Como a chance de perder uma despedida falhou, fui arrastada até o aeroporto por Lindsay no carro do meu pai, ao qual está bem acostumado com as duas filhas. O namoro com Claire está melhor que nunca.
Lindsay: Tessa, sai — diz, percebendo que meu corpo não se mexia.
Tessa: não vou conseguir, odeio essas coisas.
Lindsay: eu também, mas vai se arrepender de não ter feito, anda logo! — segura meu braço e puxa-me para fora do veículo.
Entramos no prédio, meu coração estava acelerado e o corpo trêmulo. Realmente não estava pronta para me "desfazer" de alguém tão presente em minha vida.
Tessa: achou ela? — meus olhos corriam pelo local.
Lindsay: alí! — aponta.
Nós começamos a correr, percebendo que Caroline estava prestes a entrar no salão de embarque. Sem aviso, demos um abraço apertado nela por trás, fazendo a ruiva dar um pulo nos grandes.
Caroline: pensei que não fossem vir — sorri, virando-se para nós.
Lindsay: onde está sua mãe?
Caroline: foi embora a alguns minutos, tinha que voltar para o plantão.
Logo as três estavam chorando, sem dizer nada, apenas trocando olhares.
Caroline: meu vôo já foi anunciado, me abracem logo — abre os braços.
Lindsay foi a primeira, as duas ficaram um bom tempo unidas, chorando uma no ombro da outra.
Tessa: minha vez — envolvo seu corpo, chorando ainda mais ao ouvir a seguinte frase: Xx: vôo 135 com destino à Miami, embarque imediato no portão 6 — anuncia.
Caroline: eu preciso ir — diz, com lágrimas nos olhos.
Tessa: vou sentir sua falta — fungo.
Caroline: também vou sentir a de vocês. Precisam me visitar no próximo verão.
Lindsay: nós prometemos — segura a mão dela, unindo nós três em um triângulo.
Caroline entrega sua passagem ao segurança e ele confere sua identidade. Ela olha para trás após entrar, sorri e acena levemente.
Tessa: não vou conseguir fazer isso de novo — começo a andar até a saída.
Lindsay: fala do Harry?
Eu: sim. Quando chegar a hora, não vou me despedir.
[...]
Lindsay: acha isso certo, deixá-lo ir sem ao menos um abraço? — abre a porta do carro e entra.
Tessa: não, mas é muito difícil. Nos apaixonamos em menos de duas semanas, não consigo ficar um dia longe dele. Acha que conseguiria? — limpo as lágrimas.
Lindsay: não, por isso estava evitando seu irmão. Não quero sofrer com sua partida.
Tessa: assim como eu não quero.
Lindsay: então por que se envolveu?
Tessa: não foi de propósito! — grito.
Lindy entendeu que o clima não estava muito agradável para distudir, então se calou e voltou a prestar atenção no trânsito.
[...]
Assim que chegamos, deixei Lindsay na sala com o resto do pessoal e subi para o meu quarto. Sei que fui grosseira, passei sem dizer nada e ignorei o meu pai, que havia perguntado se estava tudo bem.
Eu só queria que esse último mês do Harry aqui passasse logo, assim o sofrimento acabava de uma vez.
X: Tessa?!
Tessa: me deixa em paz, Chris.
Christian: só se abrir — bufo e levanto, destrancando a porta.
Tessa: o que quer? — volto até a cama, sento e puxo uma almofada para meu colo.
Christian: foi difícil? — assinto, sentindo novamente meus olhos encherem.
Tessa: também vai ser quando você for — o olho.
Christian: só mais três anos.
Tessa: pra quem passou a vida longe, isso não é nada — murmuro.
Christian: entendi que está assim não só pela Caroline, é por causa do Harry também, não é? penas balanço a cabeça positivamente.
Tessa: não deveria ter me envolvido tanto — reinicio o maldito choro.
Estava tão fraca ultimamente.
Meu irmão senta ao meu lado, puxando meu corpo para si. Minha cabeça ficou em seu peito, enquanto ele envolvia meus ombros.
Christian: você não pode se maltratar desde jeito, Tessa — beija minha cabeça.
Tessa: mas eu o amo, Christian, não tem mais volta!
[...]
Oliver Booth
Dizer que estou feliz por ter que ir embora mais cedo é uma grande mentira. Me apeguei a esse lugar, às pessoas, à comida... Tudo!
Infelizmente, a saúde de Kylie piorou muito nos últimos dias, não sabemos o que é, mas a despreocupação deixa claro que ela sabe muito bem do que se trata. Harry pode negar, mas está mais preocupado que eu, vive aconselhando-a a procurar um médico ou voltar para casa, mas, como? Ela mal está se aguentando em pé desde a última sexta, não poderia pegar um avião sozinha. Sei bem o motivo dele não querer ir antes da hora, tem cabelos longos e uma personalidade forte.
Kylie: vocês não precisam ir — diz baixo.
Ela estava deitada na cama enquanto eu juntava suas coisas, jogando tudo na mala sem um pingo de arrumação.
Oliver: sim, precisamos. Você é como uma irmã e precisa de ajuda mais do que nunca.
Kylie: onde o Harry foi? — ofega.
Oliver: se despedir.
Kylie: Tessa é uma garota incrível, mas eles não vão conseguir suportar esse relacionamento.
Oliver: talvez suportem, ela não parece ser do tipo que desiste facilmente — fecho a última mala e coloco junto das outras.
Kylie: deveria ter sido franco comigo, Oliver — me encara.
Oliver: sobre o quê?
Kylie: seus sentimentos. Você pode não demonstrar, mas sentiu algo.
Oliver: não sou do tipo que pega algo que não me pertence — sento na cama.
Kylie: mas Harry e eu tínhamos terminado, o que o impediu?
Oliver: perder a amizade dele.
Kylie: mentira. Se aproximou de mim, porém, notou minha falta de interesse e fingiu que não sentia nada.
Oliver: eu te amei, Kylie, amei muito, mas você sempre vai amá-lo e não gosto de me torturar — beijo sua testa e volto ao meu quarto.
Solto um longo suspiro e vou fazer minhas malas. Em menos de duas horas estaremos dentro do avião, partindo desse paraíso que trouxe tanta gente legal para nossas vidas.
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Sunrise
Ficção AdolescenteEscritora: Maria • Responsável pela história: Anny +14 • Na véspera do meu aniversário de dezoito anos, minha melhor amiga só tinha três coisas em mente: me fazer perder a virgindade com o garoto mais gato da festa, beber até cair e, claro, ver o na...
