então, ainda não escolhi uma frequência ainda mas parece que vão sair caps de 4 em 4 dias, hum?
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As manhãs nas Cidades Luz também era forjadas, afinal o sol na região era bloqueado por armaduras invisíveis que imitavam redomas em volta das cidades. Os raios solares haviam se tornado mais fortes, e como as pessoas importantes estavam dentro, os únicos que sofriam com o calor e a intensidade dos raios eram os moradores dos distritos — separados das metrópoles por gigantes muralhas defendidas por robôs seguranças, que verificavam as identidades e classes por sensores nos globos oculares.
Yoo Kihyun nunca havia gostado muito da luz solar, e sim das néon que apareciam durante as noites agitadas da antiga Seul, atual Synthwave — polo número um de desenvolvimento de Androides e atualizações do setor. Com a revolução digital houveram drásticas mudanças no mapa mundial, sendo destruição ou junção de países, novas cidades e pontos turísticos da engenharia moderna pós revolução.
O de cabelos cinza, Kihyun, adentrou a porta automática de vidro com tranquilidade pois o mínimo requisito era ser um cidadão classe C+ para adentrar na recepção da Offworld. Dirigiu-se então até as catracas onde pousou seu pulso sobre o painel, logo o reconhecendo como classe A e mostrando seu nome e cargo em um holograma. Ele caminhou casualmente, acostumado com aquele procedimento já faziam três anos.
Entrou no elevador completamente transparente e com adereços digitais nas paredes, estava sozinho e carregava uma maleta em mãos — a qual continha arquivos digitais do novo projeto, junto aos contratos virtuais e os gigabytes que abrigam o vídeo de apresentação. Os elevadores da nova era não usavam mais cabos, funcionavam com aparelhos que mudavam o sentido da gravidade exterior do perímetro assim fazendo a "caixa" subir até o andar desejado. Saiu no vigésimo primeiro e seguiu reto até adentrar na sala de reuniões que automaticamente se abriu para ele, o fazendo encontrar Lee Jooheon que já o esperava ansioso.
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Jooheon desta vez não estava usando seus típicos sapatos e camisas sociais, se vestia casualmente de forma a qual não se destacava na multidão da periferia apertada de Synthwave. Havia sugerido a mesma ideia a Kihyun, que agora também vestia roupas casuais como calças jeans e casacos que cobriam seu pulso tentando esconder ali o símbolo digital o denunciando como um classe A.
Ao contrário do de cabelos vermelhos extravagantes, Kihyun não estava confortável andando em meio a todas aquelas pessoas. Vários com os mais malucos implantes substituindo seus membros perdidos, como braços e olhos que agora era metálicos e não sensíveis. Observava os mais loucos visuais, cabelos coloridos de cortes inusitados, roupas rasgadas ou de borracha — tudo enfatizando o sentimento Cyberpunk que essas ruelas e pessoas carregavam consigo.
Jooheon guiou Kihyun virando bruscamente em esquinas paralelas, vez ou outra os fazendo trombar com androides classe 1 que trabalhavam com serviços sexuais, mesmo parecendo medonhos com aquelas vozes robóticas e todo aquele plástico visível. Então adentraram a um prédio que mais parecia abandonado, vários mendigos escondidos atrás de panos e restos de placas de metal pelos corredores sujos, até que encontraram escadas de emergência e desceram ao subsolo.
Era perceptível um ruído baixo mas irritante de uma máquina de solda, através do plástico branco que imitava tecido como cortina era possível ver a luz azul das faíscas que saiam dos metais que estavam sendo fundidos. O barulho parou ao que os dois se posicionaram ali em frente, e a cortina foi puxada revelando um jovem provavelmente na casa dos vinte anos — bochechas sujas com riscos de graxa, vestia um avental preto e uma máscara de solda fina dos modelos atuais, junto a luvas nas mãos e um sorrisinho com dentes.
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CYBERPUNK | changki
FanfictionEm 2077, Yoo Kihyun decidiu que usaria suas habilidades para construir o seu grande amor de volta. Ao invés de carne e osso, engrenagens e softwares. Mas ele não tinha certeza se um Androide seria capaz de matar a sua saudade de Im Changkyun.
