Cap. 19 - Os Vampiros de Konungaria e o Reino de Anglarin

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>Foi mais difícil do que pensei escrever esse capítulo, por isso críticas construtivas são sempre bem-vindas, sempre me ajuda \o/

>Ah! Se alguém descobrir pq o travessão as fica e as vezes não, me fala? ^^'

>Agora senta que lá vem a história, espero que gostem, boa leitura! :)
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A manhã finalmente havia chegado, clara e imponente, os tons de amarelo e laranja começavam a manchar o céu azul, dando-lhe uma tonalidade mais clara. O vento gelado agitava as quentes chamas da pira funerária do desconhecido lobisomem errante.

Arleon estava apoiado em um dos pilares da varanda da casa, com os braços cruzados e os olhos fixados ao longe, ele observava ao longe Lukan e Mikelulf ao lado da pira, eles conversavam sobre alguma coisa enquanto encaravam as chamas, o garoto parecia escutar com atenção o que o tio dizia, vez ou outra fazia um sinal positivo com a cabeça. A concentração de Arleon nos dois se cessou por um momento quando Gylip saiu de dentro da casa e se juntou a ele na varanda.

- Como está seu nariz? – Indagou ele ao notar que o nariz de Gylip estava começando a ficar roxo e mais inchado após a paulada que Ollef lhe deu.

- Vou sobreviver. – Respondeu Gylip apoiando as mãos na cerca da varanda.

- Sinto que deveria dizer algo a eles. – Disse Arleon voltando seu olhar para os dois lobisomens.

-Como assim? - Indagou Gylip.

— Eu matei aquele homem, não sabia que eles reagiriam assim, sinto como se tivesse matado um parente deles. – Respondeu Arleon respirando fundo.

— Ora, converse com eles. – Sugeriu Gylip com simplicidade.

— Mas o que eu diria? “Desculpa aí por ter matado o primo de vocês.” Soa estúpido.  – Arleon coçou o topo da cabeça e bufou.

— É, soa estúpido mesmo, mas ainda sim, acredito que eles irão entender, afinal você estava defendendo Lukan também.

— É, e ele salvou Ivoleth. 

— Acha que ela irá agradecê-lo? – Indagou Gylip e andou até se apoiar no outro pilar ao lado do caçador.

— Espero me surpreender. – Respondeu Arleon ainda com o olhar distante.

— Você parece conhecê-la melhor do que eu, acha que pode confiar nela? – Perguntou Gylip, mesmo sabendo que essa perguntaria incomodaria o companheiro. Ele o encarou nos olhos esperando a resposta.

— Por que está perguntando isso? – Arleon respondeu com outra pergunta e mirou seu olhar pra Gylip um tanto surpreso com a indagação.

— Ela me pareceu estranha depois da noite com Kimor. – Respondeu o arqueiro ao desviar seu olhar para longe e roçar os dedos na barba rala.

— Estranha como? – Perguntou Arleon preocupado ainda com o olhar em Gylip.

— Arisca. Achei seu comportamento um pouco arredio. – Respondeu ele deslizando novamente os olhos para Arleon tentando decifrá-lo.

— Acha que ele pode ter feito algo a ela? Eu acabaria com... – Vociferou Arleon, mas Gylip o interrompeu antes que terminasse a frase.

“Arleon é uma boa pessoa, mas às vezes parece que não tem nada na cabeça. E esse comportamento impulsivo pode colocar a todos em uma bela encrenca. Preciso prestar mais atenção nisso.”

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