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Bem-vindos a mais um capítulooo \o/
Boa leitura pessoal, perdoem qualquer erro, por mais que eu revise, algo sempre me escapa ^^'
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O sol fraco ainda insistia em aparecer entre as nuvens frias do céu nublado, os raios de sol quase não faziam diferença quando o vento gelado vinha de encontro ao rosto, mas Ivoleth não se importava, caminhava a passos rápidos a frente de Arleon, desviando das poucas pessoas que estavam na rua que ela havia escolhido seguir.
- Ivoleth, pra onde está indo? - Disse Arleon seguindo-a - Espera aí! - E a agarrou pelo braço para faze-la parar e virar-se para ele.
- Me solta! - Retrucou ela, puxando o braço.
- Será que pode parar de ser mimada uma vez na sua vida?
- Será que você pode deixar de ser um idiota uma vez na sua vida?
- Por que está tão nervosa? - Perguntou Arleon, Ivoleth cruzou os braços e fez um bico - Deixa eu adivinhar,por que pela primeira vez ninguém concordou com você? É isso? Não vai me dizer que lá no castelo você está acostumada a dar ordens?
- Por que não me deixa em paz? Qual é o seu problema?
- Tá bom então, quer sair andando igual uma besta pela cidade? Então vai! - Irritou-se Arleon. - Eu não ligo!
- Ótimo! Até logo! - Ivoleth virou de costas e começou a caminhar de novo, o fato de Gylip a ter confrontado a deixou de fato irritada, mas o que Arleon havia dito sobre ela só dar valor a quem era 'nobre’ também. - Pare de me seguir! Preciso ficar sozinha! - Disse ela ao perceber que Arleon a estava seguindo.
- Você nem sabe pra onde está indo, depois vamos ter que ficar te procurando! Vai nos fazer perder tempo!
- Engraçado eu ser uma grande perda de tempo ou uma inútil que só vai atrapalhar como você diz, mas você não sair do meu pé! - Rebateu ela, Arleon engoliu seco e não conseguiu dizer nada, o que fez Ivoleth se sentir por cima - Qual o seu problema Arleon?
-Você é um problema, tá legal? Não deveria estar aqui! - Disse ele e virou de costas para ela e saiu andando.
-Eu sou um problema? Pra quem exatamente? - retrucou ela puxando ele de volta, por que agora queria fugir da discussão? Pensava ela - Qual é o seu problema comigo Arleon? Responda agora! - Exigiu Ivoleth, mas Arleon parecia estar segurando tudo o que tinha pra falar, sua expressão estava indecifrável, até ele desviar o olhar para longe, tentando disfarçar as más lembranças que tentavam transbordar de seus olhos. - Arleon, você é maluco? - Indagou Ivoleth com a voz mais branda, sentindo um pouco de pena, não entendendo porque ele parecia querer chorar, um homem daquele tamanho parecendo uma criança acuada. Ele só podia ser meio maluco.
- Tudo que eu queria é que você pelo menos se lembrasse de mim. - Arleon disse sem pensar, finalmente desentalando a garganta, limpou bruscamente a lágrima que ameaçou escorrer pelo seu rosto. - Desculpa Ivoleth, eu sou estúpido. Não sei mais o que estou fazendo. Nada disso é culpa sua. - Disse ele de cabeça baixa, Ivoleth não estava entendendo absolutamente nada. - Mas você… você é a única que...entenderia.
- Me lembrar de você? O que está dizendo? O que eu entenderia? - Perguntou ela confusa, e sua mente começou a buscar em sua memória todos os rapazes que já havia conhecido, tentando descobrir se ela já havia feito algo para algum deles, na verdade já, mas não com Arleon, se ela tivesse tido algo com ele, ela se lembraria, no entanto, os olhos azuis dele não lhe eram estranhos. - Quem é você? - Arleon ergueu o olhar para encará-la, e ela tentou buscar a resposta no profundo azul de seus olhos marejados e encontrou. - Ardriel… Ardry? É você. - Ivoleth se lembrou, se lembrou do que ela fez tanto esforço para apagar de sua mente, e todo seu fôlego foi embora, por um momento ela voltou no tempo, onde um garotinho magricela de grandes olhos azuis a puxava pelas mãos e a escondia em uma abertura no chão do quarto do orfanato, em uma noite quinze anos atrás, apressadamente ele colocava as tábuas e pedras no lugar, implorando para que ela fizesse silêncio, voltaria pela manhã para buscá-la, escondida naquele piso gelado agarrada ao seu cavalinho de pano, ela ouvia os passos do garotinho se afastando e encontrando vozes de homens, alguém mais havia entrado no quarto, a madeira estala a cada passo, passando por cima do esconderijo,Ivoleth fechava os olhos e apertava o cavalinho de pano, os passos se afastavam novamente, e depois ouvia um estrondo da porta do quarto se fechando, e o resto da noite um silêncio frio, até a manhã seguinte onde o garotinho a tirava do esconderijo, tentando esconder os hematomas por debaixo das roupas surradas, mesmo com os imensos olhos azuis marejados ele conseguia esboçar um sorriso ao vê-la e lhe dava um abraço apertado como se segurasse a própria vida. Na época Ivoleth tinha oito anos, não entendia direito do que ele a estava escondendo, ele dizia que era de monstros, mas que ele jamais deixaria os monstros a pegarem e de fato jamais o fizeram.
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O Artefato
AventuraOllef Galgalin é um jovem mago aprendiz, ele foi mandado ao reino de Greenish para investigar boatos sobre um objeto que caiu do céu, no entanto, as coisas podem ser mais complicadas do que ele imaginou, quando ele percebe que não será o único inter...
