A morte

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Flagrei-me no delírio

De sorrir para a vida

-Que há na vida?-

Senão a obscuridade do amor


No limiar das minhas lágrimas

-Turgidamente invernais-

Encontrei um ópio para drogar-me:

Teu sorriso.


E onde o encontrei

Encontrei também angústia

E outros sentimentos nobres.

-Voltei a chorar


Logo pude perceber

Que o âmago de viver

Se encontra no êxtase

Do meu desejo de morrer

Poesia: Para Quem Sabe SofrerOnde histórias criam vida. Descubra agora