XI Caravana.

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De certa forma fiquei contente por finalmente estarmos seguindo viagem. Estava ansioso para ir de encontro as novas aventuras que estavam a nossa espera. Foi interessante ver como as pessoas pararam o que faziam para ver a nossa passagem pelas ruas estreitas. Se bem que era meio impossível não nos verem passando. Ficamos os últimos dois dias na cidade comprando mercadorias e arrumando os preparativos para atravessarmos o deserto.

Éramos agora um grupo de 16 pessoas. Eu, lorde Sky; Jade e mais 16 homens que iriam fazer a segurança da carga. Coisa que achei desnecessário. Mas era tudo em nome do disfarce. O lorde guardião estava ainda mais cauteloso depois da previsão de Jade. Era outra coisa que eu não entendia. Porque a idéia de se apaixonar por alguém o assustava tanto? Ou talvez fosse aquela história de ter a chave da destruição ou da salvação. Isso também me deixaria tenso. De qualquer forma tinha a nítida impressão de que meu amigo faria de tudo para passar a léguas de distancia de qualquer ser do sexo feminino. Só não sei por quanto tempo ele obterá sucesso nessa tarefa.

Eu por outro lado tinha outra coisa para me preocupar. Jade conseguia fazer o que queria comigo sem um mínimo de esforço. Acordei esses dias em sua cama depois de mais uma vez cair em seus encantos. O pior era que gostava de cada coisa que fazíamos. É oficial. Estou regredindo de guardião milenar para um garoto entrando na puberdade. É eu sei. É meio ridículo, mas o que eu posso fazer? É mais forte do que eu. Deixei um meio sorriso escapar ao sentir os braços da werecat apertando meus quadris e sua face recostar em minhas costas. Dividíamos a mesma montaria porque segundo ela, não era uma boa amazona. Eu por outro lado tinha minhas duvidas; mas no auge de minha fraqueza não neguei mais essa vontade dela.

Para deixar minha situação ainda mais complicada e fora do comum. Havia uma certa ruiva atormentando meus pensamentos. Desde o ataque da esfinge a sensação de está sendo espionado tem se tornado constante. E isso estava deixando-me com os nervos a flor da pele a ponto de querer pular no pescoço de qualquer um que me tirasse do sério. Sorte do Matthew que está a quilômetros de distancia de minha irritabilidade.

Suspirei contente sentindo o vento matinal soprar a nossa volta. Sentia-me livre por finalmente me livrar daquela sensação opressora de está sendo observado, acho que poderia até sair dançando.

Seguíamos em uma fila indiana exageradamente linear. O lorde Guardião liderava a tropa que consistia de sete camelos muito bem carregados e eu fiquei na retaguarda deixando os camelidios entre nós. Os homens contratados se dividiram em dois grupos ficando um de cada lado da caravana. Ajeitei o grosso turbante sobre meus cachos que precisavam urgentemente de um bom corte. Sentia-me satisfeito em finalmente me livrar daquelas roupas justas. Agora vestia um conjunto vestes largas de lã que de acordo com os nativos servia para mantermos a temperatura do corpo.

Com o passar das horas comecei a sentir os efeitos da cavalgada. Meu corpo não estava acostumado com a pouca umidade presente no ar. De tempos em tempos bebia pequenos goles de água de meu cantil. Não sabia como a garota na garupa de meu cavalo conseguia dormir. Acho que nem mesmo um guardião conseguiria dormir em tais condições. Havia também os ventos que se converteram de brisas refrescantes em sopros carregados de areia. Com mais de quatro horas ininterruptas de viagem começava sentir meus traseiro ficar dormente e incomodado com a areia se infiltrando em lugares que não deveria está

Continuamos com a marcha leve até o meio do dia quando o sol ficou a pino e quente demais para continuarmos tinha certeza que era possível cozinhar um ovo se o enterrássemos na areia. Armamos tendas para nos protegermos dos raios solares impiedosos e assim descansarmos até que as horas mais quentes passassem. Aproveitamos para almoçarmos e jogar conversa fora.

- Quanto tempo acha que vamos demorar para chegamos ao porto? - Perguntei em italiano para um lorde guardião absurdamente sério que observando as intermináveis dunas de areia amarela que tremulavam com o calor como se fosse a coisa mais interessante do mundo.

Guardiões origens - Edward. +18 (Não Revisado)Onde histórias criam vida. Descubra agora