelhos no chão inacreditado, deixava suas lágrimas caírem em uma dor silenciosa. Quando o vento trouxe para ele um pequeno pedaço das vestes de sua amada com um longe sussurro.

- Desculpe meu amor, da próxima vez que eu renascer desejo ser como você.

Alice não retornaria mais, e ele sabia disso. Sua vida parecia não ter mais razão, os dias não eram felizes as notas de suas músicas não faziam mais sentido, já não eram mais verdadeiras e sua voz não podia cantar mais aquela música.

Seu unico refúgio era a esperança nas moças que nasciam nos anos seguintes, seguindo a procura da sua amada que prometeu renascer um dia.

Até que se passaram dez, vinte, trinta, cem anos... e sua imortalidade junto com a descrença de um dia encontra-la novamente o fez desejar a morte, mas não foi assim, a raiva tomou conta dele até o ponto de não se importar mais com aquilo. Seu coração havia se tornado pedra e seus sentimentos por sua mulher não se via mais, ele já era outra pessoa, ele era do mal.

Buscando diversões perversas em sua vida o homem seguia encantando mulheres apenas para saciar sua vontade, seus olhos cinzas também mudaram e agora eram vinhos prateados, e mesmo sendo triste, naquele momento eu pude me ver encantanda perdidamente por eles, me fazendo entender que seu charme não era um simples encanto, mas uma parte do seu poder, o poder que ele usava para o seu mundo falso que não o deixava mais viver dignamente. Ele já era um criminoso e havia me fisgado.

Cotinuando a sentir sua angústia e os seus desesperos acumulados por todos os 600 anos que haviam se passado eu resolvi agir. Até que em uma das minhas tentativas eu consegui ser uma existência do seu mundo, e no meio de suas diversões criminosas com aquelas belas mulheres eu me aproximei tentando chamar sua atenção, mas era como se ele não ouvisse minha voz.

Eu seguia tentando de todas as maneiras ter a atenção de seus olhos vinhos prateados só para mim. Até que em um dos muitos outros sonhos que tive, eu o encontrei sozinho e não perdendo a oportunidade eu mesma segurei o seu rosto e falei calmamente.

- Por favor me encante também.

Ele finalmente havia me olhando nos olhos, e me encarando de uma forma confusa ele falou.

- Quem...? - ele não completou a frase. - Meu encanto não deve ser tocado em inocentes purezas. - ele falou tirando minhas mãos de seu rosto voltando a cor de seus olhos ao normal.

E eu em um franzir de testa o olhei mais profundo e sem hesitar, como resposta disse.

- Então me torne aquela digna de todos os seus efeitos.

- Deseja se tornar impura apenas por mim? - Ele rapidamente perguntou parecendo surpreso.

- Se isso me fizer tua, então por favor... - falei escapando minhas mãos das suas lentamente e subindo em seus braços até os seus ombros e finalmente agarrando em seu pescoço para o nosso primeiro beijo.

E foi a partir desse sonho que eu tenho o seguido nos meus sonhos e tentado me aproximar depois de todas as falhas que tive. Buscando seus olhos, que pareciam como a lua pratiada, sempre que o encontrava sozinho tocando aquela mesma música, a musica que eu cantava já na última nota levemente abrindo os olhos.

Quando finalmente o último som se foi e eu sai de meus pensamentos, e pude escutar os aplausos solitários do homem da esquerda.

- Ela também é muito bonita! - ele comentou olhando para os outros dois me fazendo perceber imediatamente a cara surpresa do homem do meio e as lagrimas que saiam por debaixo dos oculos escuros do homen da direita que estava de cabeça baixa antes de eu cantar.

- O... o quê?

...

Esse foi o finalmente e oficial capítulo da ideia, espero que vocês tenham gostado.

Não esqueçam de votar e comentar qualquer coisa pls, ( isso motiva muito) ^.^

Pôr da LuaOnde histórias criam vida. Descubra agora