Acordei com o toque do despertador, toquei no botão OFF e fiquei na cama mais um pouco, tinha tido uma noite muito má o nervosismo tomou conta de mim, completamente.
O domingo passou muito rápido, num minuto estava a preparar tudo para o primeiro dia de trabalho, e no outro minuto já tinha que ir dormir porque amanhã era o primeiro dia de trabalho.
Antes de adormeçer, pensei em tudo até ao mais pequeno pormenor, desde a maquiagem, até à roupa, passando pela roupa interior, se queria estar bem tinha que pensar em tudo.
Estava com dores no estômago, sabia que a culpa era do nervosismo, era muita coisa ao mesmo tempo, a empresa intimidava-me e as condições em que ia ser posta intimidavam-me ainda mais, estava eufórica e mal podia esperar, mas também tinha medo de fazer asneira.
Já para não falar da minha suspeita de ter tido um pequeno encontro com o meu patrão.
Tinha que ir trabalhar dentro de uma uma hora e meia, mas no entanto o cansaço falava mais alto. estava ali debaixo dos cobertores no meu mundo perfeito e isolado, tinha a perfeita noção de que não estava preparada para enfrentar o mundo real e o mundo dos negócios.
Já conseguia ouvir Alyssa no quarto ao lado a andar de um lado para o outro, ela também começava a trabalhar hoje numa empresa que ficava a quatro quarteirões da minha, isso dava-me conforto porque sabia que nós iríamos encontrar muitas vezes para almoçar, e teria sempre o apoio dela.
Apercebi-me de que o tempo estava a passar e teria que me preparar, não queria chegar atrasada de jeito nenhum, levantei-me usando a pouco energia que tinha, e fui para a casa de banho tomar duche e preparar-me.
Não tinha fome fui apenas à cozinha preparar café e levei a caneca para o quarto, sentei-me na cama a beber o meu café enquanto olhava para a roupa que estava pendurada na porta, meu deus eu ia vestir aquilo, eu rezava mentalmente para que ficasse bem.
Fui escovar os dentes, fiz um coque clássico no cabelo e fui tratar da maquiagem, apostei numa maquiagem leve tal como fizera na entrevista, ia preparar me para me vestir quando Aly entrou pelo quarto que nem um furacão.
"Ainda estás assim? Já chamei o táxi, tens 15 minutos!"
Ela já estava pronta, estava perfeita, o look empresarial caia-lhe que nem uma luva, iria ver se teria a mesma sorte.
"Já vou, só falta vestir-me, ajudas-me com o zíper?"
Entrei no vestido bege que comprara no sábado, e virei-me para que Aly fechasse o zíper.
"Pronto, espero por ti lá fora."
Olhei me ao espelho, estava irreconhecível, não era eu que estava naquele reflexo, o vestido revelava curvas que nem eu sabia que tinha, e o decote favorecia-me imenso.
Aliás o decote estava tão bem que decidi que hoje o meu plano era baixar-me quantas vezes fosse possível em frente às câmeras, nunca pensei assim, o meu lado promíscuo nunca havia acordado, nunca havia explorado o meu corpo e infelizmente o único homem que tive, também não soube fazê-lo.
Calcei os sapatos e girei nos calcanhares.
"Perfeito." pensei eu.
Estremeci ao pensar nele, Liam, será que aquele homem era mesmo ele, tinha que estar preparada para trabalhar naquela empresa, e para perceber que não o veria, também olhando bem para mim, não sei onde estava com a cabeça quando achei que um bilionário iria querer algo comigo.
A horrível e insegura Emily Sloan.
Sorri ao olhar para as rosas que estavam em cima da mesinha, eram lindas, senti uma ponta de ciúmes ao pensar que aquilo era um presente da empresa e não dele, e que todas as empregadas já haviam recebido também.
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Luxúria Submissiva
Romansa1 Edição 2014 Copyright© Mónica Ponte Emily Sloan é a típica rapariga comum, recém formada em Administração. A sua ida para Nova York foi marcada por uma relação abusiva que deixou marcas permanentes. Emily teve direito a uma segunda oportunidade...
