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>Foi mais difícil do que pensei escrever esse capítulo, por isso críticas construtivas são sempre bem-vindas, sempre me ajuda \o/
>Ah! Se alguém descobrir pq o travessão as fica e as vezes não, me fala? ^^'
>Agora senta que lá vem a história, espero que gostem, boa leitura! :)
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A manhã finalmente havia chegado, clara e imponente, os tons de amarelo e laranja começavam a manchar o céu azul, dando-lhe uma tonalidade mais clara. O vento gelado agitava as quentes chamas da pira funerária do desconhecido lobisomem errante.
Arleon estava apoiado em um dos pilares da varanda da casa, com os braços cruzados e os olhos fixados ao longe, ele observava ao longe Lukan e Mikelulf ao lado da pira, eles conversavam sobre alguma coisa enquanto encaravam as chamas, o garoto parecia escutar com atenção o que o tio dizia, vez ou outra fazia um sinal positivo com a cabeça. A concentração de Arleon nos dois se cessou por um momento quando Gylip saiu de dentro da casa e se juntou a ele na varanda.
- Como está seu nariz? – Indagou ele ao notar que o nariz de Gylip estava começando a ficar roxo e mais inchado após a paulada que Ollef lhe deu.
- Vou sobreviver. – Respondeu Gylip apoiando as mãos na cerca da varanda.
- Sinto que deveria dizer algo a eles. – Disse Arleon voltando seu olhar para os dois lobisomens.
-Como assim? - Indagou Gylip.
— Eu matei aquele homem, não sabia que eles reagiriam assim, sinto como se tivesse matado um parente deles. – Respondeu Arleon respirando fundo.
— Ora, converse com eles. – Sugeriu Gylip com simplicidade.
— Mas o que eu diria? “Desculpa aí por ter matado o primo de vocês.” Soa estúpido. – Arleon coçou o topo da cabeça e bufou.
— É, soa estúpido mesmo, mas ainda sim, acredito que eles irão entender, afinal você estava defendendo Lukan também.
— É, e ele salvou Ivoleth.
— Acha que ela irá agradecê-lo? – Indagou Gylip e andou até se apoiar no outro pilar ao lado do caçador.
— Espero me surpreender. – Respondeu Arleon ainda com o olhar distante.
— Você parece conhecê-la melhor do que eu, acha que pode confiar nela? – Perguntou Gylip, mesmo sabendo que essa perguntaria incomodaria o companheiro. Ele o encarou nos olhos esperando a resposta.
— Por que está perguntando isso? – Arleon respondeu com outra pergunta e mirou seu olhar pra Gylip um tanto surpreso com a indagação.
— Ela me pareceu estranha depois da noite com Kimor. – Respondeu o arqueiro ao desviar seu olhar para longe e roçar os dedos na barba rala.
— Estranha como? – Perguntou Arleon preocupado ainda com o olhar em Gylip.
— Arisca. Achei seu comportamento um pouco arredio. – Respondeu ele deslizando novamente os olhos para Arleon tentando decifrá-lo.
— Acha que ele pode ter feito algo a ela? Eu acabaria com... – Vociferou Arleon, mas Gylip o interrompeu antes que terminasse a frase.
“Arleon é uma boa pessoa, mas às vezes parece que não tem nada na cabeça. E esse comportamento impulsivo pode colocar a todos em uma bela encrenca. Preciso prestar mais atenção nisso.”
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O Artefato
AdventureOllef Galgalin é um jovem mago aprendiz, ele foi mandado ao reino de Greenish para investigar boatos sobre um objeto que caiu do céu, no entanto, as coisas podem ser mais complicadas do que ele imaginou, quando ele percebe que não será o único inter...
