Onde toda semana, Sadie Sink escrevia cartas para seu amor secreto e melhor amigo: Noah Schnapp. Seu passatempo favorito era o ver sorrindo lendo as cartas deixadas anonimamente em seu armário.
Capa por: @joannecristie
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20:13 pm 06.13.19 Quinta-feira
-- Eu juro que eu não fiz isso, juro, eu nunca faria isso e...-- o de cachos roxos dispara quando a ruiva abre a porta.
-- Finn, eu acredito em você.
-- Você não faz ideia do que- espera, você acredita?-- ela assentiu. Os olhos de Finn estavam vermelhos e inchados, o cabelo completamente bagunçado e a mochila da escola nas costas, o que fez a menina se perguntar onde ele estava.
-- Vem aqui-- ela o abraçou e por ele ser mais alto, Sink sumiu ali dentro -- Vai ficar tudo bem.
Finn foi para o quarto da amiga enquanto ela preparava um chá para os dois.
-- Filha para que tanto chá? -- Katherine pergunta enquanto a ruiva colocava o líquido dentro do bule.
-- Finn está aqui.
-- Não vi ele chegar.
-- Não faz muito tempo que chegou.
-- É chá de que?
-- Camomila.
-- O que houve?
-- Senhora não viu?-- a ruiva ficou surpresa, já que sua mãe era o tipo de pessoa super antenada que sabia de tudo.
-- Mas é claro que vi, só não consegui acreditar. Conheço Finn desde pequeno, não acredito que ele poderia ser capaz de algo assim, e logo com Millie...
-- Pois é, as pessoas lá fora não o conhecem. Ele não fez isso.
-- Eu sei que não. Acho que ele precisa de sua ajuda, melhor subir -- Sadie apenas concordou com a cabeça.
Sadie colocou duas xícaras e o bule em uma bandeja e subiu as escadas com cuidado. Pediu para o amigo abrir a porta e assim ele fez.
Finn estava sentado na cama, encostado na parede, bebericava do chá as vezes e não chorava mais. Sink não sabia se isso era bom ou ruim.
-- Sadie -- ela se virou para ele -- Eu a perdi.
-- Não, você não perdeu.
-- Sim, eu perdi.
-- Me explique o porque, como tudo isso aconteceu.
E então ele explicou, detalhe por detalhe e quando acabou as lágrimas já saiam sem permissão. O peito doia, e tinha certeza de que nunca nada havia doído tanto. Ele perdeu Millie. Não havia mais Fillie, Finnie e Mills, não havia o "nós".
Tudo parecia tão vazio agora, tão sem cor, porque era isso que Millie era, vida e cor, alegria. Ela o preenchia com todos esses sentimentos bobos de adolescente, as malditas borboletas; A pequena morena não apareceria mais com um sorriso gigante na porta dele de surpresa, ele não a ouviria mais berrar seu nome nos jogos porque ele deixou Millie ir com ideias erradas, ele não se explicou. Brown foi embora e ele a deixou ir, sozinha.