Parte 5

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Chegaram ao Castelo logo antes do anoitecer. Hemsworth estava preocupado e esperava ali na entrada. Deixamos os cavalos nos estábulos e caminhamos ate o loiro que parecia bravo.
- Cara brava é fome, Sir Hemsworth. – ela brincou fazendo Chris fazer uma careta.
- Muito engraçado senhorita. – ele revirou os olhos. – Estava a ponto de mandar a cavalaria atrás de vocês dois!
- Não é pra tanto amigo! – Thomas riu e passou pelo loiro batendo no seu ombro. – Você podia guardar essa preocupação para a minha amada prima, não para nós.
- Do que esta falando? – Hemsworth corou feito um tomate.
- Vai me dizer que não percebeu? – Wanessa o olhou enquanto caminhavam. – Ela te olha como se fosse pular para cima de você.
- Não entendi.
- Meu Deus? É a cor dos seus cabelos, Hemsworth? – Thomas o provocou. – Ouvi dizer  por ai que pessoas loiras são desprovidas de neurônios.
Wanessa riu.
- Thomas... – ela ralhou, mas não aguentou e caiu no riso.
- Estão falando coisas sem sentido. – Chris resmungou e se afastou.
- Tadinho, é pior que eu imaginava. – Wanessa suspirou e olhou o loiro se afastar. – Vamos ter que ajuda-los.
- O que tem em mente? – Thomas perguntou.
- Vou pensar e depois te falo. – ela lhe da um selinho e sai correndo.

Wanessa estava com Jaimie conversando nos jardins do Castelo. Percebeu que a moça estava meio triste.
- Ei Jaimie.. o que foi?
- Eu sou tão estranha Wanessa.
- Como assim?
- Chris.. digo.. Sir Hemsworth. – ela cora ao falar o nome do loiro. – Ele mal olha pra mim. Ultimamente ele não fica no mesmo ambiente que eu. Quando chego ele sai. Quando eu saio, ele aparece. Como se ele estivesse fugindo de mim. Como se ele não aguentasse ficar no mesmo ambiente que estou.
“Ah, seu cabeça duraa!” Wanessa pensou com raiva. – Claro que não amiga! Você é encantadora, bonita, engraçada.... para de dizer besteiras. Talvez ele esteja te evitando pelo mesmo motivo.
- Ah, não acredito nisso. Eu sou um Lady tão sem graça.
- Para de falar isso, senão te jogo no poço! Eu também me achava assim..
- Ah ta.. acredito. Você é tão segura de si. Não se comporta como as outras mulheres. Você chama a atenção dos homens por ai. Só não é tão nítido assim, pq já perceberam o quanto meu primo esta interessado em você. Senão ele já tinha matado todos os homens do Reino.
- Sério, eu não me achava assim. Passei um tempo escutando que nunca ninguém me amaria pq era diferente das outras garotas, mesmo sendo educada pra tal. Meu lado moleque era mais aflorado. Eu adorava fazer batalhas com os meninos de onde eu vim, enquanto as outras meninas ficavam sonhando em casar e ter filhos e ser boas donas de casa. Eu me aventurava... Adorava cavalgar com meu pai pelas planícies... Ele era um pai maravilhoso.
- Sente muita falta dele não é? – Jaimie a olhou tristemente
Wanessa fez que sim.
- Você nasceu pra ser Rainha. Você tem força e bravura pra isso.
- Até parece. – Wanessa riu. – Nunca iria ficar bem com vestidos cheios de rendas e uma coroa. E sei que o Conselho Real nunca permitiria um casamento assim. Entre uma simples mulher como eu e o Rei.
- Meu primo é teimoso. E ele te ama. Então essa de Conselho não permitir é uma coisa que ele não seguiria.
- E se não der certo? E forçarem ele a ficar com outra pessoa? Sei que eles tem aliados em outros Reinos... vai que escolhem a filha princesinha de alguém por lá. Não aguentaria ver ele com outra pessoa, não depois do que passamos.
- Wanessa. – Jaimie suspirou. – Qual a parte do “ele te ama” que você não entendeu? O casamento dos meus tios, os pais do Thomas, foi assim. Meu tio contava com orgulho o quanto batia o pé que se não fosse casar com a minha tia, ele não casaria. E como meu primo puxou o temperamento do pai... e o Conselho agora só da conselhos de guerra. Ainda quero você vestida de noiva.
- E eu quero você junto com seu amado também.
- Seria um sonho.

- Meu deus Chris! Como você é idiota!
- Não fale assim comigo!
- Acabei de escutar da sua boca que você ama a minha prima, e você não vai fazer nada?
- Eu posso gostar dela, mas e ela? Porque ela se interessaria por mim? Eu não sou ninguém Thomas! E ela é uma Lady, e sua prima!
Thomas passou a mão pelo rosto sem paciência.
- Você é meu amigo a anos Chris... mas as vezes você é tão burro que eu não me aguento! – ele ri. – Você me enche de conselhos... esfregou na minha cara o quanto eu amo a Wanessa mesmo eu tentando negar a todo custo, é um ótimo estrategista, mas quando é a  própria vida amorosa, é um completo pateta!
- É o dia de esculachar a minha pessoa é?
- Apenas te alertando. Minha adorável prima, esta na sua... mas você a repelindo achando que ela não esta interessada, vai acabar a afastando... e ela vai acabar achando outra pessoa. – Tom olhou bem para a cara séria do amigo. – é isso que você quer? Ver ela nos braços de outro homem? Ver o quanto ela ficaria feliz ali... com outro homem do lado dela? Pois era o mesmo que pensava quando a Wanessa não me perdoou no começo... eu pensava isso quase todos os dias! De que ela poderia encontrar outra pessoa que não fosse eu. E não sabe a angustia que sentia.
Chris abaixou a cabeça.
- Pense sobre isso, meu amigo. Pense bem.
- Você tem tanta certeza disso Thomas. – Chris não o olhou.
- Claro que tenho, pq eu observo as coisas. E  Wanessa percebeu isso também. Então por favor... – Hemsworth olhou. - faça um favor pra si mesmo, e vá falar com ela. Só quero ver vocês dois felizes. – e ele apontou o dedo pra ele. – Mas se você fizer ela sofrer, eu arranco a sua cabeça.
- Wow... – ele levantou as mãos. – Tudo bem.

- Podemos arrumar um jantar.. ou ir pra algum lugar.... deixando eles sozinhos..
- Isso pode ajudar... – Thomas pensou. – Talvez na taverna...
- Hmmm... interessante. – ela sorriu. – Vou convidar Jaimie pra ir lá comigo tomar algumas bebidas... ai você leva o Chris.... dai resolvemos o que fazer.. Se deixamos os dois sozinhos, se ficamos juntos com eles.
- Minha namorada é muito inteligente. – ele a puxa para um beijo.
- Não viu nada ainda, meu querido! – sorriu e retribuiu o beijo.
O beijo ali foi ficando quente. Na verdade a alguns dias tudo entre eles estava começando aquecer. Thomas a cada oportunidade a beijava em cada canto que encontrava. E agora não foi diferente.
A garota gemeu quando foi imprensada ao lado de uma coluna na parede, enquanto a atacava com beijos profundos.
Era virgem, mas não era inocente. Sabia de praticamente tudo.  Ele estava alisando a cintura dela e deslizou os lábios para chupar o  pescoço, mas se afastou logo depois. Ele estava com a respiração ofegante, e encostou a testa na dela.
- Você é tão perfeita. – ele soltou um suspiro longo. – Mas preciso me controlar. Mesmo que a vontade que eu tenha seja te jogar na minha cama e te fazer gritar meu nome.
“Ai, esse homem ainda vai me enlouquecer.” Wanessa pensou.
- Mas vamos nos focar nos nossos amigos primeiro. – ele lhe da um beijo delicado e a puxou para continuarem a caminhar.

- Será que vai ser uma boa Wanessa? – perguntou Jaimie enquanto caminhávamos pelas ruelas. Não era tarde, mas o movimento ali estava menor. Normalmente haviam tendas, muitas gentes andando. Havíamos marcado uma saída para a Taverna do Sven. Era um local muito bom para conversar. Não parecia em nada os locais que tinha se acostumado. O dono era um senhor muito gentil.
- Tá tudo bem. – lhe puxo para entrar no local. Haviam cadeiras espalhadas. Algumas poucas pessoas se encontravam ali. Sven o dono da Taverna já veio falar com elas.
- Ladys... – o senhor já se inclinava e as levaram para uma mesa com 4 cadeiras. – Alguma coisa para beberem? Estou acabando de fazer umas tortas de carne.. se quiserem depois trago um pedaço pra vocês!
- Queria um copo de cerveja Sven. – Wanessa pediu.
- Queria um vinho. – Jaimie falou envergonhada.
- A senhorita vai adorar o vinho. – Sven se afastou, depois trouxe um copo para Wanessa e a taça de vinho para Jaimie.
- E ai amiga? – Wanessa pousou o copo na mesa. – Como anda o coração?
- Ahhh, na mesma. – ela suspirou. – Sabe que agora ele está mais educado comigo... ele me cumprimenta.... mesmo achando que só por educação.
Wanessa revirou os olhos e tomou a sua cerveja.
- Você não sabe de nada Lady Jaimie Alexander Hiddleston. – ela riu. – E seus pais? Quando voltam?
- Ah, eles devem estar em alguma viagem por ai. Eles adoram sair por ai viajando. Namorando... vão demorar dessa vez pelo jeito. Meu pai não é nada parecido com o pai do Tom, mesmo sendo irmãos.
- A mãe dele era linda.
- Era mesmo. Me lembro pouco dela.
- Mas pelo menos vamos poder ter mais tempo juntas.. eu te dando conselhos...
Jaimie riu.
- Eles sempre viajam. E  acabo quase sempre por aqui. Eu nem ne importo.
- Sei que não. – Wanessa pisca para a amiga que cora.
Todo o recinto se cala, Jaimie cora ainda mais percebendo quem havia entrado por ali.
- Wanessa, o que eles estão fazendo aqui?
Ela olhou e deu de ombros.
- Para beber. – Wanessa riu. – Até o Rei precisa de alguma folga.
Thomas e Chris se aproximaram da mesa delas.
- Olá senhoritas. – Thomas sorriu. – Podemos sentar?
- Claro senhor. – Wanessa sorriu e ambos sentaram. Thomas logo foi sentando ao lado dela, deixando só a cadeira ao lado de Jaimie vago, sendo que Chris sentou ali.
- Boa noite Lady Jaimie. – Chris pegou a mão dela e a beijou, fazendo-a corar envergonhada.
- Olá Sir. – ela sorriu.
Wanessa tomou a sua cerveja, e esperou Thomas tomar a dele e logo se levantaram.
- Onde vocês vão? – perguntou Jaimie fazendo uma cara para Wanessa. Já tinha notado ali qual era o plano deles.
- Lembrei de algo que tenho que fazer. – Wanessa disse.
Thomas se aproximou do amigo que ia levantar, mas o impediu.
- A noite é de vocês. – ele disse baixinho. – Aproveite, mas lembre do que falei Hemsworth.
- Claro amigo. – ele riu sem jeito. – Gostaria de mais um vinho senhorita?
Jaimie nem havia se tocado que havia tomado o conteúdo da taça de um gole só.
- Ah, claro. – ela sorriu tímida, mas olhou para Wanessa com uma cara de “Você me paga depois”.
- Comportem-se. – ela piscou para a amiga e saiu acompanhando Thomas.

- Se eles não se acertarem agora, não sei mais o que fazer. – Wanessa riu, enquanto caminhavam de mãos dadas.
- Eu lavo minhas mãos. Só falta fazer um algo escrito “Dá pra vocês resolverem isso logo, por favor?. SE BEIJEM!” e esfregar na cara deles.
- Mas no caso de Hemsworth ele ainda ia perguntar: Do que vocês estão falando?
Thomas riu. Ele tinha um sorriso tão perfeito e contagiante.
- Você tem um sorriso tão lindo. Fica ainda mais jovem. – ela diz apaixonada. Haviam chegado perto do seu quarto, ele parou e olhou para ela.
- Você me faz assim. – ele comenta lambendo os lábios e a puxou para um beijo. O corredor estava pouco iluminado, algumas velas já haviam sido apagadas. Ela foi mais ousada e o puxou, acabando se encostando na parede com ele apertando-a ali.
- Wanessa, por favor... – ele soltou um gemido enquanto ela lhe beijava nem dando atenção para nada.
- Só quero te sentir perto de mim... – ela passa os braços e o faz colar mais o corpo no dela. Tom segura no pescoço dela, agarrando ali, mas não com força e afasta o rosto.
- Garota, você está me enlouquecendo. – seu polegar alisa seu queixo e a outra mão vai deslizando pelo corpo dela para a cintura e vai subindo o vestido. Wanessa não perde tempo e enlaça uma das pernas na cintura dele. Tom foi passando a mão pela coxa dela que agora estava exposta por causa da saia do vestido que ele havia erguido, e ia subindo cada vez mais.
Ela não  conseguia falar nada, só gemia ainda mais. Tom passava a língua pelo pescoço, e indo em direção ao ouvido:
- Esta gostando, my lady?
- Oh, sim! – ela ofega, sentindo a mão dele contornar o tecido da sua roupa de baixo.
- Posso usar meus dedos aqui? – ele pergunta, agora mordendo sua orelha.
- Pode, você pode tudo, meu Rei. – ela não se importava que estavam em um corredor, que qualquer um pudesse encontra-los. Só queria sentir os dedos dele. A mão de Thomas passou bunda dela, por dentro da calcinha e foi indo pra vagina... tudo muito lento, enfiando um dedo, para a garota ir se acostumando com a invasão.
- Nossa.. você está muito molhada. – ele geme olhando para o rosto dela enquanto fazia o dedo entrar e sair, percebendo que as pernas delas estavam bambas. – Meu dedo entra tão facil...
- Ahhhhh, Thomas. – ela fecha os olhos e solta um gemido abafado, pois estava mordendo os lábios, não queria ninguém escutando, mas sua mão desliza pela roupa dele, pelo casaco de couro e apalpa o pênis duro dele por cima da calça, mas ele tira a mão dela dali.
- Shhhh! Fique quietinha. – ele leva as mãos dela sob a cabeça, e prende ali na parede com uma mão só. – Vou fazer você vir nos meus dedos. – ele falava baixinho só pra ela escutar. – Diz que quer isso... diz que quer meus dedos em você... que quer eles bem fundo... que quer gozar neles!
- Ahhh, eu quero!
Nessa altura não se importavam mais, ambos gemiam mais alto. Wanessa sentiu agora dois dedos  a invadindo em seguida. Sentiu um pouco de dor, mas não se importou. Tom colou os lábios no dela e  lhe beijou, abafando os gemidos. O polegar lhe esfregava no clitóris. Aquilo foi a melhor sensação que sentira. O movimento dos dedos entrando e saindo cada vez mais rápido. Acabou gozando e gemendo na boca dele.
Recuperaram a respiração e Thomas retirou os dedos dela e baixou a perna que estava na sua cintura, arrumando o vestido.
Levou os dedos aos lábios, quase a fazendo cair ali.
- Hummmm. – ele fez chupando os próprios dedos. -  Seu gosto é delicioso.
- Quer me matar é? – ela lambeu os lábios.
Ele riu e a beijou, fazendo-a sentir o próprio gosto ali.
- Melhor irmos dormir. – ele se afasta e abre a porta do quarto dela. – Tenha uma ótima noite, Wan.
- Eu já tive. – ela sorriu e o beijou antes de entrar pela porta. – Boa noite, Tom.
Entrou no quarto e fechou a porta.
se encostou ali e fechou os olhos. Ainda com as pernas bambas e se sentindo melada. Dormiu como depois dessa loucura.?

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