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"Sr. Edwards, está tudo pronto para irmos" disse o novo segurança do meu pai.

"Obrigada Zayn, eu vou." disse antes de levar o garfo com comida á sua boca. Ele rapidamente acaba de comer, limpando a sua boca e colocando o pano em cima da mesa. Arrasta a sua cadeira para trás e levanta-se .

"Pai, onde vais?" pergunto um pouco preocupada. Esta conversa foi um pouco estranha, para não dizer assustadora e a voz do meu pai, uma voz neutra, sem qualquer sentimento ou emoção fez-me perceber que algo de bom não vinha aí.

Oh meu Deus! Ele trabalha para o meu pai. Como eu não pensei nisso, como?? O teu pai era a ultima pessoa que eu  pensar.

"Tu sabes que eu não sou assim, Zayn " Ficou pálido, ele não estava à espera que eu me lembrasse, mesmo só tendo o visto uma vez em minha casa, antes de o meu relacionamento com o meu pai acabar. Viro-me para a Dra. "Posso ir a caminhar? Ajuda-me" Pergunto-lhe, assentindo em seguida como resposta.

Coloquei um pé no chão e em seguida o outro, quando me levantei para caminhar, senti-me a cair, mas uns fortes braços seguraram-me não deixando que acontecesse. "É melhor ires na cadeira" disse-me o Zayn, mas não num tom frio.

"Não" Respondo "Eu consigo" Eles os dois agarraram-me um de cada lado e ajudaram-me. Porra, porquê que me está a custar tanto caminhar? Parece que não caminho à anos.

Aos poucos vou ganhando força nas pernas. "Obrigada, mas já me podem largar" Pedi, eles logo largaram-me e deixaram-me caminhar sozinha. Viro-me para os encarar e sorri. "Quando eu terminar os exames não te quero ver aqui, Zayn" Disse com um ar autoritário.

A Dr já estava ao meu lado e continuamos andar "Deves pensar que o mundo gira à tua volta, não?" perguntou o Zayn arrogantemente. Viro me para ele. Mas onde ele quer chegar com isto? Ergo um sombrancelha, não estou a perceber o porquê de ele agir assim.

"Desculpa?"

"Eu estou aqui, não é porque quero" disse-me "Isto foi o trabalho que eu consegui para ajudar a minha família. Nem todas as famílias são ricas como a tua. Eu tenho necessidade de ajudar a minha mãe, se não fosse o trabalho que o teu pai me deu, a minha família estava a passar fome" Disse baixando em seguida a cabeça.

Sinto-me mal, não sabia que ele passava necessidades, mas também os trabalhos que o meu pai lhe dá, são trabalhos sujos.

Não pude deixar de rir. Sei que não devia, mas não dá.

"Estás-te a rir de quê?" Questiona-me furioso. Posso ver no seu olhar que ele não está muito feliz com esta situação.

"E achas que fazer o trabalho sujo do meu pai, é digno de um trabalho, ahn?" Pergunto, parando de sorrir. Ele não responde, o seu corpo fica tenso no que toca ao seu trabalho.

Sei que não estamos sozinhos, mas eu preciso de ter esta conversa. Olhares e mais olhares estão direcionados para nós, para a nossa pequena discussão.

Revenge ✮ hesHistórias para pegar e não largar. Descubra agora