Onde toda semana, Sadie Sink escrevia cartas para seu amor secreto e melhor amigo: Noah Schnapp. Seu passatempo favorito era o ver sorrindo lendo as cartas deixadas anonimamente em seu armário.
Capa por: @joannecristie
esse capítulo vai ser meio diferente, vai ser narrado em 1° pessoa pela Sadie, ok?
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
17:29 pm 07.19.19 Sexta-feira
Nós estavamos sentados em cima de uma canga, na praia do resort, fazendo o de sempre, observando o pôr-do-sol.
-- Tem uma coisa que nunca te falei -- Noah diz de repente. Ele apagou seu cigarro na areia.
-- O quê?
-- Eu te escrevi uma carta.-- eu sorri imediatamente, e ele me olha também sorrindo.
-- Sério?
-- Sim, na hora que li a sua escrevi uma. Mas achei melhor resolver isso pessoalmente.
-- Não achei que você fosse do tipo que escreve cartas.
-- Se a minha garota gosta, vou fazer o que -- ri nasalmente. Ainda não me acostumei com esse termo.
-- Você pode ler?
-- A carta? -- concordei -- Não -- ele fez um biquinho fofo.
-- Por favor! Por favorzinho -- ele revirou os olhos.
-- Tudo bem.-- ele pegou sua carteira e retirou um papel de lá.
-- Você guarda na sua carteira?
-- Sim, se eu colocasse em outro lugar ia esquecer de te entregar. E se eu parar de ler, a vergonha falou mais alto.
-- Até parece, você não tem vergonha na cara -- ele apenas ignorou e começou a ler
-- "Querida Sadie, no momento em que li sua carta imaginei a rua de sua antiga casa. A rua pela qual andamos de bicicleta, na qual escrevemos nossos nomes em pegadas trópegas..."
-- Meu Deus, você até usou palavras difíceis!
-- Se você reclamar vou parar de ler.
-- Eu não reclamei -- resmunguei baixinho.
-- "... nas noites mais quentes. Onde amavamos a chuva e amavamos um ao outro, mesmo sem noção disso. Me lembrei de você na sua janela se despedindo de mim, fingindo que não me observava ir embora, o sorriso que me direcionava, suas bochechas coradas de tanto correr e pequenas mechas de seu cabelo alaranjado quase caindo por seus olhos.
Não acho que seja nada disso que me atrai até você com a força de mil campos gravitacionais, porque nunca fui apaixonado apenas por sua beleza, sempre fui apaixonado pelo seu jeito. O jeito no qual abraça os amigos depois de muito tempo, sua gentileza ao cuidar de sua irmã, a preocupação até com mínimos animais quando passamos por eles na rua. Você, mesmo sendo irritada as vezes, não mataria uma formiga.
Soube que estava ferrado quando uma vez, eu ouvi uma música que fala sobre amor, injustiça, insegurança, medo e quis sussurrar para você as palavras que ouvia. Pra te ver corar e me olhar com aqueles olhos envergonhados.
Eu queria você aqui agora, enquanto escrevo, só para ficar te olhando, admirando seus olhos azuis, acariciando seu cabelo cor de fogo e sorrindo quando você diz algo engraçado, mesmo que só eu ache engraçado.
Queria poder ver você dando esse sorriso que eu tanto amo e que amo mais ainds quando sou o motivo. Sei que muitas vezes tirei ele de você, e isso sempre fez o mundo ficar mais escuro pra mim. Sem você Sadie, eu sou uma completa bagunça.
Talvez amor seja você, Sadie Ella Sink, e toda a sensação que me faz querer estar perto de você a cada hora, minuto e segundo. Porque sempre foi e sempre vai ser você, como diz aquele filme que você tanto gosta: 'Eu percebi que não importa onde esteja, ou o que esteja fazendo, ou com quem esteja, eu vou sempre, com toda força, verdadeiramente, completamente, amar você'.
Então, respondendo sua pergunta, sim Sadie, tem chances de eu sentir o mesmo, acho que se eu tivesse sete vidas sentiria isso em todas elas.
Com todo o amor, insegurança e esperança, Noah Cameron Schnapp."
Nós dois estavamos chorando quando ele acabou, sorrimos quando percebemos isso. Eu nunca achei que seria possível alguém me amaria daquela forma, mas ele sempre amou.
Por todos aqueles anos que eu sofria por achar que amava sozinha, ele me amava tanto quanto, só não sabia disso ainda. Não percebi quando nos abraçamos, quando me dei conta já estava nos braços dele.
Ali estava eu, em uma praia qualquer de Dubai nas melhores férias de verão da minha vida abraçando meu primeiro amor e chorando porque ele me amava. A Sadie de um ano atrás nunca acreditaria nisso se alguém a contasse.
-- Tem tanto que eu preciso te dizer que nem sei por onde começar.
-- Você não precisa dizer nada -- e riu de lado.
-- Noah...
-- Eu sei Sadie, dessa vez, eu sei.
Nos beijamos, porque era como se aquele momento precisasse ser selado e grudado em nossas memórias para sempre.
-- Sempre achei que eu fosse a mais romântica da relação.
-- Tá, mas você lembra do convite que te fiz pro baile?
-- Você lembra de todas as cartas que escrevi semanalmente pelos últimos... três anos?
-- Ok, isso não era uma competição, mas você ganhou.
______________________________________
Agradeçam a Lua (_GhoostBabyy_) que se disponibilizou a escrever a carta do Noah, se não nem teria esse bônus.