POV * Yara*
Os meus olhos, estavam presos na moldura na minha frente que estava pendurada no salão do Palácio. Uma fotografia em tamanho grande minha e de Alex no dia do casamento. Na fotografia, ambos tinhamos sido pegos desprevenidos enquanto observava-mos Matilda. Riamo-nos das suas brincadeiras com Gisela. Isso para explicar o porquê de ambos aparecerer-mos na fotografia com os nossos sorrisos naturais.
- É uma lembrança bonita. - Comentou a Rainha aproximando-se de mim.
- Alteza...
- Oh minha querida, eu sei que não começamos bem, mas pode tratar-me por Isabel. - Disse sorrindo. - Somos familia agora. Sogra e nora. - Apenas assentiu. - Ia pedir que me preparassem um pequeno lachinho para mim. Gostaria de me fazer companhia?
- Se não incomodar...
- Claro que não.
- Então a acompanharei.
Ambas sentamo-nos numa pequena mesa de um dos jardins do Palácio. A Rainha Isabel usava um vestido verde comprido sem um decote revelador, enquanto eu vestia um vestido branco curto com o decote em V. Passado alguns minutos, um mordomo trouxe alguns pães e geleias de vários sabores, acompanhando um chá de camomila.
- Então, minha querida, como se sente duas semanas após o seu casamento?
- Bem, obrigada.
- Pensei que ficasse embaixo durante algum tempo. Eu sei que não era o seu desejo se casar com o meu filho.
- São problemas passados, alteza. Tenho de me habituar à minha nova vida.
- Pensei que lhe tivesse dito que me chamasse de Isabel. - Dise com um sorriso brincalhão. - Vou-lhe contar uma coisa. Eu e o meu marido, não casamos por amor. Foi um casamento arranjado por nossos pais. - Dei um gole do chá, esperando ela continuar. - Eu odiava-o tanto. Recusava-me a casar com ele. Não é que fizesse muita importância. As decisões dos nossos pais não podiam ser mudadas. Eu cheguei a apanha-lo com amantes. Foi doloroso. Mas quando eu fugi por quase uma semana e, sim andaram todos à minha procura, entendi que ele se tinha apaixonado por mim. Gritou tanto comigo quando me encontraram. E acredite ou não, casamo-nos e eu tinha onze anos e ele quinze, mas apenas com quinze anos, ele já tinha bastantes responsabilidades nas mãos. E eu? Com onze anos, era uma criança mimada e recusava-me a seguir ordens de quem quer que fosse.
- Então casaram sem amor.
- Sim, mas agora amamo-nos e dariamos tudo um pelo outro. - Antes que a Rainha podesse continuar, comecei a sentir-me mal disposta, abandonando a mesa e correndo para o W.C, seguida pela Rainha que corria atrás, preocupada.
Ao chegar ao W.C, corri para uma sanita, vomitando tudo o que tinha no estômago. Assim que a Rainha me alcancou, pegou nos meus cabelos e arredou-os para trás, dandome mais liberdade para votar toda a comida para fora.
Assim que me senti melhor, peguei num papel que a Rainha me estendera e limpei a boca, dando a descarga depois. Levantei-me com a ajuda da Rainha e fui até ao bidê, lavando a cara.
- Sente-se melhor querida?
- Sim, já estou melhor. Tenho tido enjoos ultimamente. É só isso.
- Querida... - A Rainha que tinha um olhar radiante. - Será possível que a menina esteja grávida? - Encarei a Rainha e depois a minha própria barriga. Não podia negar. Tivera os mesmo sintomas quando engravidara de Matilda. Mas, grávida novamente? - Tirando os enjoos, tem tido outro sintoma?
- Os mesmo sintomas de quando engravidei de Matilda.
- Oh, querida...isso é maravilhoso. Terei outro netinho. Ou netinha.
- Eu estou a sentir-me mal outra vez. - Disse, correndo para a sanita novamente, deitando o resto da comida que sobrara no estômago.
POV * Alexander*
Assinava alguns decumentos no escritório, quando a minha mãe entrou, chamando a minha atenção. Ela erradiava felicidade. Olhei-a desconfiado. Era raro ver a minha mãe cheia de alegria. A ultima vez que a vira assim, foi quando eu aceitara o facto de ter de me casar com Georgina.
- Meu filho, tenho uma notícia maravilhosa para lhe dar. - Disse a minha mãe, sentando-se na cadeira na minha frente.
- Mãe, estou no meio de assuntos importantes.
- Ah, meu filho, o que tenho para lhe dizer, é mais importante que os papeis que está assinando faz duas horas. - Suspirando, tirei os olhos dos decumentos e prestei atenção na Rainha.
- E o que é assim de tão importante que a senhora não possa deixar-me acabar o meu trabalho?
-Bem, digamos que iremos ter um novo membro na familia, muito em breve.
- Mãe, eu já sei que o pai pretende arranjar um marido para Diane, mas sabe bem que ela não vai aceitar qualquer um.
- Não me refiro a Diane. Refiro-me à sua esposa. - Agora, roda a minha atenção estava focada na minha mãe.
- O que tem a Yara?
- Ela está grávida, meu filho. - Apanhado de surpresa, deixei cair a caneta que segurava.
- Grávida? Tem a certeza?
- Meu filho, eu estive grávida sete vezes. A sua esposa esteve grávida de Matilda. Eu preguntei-lhe o que sentia após ela se sentir mal.
- Ela sentiu-se mal?
- Sim Alexander, mas é normal numa gravidez. Mas bem, a resposta dela foi que sentia os mesmos sintomas de quando engravidou de minha neta Matilda.
- Mãe, se o que a senhora diz é verdade, isso significa que eu vou ser pai pela segunda vez. - Já não consegui esconder a alegria que sentia. Ia ser pai novamente. Mal podia esperar por ter aquele bebé nos meus braços.
- Sim, irá ter o seu segundo filho.
- Eu tenho de ver a Yara. Sabe onde ela está?
- Ela está no quarto. Pedi que a levassem para lá depois da má disposição. Ela deve estar a descansar de momento. É melhor que não a incomode agora. Ela precisa de descanso.
- Mãe, eu preciso de falar com ela. É...algo que eu não esperava.
- Está ancioso, Alexander. Também eu, mas deixe a pobre rapariga descansar agora.
Assentiu e terminei depressa os papeis que tinha por assinar. Assim que terminei, corri para o quarto de Yara, onde a observei dormir profundamente. Sem me conter, passei a mão nos cabelos dela e depois pousei-a sobre a barriga, onde habitava de momento o seu segundo filho.
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1° Livro Royal Lovers - A Bebé Segredo
RomanceYara nem desconfiara que a sua filha poderia ser filha do príncipe mais cobiçado do Reino Unido. Passara apenas uma noite com ele em uma grande festa e ficara de tal maneira bêbada que mal se lembrava do que fizera. Ao ver uma noticia na televisão...