Capítulo 25

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[NARRADOR ONISCIENTE ON]

Um mês se passa como o voar de um pássaro. Nessa temporada, Jughead teve o privilégio de traçar um plano para resolver seus problemas familiares. A solução teórica era fácil, porém na prática... O garoto teria de enfrentar alguns desafios.

Seu único foco era em sua mãe e irmã, o pobre do pai ficou em segundo plano. Embora qualquer pessoa digna de um pensamento lógico tivesse a mesma atitude, não opõe o fato das condições terríveis em que FP se encontrava.

Enquanto o moreno começava a fotografar coisas sem sentido tentando encontrar um significado, sua namorada se arrumava para o primeiro dia de terapia em grupo.

- Pronta para hoje?

- Um pouco inquieta. - Respondia a garota de cabelos louros à sua mãe preocupada e desgostosa por terminar seu divórcio recentemente.

- Tudo vai dar certo. Eu tenho certeza. - As duas se abraçam.


Meia hora depois o beijo entre mãe e filha alertava Betty de que ficaria sozinha no meio de pessoas desconhecidas mais uma vez. Parte dela acredita que é ótimo fazer novas amizades, e a outra prefere não se manifestar e nem alterar sua zona de conforto.

Ao entrar, era possível visualizar a longitude entre cada pessoa de modo físico, entretanto a ansiedade era a cola que unia os indivíduos ali presentes.

Longos minutos se passavam, mas Betty não se entediava. A garota gostava de ver que não era a única que tinha como seu maior inimigo os próprios pensamentos.

- Minha ansiedade é composta pelos ataques de pânico e muitas vezes me impediram de fazer certas coisas, porém isso aconteceu quando era mais nova. Ela teve um "intervalo" e voltou para me assombrar recentemente. Geralmente as crises acontecem quando muitas situações se acarretam nas minhas costas e fico estressada, então começo a chorar compulsivamente, sentir falta de ar... E uma das piores coisas é o medo constante de morrer. Agora que estou entrando na vida adulta não posso deixá-la de lado, preciso controlá-la. Por isso estou aqui.

Seus pensamentos eram sediados no relacionamento atual com Jughead e com sua mãe, que se estudassem a origem poderiam perceber que tinham um grau de conturbação - assim como o de qualquer pessoa normal.

Digo, como poderia namorar sendo que não consegue controlar seus próprios sentidos? Como poderia amar em meio a tantos sentimentos que confundia com o amor? Como poderia amar sem saber o o que é amar?

✧ • ✧ • ✧

- Como foi? Gostou? - Alice questiona.

- Sim. Mal posso esperar a próxima sessão.

- Conte-me mais detalhes. Também tenho uma notícia ótima.

- Bom, nos influenciaram a tomar certas atitudes para não nos sentirmos sufocados, entende? Como fazer atividades físicas que você goste, ou qualquer outra atividade por exemplo escrever; e tentar ao máximo ficar no meio entre família e amigos. Algo que eu já faço, sempre ignoro a vontade de deteriorar no meu quarto. Fiquei meio desconfortável hoje... Havia um garoto me olhando a todo momento.

- Uuh, e ele é bonito?

- Um gato. - Ela responde como se estivesse falando com uma amiga qualquer, talvez a felicidade esbanjada no rosto de sua mãe de ver sua filha progredindo, reconhecia que para uma melhor relação precisariam ter conversas mais abertas. - Mas, sabe, eu amo Jughead. Ou algo semelhante ao amor.

Tenha calma - BugheadOnde histórias criam vida. Descubra agora