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"'Cause baby, now we've got bad blood
You know it used to be mad love
So take a look what you've done
Cause baby, now we've got bad blood, hey"

Estou há mais de 2h á espera, para fazer a merda de uma entrevista e já estou com os nervos à flor da pele.

Estou completamente hiper-mega assustada, com receio que algo corra mal.

Cada vez que a Katherine vem e chama umas das outras raparigas, que se encontram ao meu lado, ela olha-me de alto a baixo, como se fosse uma pessoa de outro mundo. Ai que nervos! Só me apetece chegar à sua beira e arrancar-lhe o cabelo a cabelo, ou então esperar e fazer o mesmo que ela me fez.

Ela usou-me, tal e qual o que lhe vou fazer.

Não sou pessoa de guardar ressentimento, mas quero vê-la sofrer. Quero tirar-lhes tudo. Tudo o que já foi e é meu.

Passou mais meia hora, ainda me encontro sentada à espera. Sai do escritório a Katherine e outra rapariga. Kate olha-me novamente. Se calhar descobriu! Alertou o meu subconsciente. Nego mentalmente. Ela não é burra, mas não penso que ela não irá lembrar-se de mim, não tão cedo.

“Susan” Guinchou Katherine, cumprimentando a morena que acabou de chegar. “Entra o Harry está à tua espera” sorriu.

O quê? Estou aqui à mais de 2h e esta chega e entra logo?? Ai isso que não caralho! O meu receio transformou-se em raiva. O medo que eu tinha de o encarar foi-se. Estou completamente passada com a Kate. Vaca, Víbora, ai que nervos!!

Levanto-me e caminho em direção ao escritório. “Desculpe, não pode entrar” falou Kate.

Ignorei-a. Abri a porta do escritório. De imediato, tenho o seu olhar em mim. O meu corpo treme com o seu olhar. Aquele verde-esmeralda, o verde claro já não existe, agora é um verde escuro, sem brilho.  

Voltei com o nervosismo e medo!

“Que faz aqui?” perguntou

“Amor, desculpa ela está de saída” falou Kate entrando na sala. ‘Amor desculpa’ que raiva. Quem pensa que ela é?? Foda-se ele era meu, não dela.

“Não estou, não” Falo, encarando o Harry. Não sei onde ganhei tanta para lhe responder.  

Estás a ir bem! Vangloria-me o meu subconsciente. O inicio não começou bem, mas acredito que tudo irá correr bem para o meu lado. Sorriu mentalmente.

“Eu vim para a entrevista…”

“Não faz o tipo, pode ir” praticamente ele está-me a pôr fora, mas não irei desistir tão cedo, não agora que ganhei coragem para continuar esta vingança, que conclusivamente não irá acabar bem, eu sei que não.

“Então diga-me qual é o seu tipo?” pergunto, olhando-o profundamente. Não interessa o quão constrangedor possa ser. “Oh espere, são mamudas cheia de silicone nas mamas, cheias de maquilhagem naqueles focinhos todos injetados de botox, é isso? São todas que passaram aqui que faz o seu tipo?” Acabo por desviar o meu olhar, quando os nossos olhares se encontram.

Revenge ✮ hesOnde histórias criam vida. Descubra agora