Chloe

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*Chloe ON*
Acredite, eu não tenho nada contra a Joalin ou o Bailey.
Mentira.
Na verdade, eu tenho tudo contra eles.
Graças à aquele grupinho de amigos, a minha mãe, a maior dançarina que aquela escola já viu, foi demitida.
Sim, eu sou filha da professora Emma.
Não, eu não estudo na Better Together, mas conheço aquele lugar como a palma da minha mão, e sei cada passagem que aquele lugar esconde.
E sim, eu vou transformar a vida dessas 14 crianças em um completo inferno.
Você quer saber como?
Aguarde as cenas dos próximos capítulos, meu bem...
Mas, espere.
Não me leve à mal.
Eu tenho meus motivos para fazer isso. A crueldade não está na essência de ninguém: ela é um hábito. E esse é um hábito que eu fui forçada à presenciar e à praticar.
Veja: Meu pai tinha problemas com bebidas. Saía toda noite, e voltava pela manhã, com bebida enfiada, até mesmo, na corrente sanguínea, e tudo nele cheirava à álcool, e vê-lo daquela forma me dava uma completa repugnância. Vai ver, talvez seja por isso que nunca coloquei nem uma gota de bebida na boca.
Ele era tão agressivo, tão bruto, tão... incontrolável.
Com a bebida, ele ficava completamente fora de si, e ele passava a maior parte do tempo bêbado, então, o anormal virou a sua normalidade.
Engraçado, né? Vivemos em uma normalidade de loucos...
Ele batia em mim e na minha mãe, que era a única que trabalhava, trazia o sustento da casa e ainda tentava me criar. Logicamente, apesar dela ganhar um bom dinheiro no seu trabalho, nós nunca tivemos dinheiro suficiente para que eu estudasse nem mesmo durante seis meses na Better Together, então eu sempre estudei em escola pública, e sempre fui a melhor aluna da classe.
Você deve estar se perguntando, como, então, eu posso conhecer tão bem a Better Together, certo?
Bom, minha mãe, quando percebeu que seria demitida, pegou alguns mapas antigos na biblioteca da escola.
Ah, minha mãe... Ela sempre pensa em tudo. Ela é incrível, e eu a amo demais, tanto que estou determinada à acabar com a felicidade daqueles que à fizeram sofrer.
Caso você ainda não tenha entendido, estou falando daquelas 14 crianças enxeridas.
Mas, voltando a minha história: Meu pai continuou com os abusos até o dia em que minha mãe não aguentou mais, e decidiu se divorciar, e, depois de muito sofrimento, deu tudo certo. Eu devia ter uns 8 ou 9 anos quando isso aconteceu.
Ah, eu lembro como se fosse ontem.
Até hoje tenho as cicatrizes da última pisa que ele me deu: era em torno das 6h da manhã, e eu já estava acordada, porque minha mãe havia passado a noite vomitando, e eu fiquei cuidando dela, enquanto meu pai dormia na sala.
Ela já estava melhor, mas ainda assim, preferiu não ir para o trabalho naquela manhã.
Eu já estava preparando um café da manhã para nós, quando ele, do nada, apareceu do meu lado e me bateu.
Ele não tinha nenhum motivo para me bater. Mas bateu. E doeu. Ah, se doeu.
Ele havia me dado um soco no estômago, e já estava se preparando para o próximo, quando eu, pela primeira vez em anos, decidi revidar, e o dei um tapa, que só lhe deu cócegas.
-Ah, pensa que pode me machucar com isso, menina? - Falou, rindo debochadamente - Pelo visto, vai ter que apanhar bem mais para aprender como machucar alguém! - Falou.
Nesse momento, lembro bem dele ter puxado meus cabelos em direção ao chão, e ter tirado seu cinto, batendo em minhas costas. A fivela do cinto era enorme, e fez um belo estrago nas minhas costas.
Depois de ter batido e visto a quantidade absurda de lágrimas que corriam pela minha face, ele pareceu assustado e saiu correndo. Quando minha mãe acordou, e viu a situação das minhas costas, ela percebeu que, definitivamente, nós precisávamos sai de perto daquele homem o mais rápido possível.
Ela pegou nossas coisas, e na mesma hora fomos atrás de um advogado. Conseguimos contratar um por um preço em conta, mas, no fim, depois de mais ou menos uma semana, descobrimos que meu pai estava morto.
Ele havia se suicidado.
Achou a história triste, né?
Pois é, eu também.
Mas se prepara, porque ela ainda não terminou.
Quando eu fiz uns 10 anos, minha mãe começou a sair com um cara, e quando eu fiz 11, eles se casaram. O nome dele era Robert: Alto, forte, cabelos escuros, olhos confiáveis e um toque de elegância ao falar. Além de tudo, gostava de mim e me tratava como sua própria filha.
Ele era o cara perfeito para nós.
Até que deixou de ser.
De repente, ele mudou da água para o vinho. Aquele rapaz doce, gentil, cavalheiro e moderno, se transformou em uma pessoa repulsiva, sem pudores, fazendo o que quisesse, quando quisesse e com quem quisesse.
Normalmente, esse "quem" era eu:
Aos 11 anos, minha inocência, e junto com ela, minha infância, foi roubada de mim.
E eu e minha mãe ainda odiamos Robert por isso.
Já faz uns 4 anos que ele e minha mãe não são mais casados. Agora ele possui uma nova família.
Ainda bem.
Depois que eles se divorciaram, e as coisas voltaram a ser como eram antes - só eu e minha mãe - eu decidi fazer uma tatuagem em meu pulso.
Ela é a letra C, de Chloe, e a letra E, de Emma, formando o símbolo do infinito, com uma faca bem no meio.
O símbolo do infinito com as letras das nossas iniciais, mostram que, não importa o que aconteça, eu e minha mãe sempre permaneceremos juntas. Sempre será o mundo contra nós. E a faca representa o mundo: tudo que nós já passamos, todo o sofrimento, toda humilhação... Tudo que, um dia, já tentou nos separar, dividir.
Tudo aquilo que eu quero longe de mim, longe de nós.
Afinal, nós somos o próprio símbolo do infinito: É eu e ela, ela sempre comigo.
Ninguém sabe onde uma começa e onde a outra termina.
Chloe e Emma.
A minha felicidade é a felicidade dela, e a sua tristeza é a minha.
Eu não pude fazer nada à respeito de meu pai, ou de meu padrasto.
Mas, ah, acredite...
Eu vou fazer o possível e o impossível para acabar com os sorrisos nos rostos daquelas 14 crianças.

(...)
Oi gente!
Temos vilã nova, volta de vilã antiga, e algumas revelações nesse capítulo aaaa
Muito obrigada pelos 28k de visualizações ❤
Vou tentar postar com mais frequência por aqui, mas, infelizmente, não posso garantir nada.
Me digam, o que estão achando da fic por enquanto?

Better Together: "Antes de Now United"Histórias para pegar e não largar. Descubra agora