Capítulo Bônus Aleksander &Diego

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Uma vez que decidiram o plano de ação Aleksander dirigiu-se rapidamente para a porta dos fundos do galpão. Diego posicionou-se na entrada esperando o sinal para agir. Aleksander conseguiu entrar no local sem dificuldade, pois a porta não estava trancada, um pouco emperrada apenas. Concluiu que já devia estar daquela maneira e Leonardo não tinha conhecimento, uma vez que o corredor, longo e estreito, estava repleto de objetos entulhados que dificultavam a passagem. Aleksander começou a remover os entulhos de seu caminho fazendo muito barulho. Essa era uma medida planejada para distrair Leonardo da porta da frente e facilitar a entrada de Diego.

Ao escutar o sinal, Diego preparou-se para entrar. A porta também não estava fechada a chave ou obstruída, um excesso de confiança de Leonardo. Sua entrada fora mais fácil do que o esperado. A porta da frente dava direto no galpão e felizmente havia muitas caixas de madeira empilhadas por todo o local, de forma que ele pode ocultar-se com facilidade no ambiente. Locomoveu-se sem emitir som algum, o que não foi difícil uma vez que havia música ressoando pelo ambiente. Encontrou a melhor posição para observar e intervir no momento certo. Estava a apenas vinte metros de Leonardo, que estava virado de costas para ele, assim como Aleksander havia previsto.

Daniela estava suspensa e muito machucada. Diego fixou o olhar em seu rosto, ela parecia a ponto de desmaiar. Sua expressão era de entrega, como se já não tivesse mais forças para resistir. Desviou sua atenção para o psicopata e percebeu que ele tinha um cassetete em mãos. Vislumbrá-lo quase fez com que Diego perdesse a cabeça e avançasse imediatamente. Precisou se controlar, pois uma reação imprudente poderia levar tudo a perder. Pôde ver mesmo aquela distância, que havia uma arma sobre a mesa que estava próxima ao Leonardo. Diego tinha consciência que teria de atirar nele caso mudasse o plano, pois o outro com certeza sacaria a arma antes que ele pudesse alcançá-lo. Não aquilo era pouco para o desgraçado. Levar um tiro seria quase como conceder-lhe misericórdia. Esse pensamento fez com que ele se acalmasse e esperasse o momento oportuno. Foi então que escutou a voz de Aleksander e dirigiu-se lentamente até onde eles estavam. Leonardo estava distraído e apavorado e ignorou a aproximação de Diego.

Aleksander demorou algum tempo antes de invadir completamente o lugar onde Leonardo mantinha da Daniela cativa. Estava com medo de ver o estado em que ela se encontrava. Em seu íntimo sabia que ao atravessar a soleira que os separava não contemplaria uma cena agradável. Podia sentir o cheiro de sangue sobressaindo-se sobre o odor fétido e pestilento do local. A música de fundo era de um de seus artistas preferidos e isso o mortificou mais ainda. De repente Leonardo se manifestou e ele sabia que essa era sua deixa. Era a hora de encarar o que tanto temia.

A iluminação no lugar era precária, mas havia uma pequena luminária que deixava Daniela em destaque. A cena não poderia ser pior. Estava praticamente nua, suspensa pelos braços e com o corpo repleto de ferimentos, muitos deles ainda sangravam. Uma pequena poça havia se formado debaixo de seus pés, uma mistura de água e sangue. Sentiu seu sangue ferver de ódio tanto de Leonardo quanto dele mesmo. Se ele não houvesse sido tão orgulhoso e estúpido ela não estaria ferida daquela maneira. Se ele tivesse dado mais importância a sua ausência teria chego a tempo de evitar aquele flagelo. Mas aquilo não mais importava.

Aleksander queria correr para ela e tomá-la em seus braços, mas precisou manter a calma, tinha de distrair Leonardo para que Diego o rendesse. Aproximou-se lentamente do psicopata e fez uma força sobre-humana para ignorar a presença dela. Diego não perdeu tempo e Aleksander pôde vê-lo aproximando-se como um predador sobre a presa. Em poucos instantes estava tudo terminado. Diego fez uso da arma de choque para deixar Leonardo inconsciente e no mesmo segundo Aleksander lançou-se até Daniela, tomando-a em seus braços suavemente, tentando não machucá-la ainda mais.

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