Pisco várias vezes antes de realmente abrir os olhos.
A luz do sol que entra pela janela e inunda toda a cama, me faz fecha-los de novo imediatamente. O gosto amargo na minha boca já é familiar, mas a dor que me atinge em cheio quando mexo a cabeça, me faz gemer e me remexer na cama. Nunca tive uma ressaca tão forte. Me viro lentamente para tentar sair do colchão, tirando a cortina de cabelo castanho que cai no meu rosto.
Com o canto do olho, vejo alguém sentado na poltrona amarelada em frente a minha cama. Fico imóvel. Estou tão entorpecida pelo álcool, que mal consigo focar o rosto da pessoa.
Pisco várias vezes para ter certeza de que não é uma alucinação.
Como alguém pode invadir o meu apartamento desta maneira?
A pessoa se movimenta na poltrona como se estivesse desconfortável.
- Achei que não iria acordar nunca. - dá para sentir a raiva contida na voz masculina.
Finalmente consigo me sentar no colchão, estupefata.
- Como você entrou aqui? - pergunto para Josh.
Minha voz sai forte apesar da tontura.
- Não sei. - as palavras são cheias de ironia. - Talvez você tenha deixado a porta destrancada ontem à noite, mas estava tão bêbada que nem percebeu.
Ele parecia irritado. A roupa estava amassada até certo ponto, mas eu sabia que havia um paletó preto jogado em algum lugar do quarto.
Minha cabeça começou a martelar novamente.
- Você invadiu o meu apartamento? Isso é crime, sabia? - tateei a cama á procura do meu telefone.
- Crime, é quebrar as regras do nosso contrato. - ele se levantou. - Tínhamos um acordo!
Eu quase não entendia o que ele falava por conta do zunido no meu ouvido. Quando olhei a hora do telefone, meu coração disparou. Levantei tão abruptamente que minha cabeça girou trezentos e sessenta graus e Josh também se ergueu assustado.
- Eu estou atrasada para o trabalho.
Josh me olhava hesitante, as sobrancelhas erguidas. Segundos depois percebi qual era o problema. Eu usava somente uma calcinha preta de algodão e a mesma blusa creme que usei para ir até o hospital. Quase surtei.
Peguei o lençol branco e me cobri rapidamente. Eu vi uma ponta de humor nos lábios de josh.
- Eu já mandei você ir embora, Josh.
Ele ficou sério novamente.
- Eu não vou embora antes de conversarmos.
Revirei os olhos e corri para o banheiro. Nem me dei ao trabalho de tomar banho. Prendi o cabelo num coque frouxo, pus uma calça jeans escura e a camisa preta do trabalho. Josh já estava na porta me esperando sair. Eu ainda me sentia tonta da bebedeira de ontem e minha barriga doía a cada passo.
- Vamos, eu te dou uma carona.- ele disse e fez cara de tédio.
Quase engasguei quando vi o carro. Uma Mercedes preta brilhante, invejávelmente linda.
E a pergunta era: por que o idiota veio aqui com um carro tão caro?
Mas não comentei nada com ele.
- Nós realmente precisamos conversar. - Josh falava no caminho para o Castle.
- Não vai dar, está bem? Eu não sou dona da minha própria empresa; tenho horário de chegada.
Ele me olhou com impaciência. Virou uma esquina errada e parou o carro perto de um homem. Este entrou no Mercedes rapidamente. Usava um casaco verde musgo com branco na gola e um boné suspeito.
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A garota de aluguel.
RomanceEmma precisa imediatamente de dinheiro para o tratamento da irmã mais nova, o qual a família não tem como pagar, até que seu médico faz uma sugestão tentadora. Para conseguir o dinheiro que tanto precisa, Emma toma uma decisão que nunca achou que to...
