#10 Descobertas na Visita ao Planeta Verde

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Dentro da nave Reina, 17 traçou uma rota rapidamente e explicou:

- Oberon é um planeta constituído por 3 continentes e um Oceano. Ao Oeste temos o Continente Maior com 11 Distritos ou Cidades. A Este encontramos o Continente Menor com 5 Distritos e por fim, o Continente Capital Solar que é um só Distrito, o dos Guerreiros e da Realeza. Cada distrito tem a sua especialidade na sociedade Oberiana, todos contribuem para estarmos em paz. Cada Distrito é representado por uma cor e podem ver de onde somos pelas cores presentes nas vestimentas. Araceli achou aquilo muito engraçado e observou-o com atenção:

- Verde e Roxo são as cores do Distrito dos Guerreiros. Assim é com a tua vestimenta e com as luzes dos teus sapatos.

- Exato. Tens belos olhos, Araceli. - Sorriu ele ao piscar o olho.

- Não queres antes dizer que ela tem olhos perspicazes? - Disse um rapaz com ar aborrecido.

17 ignorou-o:

- Preparados para verem Oberon de outra forma?

A nave afastou-se rapidamente do planeta e assim puderam ver os Continentes que rodopiavam lentamente sobre a superfície de Oberon. Era uma visão linda. Araceli estava muito admirada com o verde perfeito do planeta e sentiu 17 dar-lhe a mão discretamente. Ela olhou para as mãos deles, juntas de maneira tão perfeita! Entrelaçou os dedos nos dele e perguntou:

- Fazes isto muitas vezes?

- É a primeira vez que dou a mão a uma miúda, na verdade. - Corou ele.

- Eu perguntei se vens ver Oberon na tua nave muitas vezes?

Ele corou mais e assentiu com a cabeça.

- Aposto que o teu planeta é ainda mais bonito. - Sussurrou ele.

- É azul acinzentado devido à poluição. Mas... costumava ser muito azul segundo dizem.

- Gosto mais de verde. - Disse ele junto à orelha dela – Principalmente o verde dos teus olhos.

- Prometeste que não namoriscavas comigo. - Ralhou ela com um sorriso tímido.

- O passeio era para nós dois, quando convidaste todos deixaste de ter as mesmas condições no nosso contrato. - 17 parecia divertido.

Araceli franziu o sobrolho ao ver que no pulso dele agora via mais uma letra do nome dele.

- Que foi? - Perguntou ele ao ver que a jovem não tinha respondido ao desafio dele.

- Ry... Vejo duas letras. - Anunciou ela desconfortável. - Temos de parar de fazer isto. Quando for para a Terra, vais ficar...

- Não fales nisso, por favor. - 17 acariciou a bochecha dela e isso chamou a atenção de algumas alunas.

- Que sorte! A Araceli já pescou um Oberiano! - Ouviram.

A rapariga afastou-se de 17 e rapidamente foi para perto da janela mais ampla da nave. Essa janela ficava na parte contrária à imagem do planeta verde. Havia apenas um grande vazio, a Terra não se via, mas Araceli sabia que ficava naquela direção. 17 voltou a estar junto à sua escolhida:

- Desculpa. Não queria dar nas vistas...

- Não há problema. Sonhaste comigo? - Araceli não sabia porque tinha perguntado aquilo e estava zangada consigo mesma.

- Sim. - Admitiu ele sem tirar o olhar sobre ela. - Quase nos beijámos. E estavas muito querida com o pijama dos cupcakes.

Araceli franziu o sobrolho:

- Pijama dos cupcakes?

- Sim. Eu fui visitar-te ao teu quarto, abriste as cortinas e... ficaste a observar-me com olhos sonhadores. Acho que estavas a topar que eu sou um sonho de miúdo! - Riu ele.

Ela não disse nada, mas achava que ambos tinham tido o mesmo sonho! Exatamente igual...Ele continuou:

- Eu entrei no quarto e quase nos beijámos. Parecia que estavas zangada comigo, mas... acho que querias aquele beijo tanto quanto eu. Fechaste os olhos! Estavas mesmo preparada!

- Eu... não queria o beijo. Apenas... - Calou-se, ele não podia saber que o sonho era igual.

Ele franziu o sobrolho:

- Eu estava no sonho! Eu sei que fechaste os olhos e só não nos beijámos porque começaste a fazer um discurso inspirador sobre como éramos perfeitos um para o outro! E que eu podia correr, fugir ou esconder-me... mas irias ser sempre minha.

- Eu não fiz tal coisa. Tu é que disseste isso...

- Como sabes? - 17 sorriu satisfeito por saber que ela tinha sonhado o mesmo.

- Eu duvido que isso tenha acontecido. Nunca faria isso, nem nos teus sonhos. - Justificou ela.

- Meninos, podemos voltar a Oberon? Estamos a ficar com fome. - Sorriu a professora Jules.

17 assim o fez, pousou a nave em alguns minutos e todos foram felizes para um restaurante muito popular na Capital Solar. Antes que Araceli saísse da nave, 17 levantou voo e "raptou" a jovem. Levou-a até à praia e mandou-a para o Oceano Nautilis. Ela voltou à superfície zangada:

- Que fizeste? Estou encharcada! E podia não saber nadar!

Ajudou-a a subir de novo para a nave e ela enrolou-se numa toalha. Tremia de frio e 17 pegou-lhe no pulso e sorriu ao ver o que desconfiava.

- Eu sabia!

Araceli ficou confusa ao ver os números "16.99" no seu pulso e brilhavam junto ao seu nome próprio.

- Não pode ser! - Ela estava chocada.

- E és uma 99. Isso... é perfeito!

- É?

- Sim, normalmente as últimas jovens a nascer numa família são prometidas em casamento à...

- Não. Não quero saber! Eu sou da Terra. Cresci e vivi toda a vida ali. Não vais contar isto a ninguém, ouviste?

- Porque não? Talvez haja hipótese de ficarmos juntos.

- Não quero ficar contigo, 17.

Ele pareceu ficar magoado. Afastou-se um pouco e voltou a pegar no pulso dela chateado:

- Porque me mentes?

- Não estou a mentir!

- Mesmo? Porque este coração minúsculo junto ao teu nome diz o contrário! Estás com o Amor Mickritiano. E eu sei quem é o teu escolhido! Sou eu... Tivemos o mesmo sonho. Sabias os detalhes do que eu tinha sonhado. Não vale a pena negares. Além de que quase sabes o meu nome sem eu nunca to ter dito.

- Eu não sei o teu nome. Por favor, leva-me de volta ao meu quarto. Por favor.

As lágrimas de Araceli magoavam o coração dele e contrariado, levou a jovem que amava até ao corredor dos dormitórios.

- Obrigada pelo passeio. E suplico que não digas isto a ninguém, por favor.

Correu até ao quarto e 17 ficou a observá-la com tristeza no olhar.

*****

Que significa tudo isto? Será que Araceli é mesmo de Oberon?? ;)

17.17 (Concluído)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora