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Estou a um passo de mudar a minha vida. Não sei o que fazer... os nervos consome o meu corpo todo, lágrimas estão prestes a cair, os meus pensamentos estão bloqueados. Simplesmente bloqueei, estou sem reação.

Sou acordada por uma cadeira a ser arrastada para trás. Foi ela. Deve de estar farta de esperar por mim. Pegou na sua mala que estava em cima de outra cadeira e levantou-se, pronta para ir embora.

Fogo! Seja o que Deus quiser. "Gemma?" A minha voz saio como um sussurro, mas sei que ela ouviu. Logo de imediato ela vira-se encarando me. A sua mao vazia vai direta a sua boca, que faz um perfeito 'O'.

"Gé, eu---" Sou interrompida "oh meu deus" As suas lágrimas caem pelo seu rosto e não me contenho e choro.

Sinto uns braços à minha volta. É ela. Deixamos​ nos estar ali, abraçadas sem nos importarmos com as pessoas á nossa volta.

"Como é possivel?" Pergunta em choque, largando-me. "Vamos nos sentar?"Pergunto e ela assente. Sentamo-nos na mesa onde ela estava ainda à pouco.

"Sei que deves ter muitas perguntas para me fazeres e eu responder-te-ei" disse

"Sim tenho... Fogo estou em choque" disse rindo "Não que não seja bom ver-te mas.... ai Carago" Ri-me do embaraço dela.

"Calma Gem" disse colocando a minha mão sobre a dela "Eu estou mesmo aqui" disse acalmando-a.

"Está tudo bem?" Pergunta "Sinto-me tao mal... a culpa do acidente foi minha, não te devia ter ligado" Lágrimas caiam pelo seu belo rosto.

"O quê que estás para dizer? A culpa não foi tua, babe. Eu tive culpa, se não fugisse dos problemas eu não tinha tido o acidente. Não te culpes por isso. Foi minha a culpa." Aperto a sua mao. "Nunca mais te quero a ouvir dizer isso, nunca mais. Ouviste?" Ela assentiu "Acho bem"

"Ai ainda não acredito que estás aqui!" Limpou as suas lágrimas "Pensava que estavas morta..." baixou a cabeça "Quer dizer toda a gente pensa isso lá em Londres"

Isso significa que ele, pensa que morri?  Foi essa a desculpa que o meu pai deu para o afastar?

"Talvez seja melhor assim, Gemma preciso da tua ajuda. Se não me quiseres ajudar eu compreendo, mas primeiro tens perguntas para me fazer ou eu posso contar?" Pergunto. Estamos como nos velhos tempo, quando ligavamos uma à outra para contar uma grande novidade. Desde que conheci a Gemma tive logo uma grande ligação com ela o que fez com que o Harry ficasse cheio de ciúmes.

"Harry, o que irá achar a tua família?" Perguntei nervosa "Em relação ao quê bebé?"

"Em relação a mim, parvo!" digo-lhe.

"Vão achar que és burra por estares comigo, depois de saberes como eu sou, tu estas aqui, comigo"

"Oh" digo. Eu estou nervosa, mas ele faz-se de durão, mas não consegue esconder o nervosismo. "Quero que sejas tu mesma, elas vão amar-te como eu... quer dizer é diferente o 'amar-te'" coçou o seu pescoço, podendo o ver envergonhado.

Sinto o carro a parar. Com aquela conversa consegui me acalmar um pouco, mas quando o vejo a chegar ao meu lado e agarrar-me a mao para caminharmos para a porta o meu coração para, eu paro naquele instante. Ele olha-me confuso, mas logo dá uma gargalhada. Puxa-me para si e beija-me. Um beijo lento e calma, mas cheio de sentimentos.

"Se elas não gostarem de ti é porque são parvas e NÃO são elas que tem de gostar de ti, sou eu" Beija me e pude sentir um sorriso a formar-se nos seus lábios.

"Oin que fofos mom" olhamos para a porta da casa do Harry e vimos duas mulheres. Logo me larguei dele envergonhada.

"A serio? Não podiam ter esperado? Ela já está nervosa, com vocês ai a verem o espetáculo ela fica pior" Harry disse.

"Harold!" Corei. Fogo este rapaz só me envergonha. "Vivian!" Repreendeu-me. "Vamos para dentro" colocou a sua mao nas minhas costas e guiou-me até a porta, onde se encontravam as outras duas mulheres da sua vida.

Revenge ✮ hesOnde histórias criam vida. Descubra agora