Capítulo 10

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Chegou o dia de fazer os exames, a consulta foi realizada antes de irmos para Santa Monica. Preferi fazer exames para ver se está tudo nos lugares certos, faz tempo que quero fazê-los mas com os trabalhos da faculdade não tenho tempo sobrando. Confesso que estou com medo.

Estou na sala esperando o médico chegar para fazer o exame em meus seios. Deitada sob a maca, sem a parte de cima da roupa com um paninho me cobrindo, observo a sala. Pede licença e passa o gel gelado sob meus seios, pega o instrumento e logo a imagem é projetada na televisão. E ali está ele. A pequena bolinha que pode desgraçar a minha vida. O médico é instruído a não falar muito, então só se despede e diz que já estou liberada. Saindo daqui tenho que fazer outros exames. Recém saí do primeiro.

Os exames ficam prontos na outra semana e tenho que levar ao meu médico.

Na semana seguinte, os resultados chegam. É hora de contar para meus pais e amigos.

Ao chegar em casa, observo minha mãe e meu pai abraçados no sofá assistido filme. Fecho a porta e eles se viram para me olhar. Minha mãe sorri ao me ver e começa a falar.

- Oi, filha! Tudo bem com a Zoey?

Antes de sair, disse a eles que iria até a casa da Zoey para não me encherem de perguntas se dissesse que iria ao médico.

Puxo um banquinho e me sento na frente e chegou a hora de contar a verdade.

- Bom, não fui até a casa de Zoey e sim até o médico.

Eles me olham confusos, respiro fundo e volto a falar.

- Antes da nossa viagem, eu já havia suspeitado de alguns sintomas, marquei os exames para quando voltasse da praia. Hoje era o retorno. Bom, ele sempre esteve presente na nossa família, vovó Beth teve e tia Anna também. Foi aí que começou, fiquei preocupada e procurei saber se eu também tinha.

Minha mãe já não continha mais as lágrimas e meu pai tapava sua boca com a mão.

- Mas é isso. Não preciso de ajuda financeira, eu dei um jeito e juntei dinheiro. Está tudo bem nessa questão. Só preciso de suporte nesse momento. Peço desculpas por não contar assim que descobri mas eu estava apavorada e não sabia o que fazer, então guardei para mim.

Minha mãe estendeu a mão e pegou a minha.

- Vamos vencer juntos essa doença! Eu acredito!

No momento em que meu pai nos abraçou, eu desandei em lágrimas.

Ficamos o resto da noite na sala assistindo filmes, abraçados e comendo pipoca.

Tomei banho antes de dormir e ao pegar o celular para regular o despertador, vejo que havia mensagens de Joshua.

"Oi, preciso te avisar que amanhã a noite temos o evento da empresa do meu pai aí em San Francisco. Te pego às 20hrs.

J."

Respondi que iria e enviei o endereço aqui de casa, deixei o celular na mesinha ao lado da minha cama e logo caí no sono.

Na manhã seguinte, acordei com o celular despertando. As aulas da faculdade já haviam começado há quase duas semanas. Estou de volta a essa rotina.

Quase Tudo MudouOnde histórias criam vida. Descubra agora