Sabia que minha mãe não perdoaria essa traição, sabia que minha decisão teria conseqüência .
Então decidi aproveitar cada minuto de felicidade que ainda tinha antes que ir para casa.
Me despedi do Aroh com um beijo doce e sai cantarolando pelas ruas, quando se está feliz até um pontinho preto no céu é interessante.
Fui andando até o portão grande de ferro, pessoas normais achariam bizarro um tuor pelo cemitério, mas para as bruxas é um lugar sagrado e seguro.
Fui até uma lápide que estava abandonada e coloquei umas flores em cima, e me sentei perto.
Precisava pensar um pouco no que diria a minha mãe, talvez dissesse que estava apaixonada? provavelmente ela já sabia.
Suplicar que me perdoasse? Um dia talvez , mas não me perdoaria facilmente.
Aceitaria o castigo de bom grado, e ficaria quieta.
Só não suportaria perder ele, isso não.
Balancei a cabeça tentando tirar essa ideia da mente e me levantei e disse:
- Isso não ! - Disse a mim mesma.
E fui marchando até em casa, a cada passo que dava meu coração ia se acelerando, a respiração fraquejou e depois voltou ao normal.
Quando o portão de casa ficou perto de mim, o abri tremendo.
Logo saberia minha sentença final, entrei pela porta da frente.
Minha mãe já me esperava no sofá.
- Sue, venha aqui - Disse furiosa.
- Tô aqui mãe - Me sentei no sofá.
- O que você fez hoje?
- Só ajudei um amigo.
- Você ajudou um inimigo Sue.
- Ele não é..... - Não consegui terminar a frase.
- Você o ama, e isso é um perigo pra nosso povo.
- Sim o amo, e não é perigoso.
- É sim, para você e para nós. Já pensou se ele não se controlar ? Vai te matar dormindo. E nosso povo ? Quantos morreram pelas mãos dele?
- Ele mudou, confio nele.
- Mudou? Hoje matou uma de nós.
- Vocês machucar ele primeiro.
- Essa é sua palavra final? Ficara do lado dele?
- Sim mamãe.
- Sinto muito querida - e sobrou um pó branco no meu rosto.
- O que você fez mãe?
- É só um encantamento simples de indução do sono, você ficará bem. Só preciso de tirar daqui.
- Você é minha m.... E cai minhas pálpebras foram ficando pesadas, meus olhos se fechando, lutei para mantê-los abertos .
Mas a escuridão me engoliu por completo.
Não vi mas nada, so percebi onde estava quando abri meus olhos e estava num quarto desconhecido aos meus olhos.
A cama grande e branca por baixo de mim, um banheiro no lado direito do quarto, é uma bandeja de comida no pequeno sofá.
Quando vi toda aquela comida meu estômago reclamou e decidi comer.
O cheiro estava tão bom quanto o gosto, comi tudo.
Quem quer que tenha me sequestrado, cozinha bem.
- Oh fui sequestrada! - Gritei no quarto.
Alguém ouviu o meu grito e foi lá ver o que eu estava acontecendo.
- Porque você está gritando Sue? - Helga a bruxa anciã do nosso clã.
- Hora vocês me sequestraram o que estou fazendo aqui?
- Te demos uma chance Mas você preferiu ficar com o Vampiro sanguessuga.
- Ele é melhor do que vocês todas, e Cadê minha mãe ?
- Ele mata sua família seu clã e você fica do lado dele, e não se preocupe a sua mãe sabe de tudo.
- O que vão fazer comigo vão me matar?
- Claro que não vamos te matar, você vai sumir até ele esquecer você, vai ser como se você nunca tivesse existido para ele.
- Nãooooo! Ele vai descobrir.
- Pensamos nisso também.
- Como? - Disse
- Espalhamos que os lobisomens te morderam e você se feriu muito no meio da floresta e morreu.
- Por favor não! nunca mais vou sair daqui.
- Sairá quando matarmos seu Romeu.
Ela saiu e fechou a porta, a segui tentando correr mas ela tinha feito um feitiço de selamento que era quase impossível de se quebrar, pois o feitiço estava ligado no coração dela.
Esse só se quebraria se ela morresse, ou seu coração parasse .
Tentei usar minha magia para escapar e mandar uma mensagem para Aroh, mas meus poderes estavam bloqueados por duas bonecas de voodoo em cima da porta.
Não tinha nada que pudesse fazer para sair desse lugar.
O tempo passaria e Aroh se esqueceria de mim completamente.
A cada dia que se passava morria um pouco mais.
Porque isso foi mais do que apenas perder o mais verdadeiro dos amores, como se isso não fosse o suficiente para matar alguém. Mas também isso era perder um futuro inteiro, uma família inteira e toda a vida que tinha escolhido.
Perder uma felicidade, a família que nunca se formaria.
Como ninguém pode entender isso? Só queria ser feliz, estavam me roubando isso.
Me perdi em lágrimas, me deixei levar pelo desespero, e então o silêncio se acabou.
Passos largos estavam vindo ao meu quarto e corri e mr deitei na cama e fechei os olhos, fingindo dormir.
Duas bruxas entraram a Helga e Claire , estavam conversando em sussuros.
- O que vamos fazer com ela? - Claire perguntou.
- Por mim já tinha matado ela - Enfim Claire disse.
- É uma boa ideia.
- Mas nos matariam se encostassemos o dedo nela. - Claire disse colocando um prendedor de cabelo em cima da minha cama.
- E se a morte dela fosse causada por uma forte dor ?
- Não levantaria suspeitas - Helga concluiu.
- Excelente!
- Vamos pegar o que precisamos umas ervas e amanhã fazemos ela tomar.
- Ótimo!
E saíram do quarto e fecharam a porta.
- Vão me matar! O que farei agora! - murmurei.
Então Olhei para o prendedor que Claire havia esquecido e tive uma ideia.
Mas como fazer o feitiço se não posso usar magia? Esses bonecos tinha que neutralizar eles de alguma forma.
Pensei por um momento, aqueles bonecos estavam virados para frente, como se estivesse erguendo o escudo e o sustentando, e se eu virasse ele do outro lado?
- Isso ! - Gritei.
Peguei uma cadeira e subi em cima para poder alcançar o boneco.
Consegui vira- Los e desci antes que alguém visse o que tinha feito.
Comecei a sentir a magia em minhas veias, me sentia forte o suficiente para fazer um feitiço de ligação.
Peguei uma cumbuca que tinha comida é a lavei, depois cortei meu dedo com a faca de serra que usei para cortar o pão e por fim mergulhei o prendedor da Claire no meu sangue e lancei o feitiço de ligação.
- Fes Matus integrum callos, mallon elijas accodum , quocan nanbedox celijas semalon geocodonagis fadun Dicidium vimum fes matus integrum callos, quosan nanbedox!
Minutos depois senti como se minha alma estivesse grudada a outra.
Então tinha dado certo! - Pensei.
Então voltei os bonecos nos lugares, para que ninguém percebesse.
Nesse tempo as duas estavam a caminho, pude ouvir seus passos largos e rápidos.
Entraram no quarto com um prato , com uma sopa rala, aposto que envenenaram.
- Coma! - Disse Claire.
- Sim - Menti.
Peguei a faca que estava perto da bandeja do café da manhã e espetei o dedo .
- Aí! O que é isso? - Claire disse .
- Estou ligada a você! Mate e morra comigo - Disse feliz.( continua) .....
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Dezesseis luas
VampireUma jovem que se tornou uma bruxa aos quinze anos, a mais poderosa de seu clã, lutou pra manter a paz entre os seres sobrenaturais, e se apaixonou por um improvável parcerio.