Passei a mão pelo cabelo tentando resistir ao impulso de puxa-lo. Josh estava complicando tudo.
- Está brincando, não é?
Ele sorriu de repente.
- Nunca falei tão sério.
- Não posso viajar com você, eu tenho família, preciso arrumar um novo emprego!
Ele franziu a testa.
- Você não precisa, Emma. Eu vou arcar com as despesas e vou te ajudar em tudo que puder. - ele estudou minha reação por um momento. - Você só vai ficar lá até o bebê nascer e depois pode ir embora. E além do mais, Boston não é tão longe daqui.
Ficou difícil olhar para Josh e para os seus olhos verdes, então encarei os meus pés buscando o que dizer.
- Eu realmente preciso pensar.
Quando o fitei novamente, ele também encarava os pés.
- Tudo bem, - ele deu um suspiro pesado. - mas eu preciso que me responda hoje à noite.
Ele tirou um cartão do bolso e me entregou.
A porta se abriu e a balconista do primeiro andar pôs a cabeça na sala. Compreendi rapidamente, então assenti para Josh.
A primeira coisa que eu fiz quando cheguei ao meu apartamento, foi tomar um longo banho, colocar uma calça confortável e os conturnos cor argila.
Peguei a mala cinza que guardava no armário e comecei a enche-la. Calças, blusas, peças íntimas, sapatos e alguns objetos pessoais.
Depois de ter certeza que estava tudo pronto, peguei meu casaco mais quente: Jeans com mangas feitas de moleton.
Quando olho em volta, o sentimento de que estou me precipitando não me deixa. Eu pensei, pensei muito antes de tomar essa decisão. Não estou fazendo isso por Josh, mas por mim. Tudo aqui em Nova York me lembra Gregory. Nove meses em Boston vão ajudar na reabilitação do meu psicológico. E com Josh no meu pé, talvez eu consiga me controlar.
Aposto que ele tem os melhores especialistas ao seu dispor, afinal um bebê não é qualquer coisa.
Agora eu só preciso fazer meus pais entenderem isso.
Ellie vai ter alta do hospital hoje. É a primeira vez que ela sai desde que deu entrada há um ano atrás. Meus pais devem estar felizes e de bom humor, então esse é o momento perfeito para falar sobre isso.
****
Quando chego ao hospital, Ellie já não está com aquela roupa branca que sempre usava, mas sim com uma calça e uma camisa grande demais para ela.
Não sei o porque, mas o ambiente parece mais frio que de costume.
Me aperto mais dentro do casaco. Minha irmã me encara através do vidro e meu pai segue seu olhar até encontrar o meu. Enquanto aceno, acabo olhando o relógio sem querer, e do jeito que eu sou, vou continuar a fazer isso pelo resto do dia.
Ellie evolve minha cintura com os braços pálidos e eu quase não consigo beijar sua testa. Ela está quase da minha altura.
Meus olhos enchem de água. Ela está bem. Até melhor que eu. Enquanto meus pais assinam os papéis, não digo nada. Quero aproveitar o momento com eles, com minha irmã, não quero que acabe.
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Ele coloca a venda nos meus olhos amarrando-a com um pouco de força. No meio daquela escuridão eu poderia pensar na noite do restaurante, mas espanto qualquer pensamento sobre isso. Na verdade, é bem difícil não pensar.
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A garota de aluguel.
Lãng mạnEmma precisa imediatamente de dinheiro para o tratamento da irmã mais nova, o qual a família não tem como pagar, até que seu médico faz uma sugestão tentadora. Para conseguir o dinheiro que tanto precisa, Emma toma uma decisão que nunca achou que to...
