Procurada Parte I

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Acordo sem esperanças, sabendo que seria o fim do Robert e eu.
Como fui burra em esquecer minha calcinha em baixo da cama dela.
Penso no Robert e em como ele deve estar se sentindo.
Era segunda feira, não sabia se deveria ir com o Robert para a viagem ou ficar com o Marcos ajudando a achar minha mãe?
Meu pai só iria sair do Hospital na quarta-feira, não sabia o que fazer, estava sozinha.
Vou andando para a escola, minha suspensão tinha acabado, estava com ódio de tudo, minha mãe não tinha o direito de fugir com um homem bêbado.
Estava quase chegando no portão da escola até o Robert me chamar.

-Nina! – ele me chama com aquela voz que fazia cada pelo do meu corpo ficar arrepiado.

-oi. – digo me aproximando dele.

-te espero hoje de 15:30.

-Robert, não sei se vou poder ir.

-por que! – ele pergunta franzindo a testa.

-minha mãe sumiu!

-foi uma escolha dela.

-eu sei... Mas não é só isso.

-o que é?

-não posso te dizer, me espera no hotel, se eu aparecer antes das 15:30 eu não vou. – disse isso olhando fixamente em seus olhos, estava quase chorando.

-tudo bem.

Ele me dá as costas e vai andando sem olhar para trás, meus olhos enchem de lágrimas mass a Lara me viu.

-o que estava conversando com meu pai?

-Lara! – digo estremecendo.

-sim, que foi até parece que viu um Fantasma.

-desculpa você tá bem?

-sim. – ela responde achando estranho eu perguntar aquilo.

-meio estranho você vir falar comigo calma desse jeito.

-bem, acabei de presenciar você conversando com meu pai, acho que não pode ser pior.

Olho para ela por uns instantes e vou para sala de aula.
A fraqueza da Lara era o seu pai, o que aconteceria se ele descobrisse sobre o Marcos?
Meu plano de vingança estava se formando.
As aulas passam muito rápido, eram 13:15 estava indo visitar meu pai no Hospital, não queria de jeito nenhum cruzar com o Robert no Hospital e principalmente com a Blair.
Mass era impossível eu não cruzar com o Robert, já que ele é o médico do meu pai.
Vejo ele e me escondo o mais rápido possível, ele passa por mim diretamente sem me perceber.
Continuo caminhando até a sala em que meu pai estava.

-pai?

-oi minha querida. – ele fala se ajeitando na cama.

-está bem?

-estou ótimo, já posso ir para casa, mas o doutor Dunhill preferiu que eu ficasse até quarta.

-o que?

-isso mesmo, mas eu acho que vai ser bom.

-só uns minutos, já volto.

Saio da sala de meu pai e vou a procura do Robert, assim que o vejo começo a empurra-lo até um corredor mais próximo.

-o que você pensa que está fazendo!

-você quer manter meu pai aqui até ele criar asas?

-como assim? – ele fala segurando meus ombros.

-você disse que ele não poderia sair até a quarta, mas os outros médicos disseram que ele estava bem!

-não, os outros não acompanham o que eu vejo!

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