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Aumentei a música que estava tocando no rádio do carro e comecei a cantar junto, se tinha uma coisa que eu nunca tinha deixado de lado e era a música, amava escutar música e cantar junto.
Eu estava indo visitar Noah, precisava que alguém que me aguentasse e me ouvisse um pouco e quem melhor do que ele. Noah tinha se mudado para Los Angeles para ficar mais perto de mim. Sim, ele era um ótimo amigo!
Depois que Caleb, Sadie e Gaten se mudaram para longe, eu fiquei muito sozinha, pois até meus amigos mais próximos estavam empenhandos em suas carreiras e não tinham mais tanto tempo para me ver. Então, Noah se mudou para mais perto e sempre que podíamos nos reuníamos na casa um do outro e ficávamos horas fazendo as coisas mais aleatórias possíveis.
E tinha o Finn, que assim como Sadie, Gaten e Caleb, fora para longe, mas era diferente. Sadie chorou por uma semana e nos falávamos todos os dias, porém depois de um tempo ela não me atendia mais, nem mesmo chamava. Caleb tinha vindo se despedir e sempre me mandava fotos de suas viagens louca em correspondências, mas elas não vinham mais há meses. E Gaten também viera se despedir, nos falávamos, não era todos os dias, como eu e Sadie, mas era regularmente, às vezes, ele marcava em publicações engraçadas ou de Stranger Things, mas nosso contato tinha sido perdido. Finn não tinha se despedido, eu sempre ligava, mas ele nunca atendia.
Soube que a banda ia viajar por um comentário de Charlie, que era fã deles. Aquilo tinha me deixado arrasada, mas me recuperei apesar de que não tivesse um dia em que eu não pensasse nele, era assim até hoje.
Mas de volta ao Noah, o motivo de estar indo vê-lo não era só para desabafar e encher a vida dele de indagações, minha cadela estava na casa dele.
Dolly estava muito velha, merecia um lugar mais calmo que a casa dos meus pais que estaria cheia de gente e só a deixaria mais estressada. Na casa de Noah era só ele, e às vezes, a Julia, sua namorada, ou a Chloe, sua irmã.
Enfim tinha chego. Parei o carro e saí dele acionando o alarme. Toquei a campainha e ouvi sua voz vindo de dentro:
- Já vai!
A porta se abriu e Noah me recebeu com animação como sempre.
- Brown! - ele abriu os braços.
- Bom te ver também, Schnapp! - o abracei - Precisava falar com você.
- Entra. - pediu ele me dando espaço - Pela cara é coisa séria. Recaída?
- Recaída. - afirmei me sentando no sofá da sala de estar.
- Ok. - ele se sentou do meu lado e deitei minha cabeça em seu ombro - Estamos falando de Finn Wolfhard?
- Sim, estamos. - respondi suspirando - Ele e a banda estão na cidade.
- É, eu vi na TV. - disse ele - Como o Jaeden está com isso?
- Ele não disse nada. - dei de ombros - Nem sei se ele sabe.
- Tudo bem, você pode me contar tudo sobre você e o nosso menino lobo favorito, mas antes eu acho que Dolly vai gostar de te ver.
- Onde ela está? - perguntei levantando a cabeça de seu ombro.
- Na cozinha. - respondeu ele - Comeu pouco hoje, mas até que andou bastante atrás de mim até cansar.
- Vou lá ver ela. - fui até lá.
Dolly estava deitada perto da porta da despensa com a cabeça sobre as patas, assim que me viu ficou animada e tentou levantar, fui até ela e a fiz deitar novamente enquanto fazia carinho em sua barriga e a abraçava.
- Como você está, garota? - olhei em seus olhos, enquanto passava a mão pelo seu focinho - Você é muito forte!
- Ela é uma boa companheira, Millie.
- É sim. - me levantei e bati nos ombros de Noah - Devíamos pedir um lanche ou algo assim.
- Vamos pedir uma pizza!
O encarei, ele sabia que eu não gostava.
- Brincadeira! - ele riu e soquei seu braço - Comida japonesa, então?
Assenti.
**
Passar a tarde com Noah me fez lembrar do quanto eu sentia falta de estar com os meus amigos, principalmente de quando éramos seis.
Assim que parei o carro na garagem e o desliguei tive vontade de dirigir de volta, não que eu não quisesse estar em casa, mas, às vezes era bom esquecer de todo o resto. Eu sei, isso era muito egoísta!
Charlie estava na sala jogando vídeo game com meu pai quando entrei.
- Olha só quem chegou! - exclamou Charlie.
- Estive no Noah hoje, fui ver a Dolly.
- Como ela está? - perguntou ele.
- Não muito bem. - respondi - Mas melhor do que achei que estaria. Jaeden já chegou?
- Está lá em cima. - respondeu meu pai - O rapaz está doído hoje.
Jaeden sempre estava muito cansado, era ruim vê-lo cheio de dores, mas ele estava fazendo o que ama e era isso que importava no fim.
- Minha mãe, Ava... Elas estão aí?
- Ava foi sair com umas amigas e Kelly foi na vizinha.
- Ok. - assenti.
- E eu vou tomar uma ducha daquelas. - ele deixou a manete de lado e se levantou - Você ganhou, filho!
Me sentei do lado de Charlie e peguei o controle começando a jogar com ele.
- Por que o pai está tão estranho? - perguntei - Aconteceu alguma coisa?
- Eles brigaram hoje. - explicou ele sem tirar os olhos da tela - Por isso a mãe está na casa da Grace, que outras amigas ela tem...?
- Qual foi o motivo da vez?
- Paige.
Parei por um segundo e o encarei.
- Ela não vem?
- Não. - disse ele singelamente - Ela deu um pé na bunda do marido e está tendo que se reestabelecer sozinha.
- Que merda você está fazendo, Paige! - balancei a cabeça e voltei a jogar.
- Vamos evitar falar dela perto dos nossos pais e da Ava, ok? - pediu ele - Eles não são como nós, eles são mais sensíveis.
- Eu sei.
Dei o chute final em Charlie.
- Não! - gritou ele indignado - Que merda, Millie!
- Ganhei! - falei rindo.
Rimos.
Na verdade acho que cada um de nós sentia pela Paige, ela era nossa irmã mais velha e sem dúvidas fazia falta. Mas ela tinha escolhido se afastar de nós depois de se casar com um homem irritante que ninguém gostava, meu pai tinha se recusado a dar sua bênção, e agora ela tinha o colocado para fora de casa. O amor às vezes era estranho!
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True Disaster
FanfictionAs vidas de Finn e Millie tomaram rumos diferentes após o final de stranger things. Finn viajou pelo mundo com a banda Calpurnia, que decolou e o fez desistir da carreira de ator; enquanto Millie permaneceu em Los Angeles atuando e usando seu lado m...
