Cap. 18 - Problema resolvido

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Ollef ainda olhava para o céu encantado com o que tinha visto, Gylip tentava achar uma forma de levar aquele ovo dourado para os outros verem e ajudarem a pensar o que fariam com ele.

O ovo era do tamanho de uma grande melancia, tinha uma coloração dourada, mas talvez não fosse da casca, que era um pouco transparente, mole e estranha, a cor poderia vir do que estava lá dentro. Algumas manchas pretas pareciam se mexer lá dentro e às vezes conforme o movimento um brilho, opaco pela membrana que o envolvia, aparecia, mas não dava para identificar o que era.

- Acredita nisso, Gylip? – Indagou Ollef ainda maravilhado com um sorriso no rosto. – Acredita que vimos isso? Anonrin! Filho da terra e o mar, senhor dos rios e ilhas!

- É, fomos estranhamente agraciados com essa visão. – Disse Gylip por um momento olhando para o céu e depois voltando a observar o estranho ovo.

- Você não parece tão empolgado, você acaba de ver um Deus! – Disse Ollef dando um chacoalhão em Gylip.

- Calma Ollef. – Respondeu após a sacudida - Eu tô, estou empolgado, mas também estou preocupado e temos que voltar.

- Ora, isso não é empolgação! – Disse Ollef fechando os punhos – Sinto que podemos fazer qualquer coisa agora! – E fez uma posição tentando mostrar sua força, abrindo os cotovelos para os lados.

- É, e se ele existe, os outros também podem existir. – Disse Gylip enrolando o ovo na capa molhada.

- Os outros? De que outros está falando? – Perguntou Ollef agora preocupado.

- Bem, sabe que a Floresta Profunda é famosa por suas criaturas sombrias, criaturas de Pahadun. – Respondeu Gylip pronto para voltar com o ovo embrulhado. – Está preparado para isso?

- Nossa, você sabe mesmo como cortar o barato de alguém. – Disse Ollef com um sorriso murcho.

- Cortar o barato? – Gylip não sabia se tinha entendido direito a expressão.

- É, alguns garotos em Lordorian estavam experimentando um fumo que eles mesmo tinham feito, diziam que estavam testando, sempre que eu aparecia para perguntar como estava indo os testes eles diziam que eu estava "cortando o barato". – Respondeu Ollef lembrando-se da cara de feliz dos garotos até ele chegar no recinto.

- Não Ollef, eu não quero cortar seu barato. Haha – Riu Gylip – Desculpe, eu só estava pensativo. Fiquei também encantado com o que vi, mas isso me fez pensar em outras coisas além.

- Espero nunca ver nenhum dos Deuses do Abismo. Pri-principalmente Hórttast! – Disse Ollef com os olhos arregalados engolindo seco ao pronunciar o nome.

- Hahaha. Acho que Hórttast já o acompanha há algum tempo Ollef. – Riu Gylip novamente.

- Pe-pelos Deuses não diga uma coisa dessas! Eu morreria do coração se isso fosse verdade, antes dele a aparecer eu já estaria... Já estaria duro no chão!

- Só estou brincando Ollef, mas duvido que o Deus do medo e dos pesadelos precise aparecer em sua frente para lhe matar do coração. Hahaha.

- Ora, pare de caçoar de mim! Eu sei que sou meio medroso, mas... Mas também tenho coragem. – Disse Ollef com a cara séria.

- Eu sei Ollef, é uma das coisas que gosto em você, não tem medo de admitir que tem medo. – Disse Gylip sorrindo para ele, Ollef se encheu como um balão, mesmo não tendo certeza se aquilo era bom.

Os dois pegaram a estrada para voltar para os companheiros.

Os dois pegaram a estrada para voltar para os companheiros

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