Capítulo 2 ☘

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[...]

Lindsay: amiga, calma, respira fundo.
Assim eu fiz.

Tessa: e agora? - estalo alguns dedos.

Lindsay: vai falar com ele.

Ouço o liquidificador parar de bater, indicando que minha vitamina estava pronta.

Tessa: você é a pior conselheira que conheço.

Lindsay: desculpa, eu só... - a interrompo.

Tessa: tenho que ir, depois a gente se fala - desligo.

Sorrio para Tori e agradeço por ter parado seus afazeres para cuidar de mim.

Tessa: o que tem aqui? - encaro o copo de vidro cheio de um líquido verde.

Tori: melhor não perguntar - sorri. - Beba tudo.

Dou o primeiro gole, fazendo uma careta ao sentir o gosto da bebiba.

Tessa: você colocou couve?

Tori: disse para não perguntar.

Prendo a respiração e termino a vitamina, nada satisfeita pelo sabor, mas tentei não reclamar, Tori é como uma mãe aqui no restaurante.

Charles: se sente melhor? - entra e prende o pedido em um pequeno quadro.

Se eu disser que sim, ele me mandará voltar ao trabalho, obrigando-me a encarar o garoto da mesa nove. Penso bem e faço uma careta convincente. Tecnicamente, não neguei ou afirmei nada.

Charles: tudo bem, volte para casa e coma algo leve. Levo seu prato favorito para o jantar - beija minha testa.

Sorte ou destino ter um pai tão atencioso?

Tessa: tem certeza? Pode precisar de ajuda - levanto do banquinho.

Charles: não... Daniel cuida de algumas mesas, certo, Dan?

Daniel: pode ir tranquila, Tessa - diz, enquanto lava alguns pratos.

Tessa: certo, mas se o movimento aumentar é só me chamar - pego minhas coisas e saio pelos fundos. Não arriscaria esbarrar com ele de novo.

Meu celular vibrou no bolso da saia, peguei o aparelho, mas guardei no mesmo minuto, vendo que era uma mensagem da operadora.

Já estava próxima de casa quando dei de frente com alguém. Ou melhor: alguém entrou na minha frente, fazendo-me bater com tudo em seu corpo.

Tessa: mas que... - perco a fala ao levantar o olhar, vendo-o sorrir para mim.

X: eu sabia que era você.

[...]

Seus olhos intensos me encaravam sem medo, mostrando o quão grande é sua confiança. Ele tinha um porte físico magro, mas forte, era uns vinte centímetros mais alto e cheirava tão bem que me fez lembrar de algumas coisas da noite passada.

X: não vai dizer nada? - seu sorriso fecha.

Tessa: desculpe, não me lembro do seu nome - dizer em voz alta era tão ridículo quanto na minha cabeça.

Eu esqueci o nome do garoto que perdi a virgindade!

X: Harry.

Tessa: Potter? - abaixo o olhar e solto um riso fraco.

Não perco a oportunidade de passar vergonha.

Harry: Dawson.

E agora?

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